
EUA ignoraram alertas de inteligência antes de ataque que matou 168 crianças no Irão
Comandantes militares aprovaram bombardeio a escola em Minab apesar de avisos de que dados sobre o alvo estavam desatualizados, revelam fontes do Pentágono.
Comandantes militares dos Estados Unidos ignoraram alertas em bases de dados de inteligência e autorizaram um ataque aéreo que atingiu a escola Shajareh Tayyiba em Minab, no sul do Irão, a 28 de fevereiro, matando 168 crianças e 14 professores, segundo fontes do Departamento de Defesa norte-americano citadas pela imprensa. O bombardeio, ocorrido no primeiro dia das operações militares dos EUA contra o Irão, tinha como alvo declarado uma instalação da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) vizinha à escola. As fontes indicam que os sistemas de seleção de alvos continham mensagens explícitas de que as informações de inteligência sobre o local tinham mais de uma década e necessitavam de reavaliação, mas os oficiais superiores optaram por prosseguir em nome da “agilidade” operacional.
A administração Trump afirmou que a investigação interna do Pentágono continua em curso e que “os Estados Unidos não têm civis como alvo”. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, prometeu uma apuração “minuciosa”. A imprensa estatal iraniana reportou o número de vítimas e descreveu o ataque como um “crime”. Fontes militares americanas disseram que, poucos dias após o ataque, o comando já sabia que o erro decorrera do uso de informações obsoletas, mas o resultado da investigação não foi divulgado publicamente meses depois. O presidente Donald Trump inicialmente sugeriu que o Irão poderia ser o responsável pela explosão, para depois afirmar que a responsabilidade talvez nunca fosse determinada.
A pressa em fornecer listas de alvos no início da ofensiva, combinada com cortes drásticos nas equipas de mitigação de danos civis (CHMR), contribuíram para a falha, de acordo com as fontes. O programa CHMR no Comando Central dos EUA (CENTCOM) foi reduzido de dez para um único funcionário por ordem de Hegseth. Além disso, os analistas priorizaram a atualização de alvos móveis e de alta ameaça, como plataformas de mísseis, deixando locais fixos — como a instalação da IRGC que se revelou uma escola — com registos não verificados. Os dois principais sistemas de targeting, o MIDB (criado nos anos 1980) e o MARS (baseado em inteligência artificial), ambos sinalizavam a necessidade de rever os dados, mas os alertas foram ignorados.
Imagens de satélite de 2016 mostram que a escola e a base da IRGC, que em 2013 faziam parte do mesmo complexo, foram separadas por uma cerca e uma entrada independente. Fotografias de dezembro de 2025 exibem dezenas de civis no pátio da escola. Apesar disso, os dados utilizados no ataque remontavam a mais de dez anos. O episódio ocorreu num contexto de forte pressão política para acelerar as operações militares, enquanto Washington e Teerão mantêm conversações diplomáticas paralelas. O Pentágono remeteu questões para o CENTCOM, que se recusou a comentar, e a investigação interna permanece por concluir, enquanto Trump ameaça retomar uma campanha de bombardeamentos em larga escala.
| Imprensa iraniana e afins | −0.90 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa russa e CEI | −0.50 | critical |
| Imprensa europeia continental | −0.80 | critical |
O Irã denuncia a negligência criminosa dos Estados Unidos, que sacrificaram vidas de crianças pela rapidez operacional.
A narrativa baseia-se no relatório da CNN para legitimar a acusação, mas enfatiza o sofrimento das vítimas e a falta de responsabilidade americana, criando um quadro de vitimização nacional.
Omite a declaração do CENTCOM confirmando os ataques, concentrando-se apenas no erro e ignorando qualquer justificativa militar dos EUA.
A Rússia projeta a culpa na arrogância militar americana, enfatizando como a pressa causou um massacre de crianças.
Usa o relatório da CNN como evidência objetiva, mas o insere em uma narrativa de incompetência sistêmica dos EUA, sem abordar suas próprias ações semelhantes em outros conflitos.
Omite qualquer menção às operações militares russas que causaram baixas civis, como na Síria ou Ucrânia, que poderiam levantar questões semelhantes.
A Europa continental julga a operação dos EUA como um erro imperdoável, citando a presença de ex-gestores de fundos de hedge na tomada de decisões como sintoma de uma cultura militarista irresponsável.
Adota um tom investigativo, citando fontes anônimas e detalhes processuais, para construir um caso de negligência criminal contra o Pentágono.
Não discute o contexto geopolítico mais amplo do conflito EUA-Irã, nem possíveis justificativas estratégicas, concentrando-se exclusivamente no erro tático.
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