
Cristiano Ronaldo torna-se o primeiro a marcar em seis Mundiais e Portugal goleia Uzbequistão
Aos 41 anos, o capitão português bisou, ultrapassou Eusébio como maior artilheiro luso em Copas e estabeleceu um recorde que nem Messi igualou, enquanto a seleção se reabilitou no Grupo K.
Portugal respondeu às críticas da estreia com uma goleada categórica sobre o Uzbequistão (5-0) na madrugada de quarta-feira (24), em Houston, e Cristiano Ronaldo inscreveu o seu nome num capítulo inédito da história dos Mundiais. Aos seis minutos, o capitão luso antecipou-se ao defesa e desviou um cruzamento rasteiro de João Cancelo para o fundo das redes, tornando-se o primeiro futebolista a marcar em seis edições diferentes da Copa do Mundo — um feito que a Guinness World Records confirmou de imediato. O golo precoce desfez um jejum de dez jogos sem marcar em fases finais e foi celebrado com um desafiante “I’m back” dirigido às câmaras, num recado aos que, após o empate com a RD Congo, o viam como acabado.
A exibição lusa foi dominante e os recordes acumularam-se. Nuno Mendes ampliou aos 17 minutos com um livre rasteiro, enquanto Ronaldo bisou aos 39, após passe de Bruno Fernandes, isolando-se como o maior artilheiro português em Mundiais, com dez golos, um acima dos nove que Eusébio fixara em 1966. O segundo golo fê-lo ainda o jogador mais velho a marcar um “brace” em Copas (41 anos e 138 dias), superando a marca que Lionel Messi estabelecera 24 horas antes, e o segundo mais velho de sempre a facturar no torneio, atrás apenas do camaronês Roger Milla. Na etapa final, um autogolo do guarda-redes Nematov e um remate de Rafael Leão fecharam o placar, enquanto um golo uzbeque foi anulado pelo VAR por falta anterior.
O triunfo recolocou Portugal na rota da qualificação no Grupo K. Depois do empate a uma bola com a RD Congo, a equipa de Roberto Martínez somou quatro pontos e subiu ao segundo lugar, atrás da Colômbia, que batera os congoleses por 1-0 e já garantiu vaga nos 32 avos. Observadores em Lisboa sublinham que a maturidade coletiva evidenciada frente ao Uzbequistão — com Ronaldo a funcionar também como “isco” no lance do golo de Mendes — foi tão importante quanto os recordes individuais. Na imprensa brasileira, o feito do português foi lido no contexto da rivalidade com Messi: ambos bisaram em dias consecutivos, mas só CR7 conseguiu marcar em todas as seis Copas que disputou, já que o argentino ficou em branco em 2010.
Ronaldo reconheceu que a semana fora “difícil e escura”, mas reiterou a sua crença no trabalho e desviou-se de perguntas sobre Messi com um lacónico “próxima pergunta”. O selecionador Martínez elogiou a resposta do balneário e a maior maturidade da equipa num jogo que já não era de estreia. Portugal decide a liderança do grupo no sábado (27), em Miami, diante da Colômbia, num duelo que definirá o adversário nos dezasseis-avos e poderá ditar o rumo da campanha lusa no torneio.
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The historical and individual dimension of the record is emphasized, presenting it as the natural culmination of a legendary career, without need for controversy or comparisons.
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A purely informative register is adopted, reducing the event to an item in a list of sports facts, avoiding any interpretation or judgment.
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