
Justin Baldoni rompe o silêncio sobre a disputa com Blake Lively: “Injustiça disfarçada de luta pelas mulheres”
Num vídeo caseiro publicado no Instagram, o ator e a mulher, Emily, falaram pela primeira vez em quase dois anos sobre o processo que abalou Hollywood e dividiu plateias em todo o mundo.
No enquadramento doméstico de um vídeo partilhado no Instagram, Justin Baldoni e a mulher, Emily, surgem lado a lado, com sorrisos contidos e uma leveza que contrasta com o peso das palavras que escolhem. “Não falámos publicamente durante a maior parte dos últimos dois anos, e não foi por não termos nada a dizer — Deus sabe que tínhamos”, começa o ator, enquanto Emily acena. A pausa prolongada, explicam, não foi estratégia de comunicação, mas uma espera quase espiritual: “Sempre que íamos gravar, algo nos dizia que não era o momento.” Agora, com o acordo judicial selado em maio, o casal decidiu que era a hora de agradecer aos fãs e de nomear, sem detalhes, a “injustiça” e a “dor” que dizem ter vivido.
A batalha jurídica que opôs Baldoni a Blake Lively, sua coprotagonista em “It Ends With Us” (“Romper o Círculo”), começou em dezembro de 2024, quando a atriz o acusou de assédio sexual no set e de orquestrar uma campanha de difamação. Baldoni negou e contra-atacou com um processo de 400 milhões de dólares por difamação contra Lively e o marido, Ryan Reynolds. Em abril, um juiz federal rejeitou dez das treze alegações de Lively, incluindo as de assédio, e, em junho, arquivou na totalidade a contra-ação de Baldoni. As partes chegaram a um acordo sobre as acusações remanescentes de retaliação, mas o caso ainda não está encerrado: Lively exige agora 7,5 milhões de dólares em honorários advocatícios, ao abrigo de uma lei californiana que protege vítimas de processos retaliatórios por denúncias de assédio.
A frase que mais reverberou na imprensa internacional foi a de Emily Baldoni: “Como pôde algo assim acontecer? Ainda por cima disfarçado de luta pelas mulheres.” A declaração, que não nomeia Lively, foi lida em várias latitudes como uma acusação velada de apropriação indevida do discurso feminista. Na América Latina, veículos como o argentino “La Gaceta” e o mexicano “El Universal” sublinharam o “impacto reputacional” do caso, enquanto no Brasil, portais como a “Jovem Pan” e a “CNN Brasil” deram destaque à ideia de que “a verdade e os factos falaram por si”. Em Itália, o “Il Fatto Quotidiano” contextualizou o desfecho como uma “vitória total” para Baldoni, citando o seu advogado, ao mesmo tempo que recordava a decisão judicial que reconheceu a Lively o direito a reembolso de custas.
Para o público lusófono, o caso ecoou menos pela dimensão jurídica e mais pela narrativa de um casal que se apresenta como sobrevivente de um “trauma” familiar. A cobertura brasileira, em particular, enfatizou a fé e a resiliência dos Baldoni, que no vídeo agradecem o apoio de amigos, familiares e seguidores. “A gratidão salvou-nos”, disse Justin, enquanto Emily acrescentou que o sentimento “não anula a injustiça e a dor”. A escolha de se manterem em silêncio durante o processo foi justificada como uma recusa em “acrescentar ruído” a um debate já saturado, uma postura que, segundo observadores em Lisboa, contrasta com a habitual exposição mediática dos litígios de Hollywood.
O vídeo termina com uma promessa de mais revelações no futuro — “esse momento chegará” — e com a imagem de um casal que diz estar a redescobrir o que é real: os filhos, a comunidade, a fé. “Se já passaram por algo traumático, sabem que a cura não é linear”, afirmou Baldoni. A câmara fixa-se nos dois, sentados num sofá, e o que fica é a sensação de um capítulo que se fecha com um ponto final incerto, enquanto a indústria do entretenimento continua a digerir os destroços de uma guerra que, para muitos, foi tanto sobre poder como sobre a linguagem do feminismo contemporâneo.
| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
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| Imprensa do Sudeste Asiático | 0.00 | neutral |
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
| Imprensa do Golfo árabe | 0.00 | neutral |
The Baldonis assert their version of events, presenting themselves as victims of injustice and thanking for support.
The narrative relies on the authority of personal testimony and emotional language to create empathy, avoiding addressing Lively's specific allegations.
They convey that they are victims of injustice and are in a healing process.
Uses emotional and personal language to build sympathy, without mentioning the details of Lively's allegations.
The Baldonis present themselves as victims of injustice and thank for support.
Appeal to emotion and the authority of personal experience to validate their version.
The Baldonis claim that the facts are on their side and that they have endured trauma.
Using the phrase 'facts spoke for themselves' to imply objective truth without presenting evidence.
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