
Cristiano Ronaldo encerra jejum histórico e Portugal elimina Croácia nos acréscimos
Com um pênalti aos 68 minutos, o capitão português marcou seu primeiro gol em mata-mata de Copas e abriu caminho para a vitória por 2 a 1, garantindo o duelo ibérico nas oitavas.
O BMO Field, em Toronto, foi palco de um desfecho eletrizante. Gonçalo Ramos, que entrara no lugar de Cristiano Ronaldo, cabeceou para as redes aos 90+4 minutos e deu a Portugal a vitória sobre a Croácia por 2 a 1, na rodada de 32 da Copa do Mundo de 2026. Ainda houve tempo para o zagueiro Joško Gvardiol balançar as redes croatas no décimo terceiro minuto dos acréscimos, mas o lance foi anulado por impedimento após revisão do VAR, selando a classificação portuguesa.
O jogo começou a pender para a Croácia quando Ivan Perišić abriu o placar aos 53 minutos. A resposta de Portugal veio com Ronaldo, que teve um gol anulado por impedimento pouco antes de sofrer um pênalti, aos 68, após falta de Nikola Vlašić sobre Renato Veiga. Na cobrança, o camisa 7 converteu com frieza e inscreveu o nome em três marcas históricas: tornou-se o jogador mais velho a marcar em fases eliminatórias da Copa (41 anos e 147 dias), o mais velho a atuar como titular num mata-mata e, enfim, quebrou o tabu de jamais ter feito um gol nessa etapa do torneio — eram oito partidas anteriores sem participar de gols.
Aos 81 minutos, o técnico Roberto Martínez substituiu Ronaldo por Ruben Neves, e o capitão deixou o campo com gestos de insatisfação. A troca, no entanto, revelou-se decisiva: Gonçalo Ramos, que entrara no ataque, aproveitou cruzamento de Rafael Leão para marcar o gol da vitória já nos descontos. Ronaldo, que antes ampliara para 11 o recorde de gols de Portugal em Copas (superando Eusébio), viu do banco o desfecho que manteve acesa a busca pelo título inédito.
O caos tomou conta dos minutos finais. Foram 19 minutos de acréscimos, e a Croácia chegou a empatar com Gvardiol, mas o lance foi invalidado por impedimento milimétrico. Torcedores croatas arremessaram objetos no gramado em protesto. Após o apito, Luka Modrić, de 40 anos, caminhou lentamente em direção à torcida, num possível adeus às Copas. Ele e Ronaldo protagonizaram a primeira partida eliminatória com dois jogadores de linha acima dos 40 anos como titulares.
Com a vitória, Portugal avança para as oitavas de final e enfrentará a Espanha na próxima terça-feira, num dérbi ibérico que reedita a semifinal da Euro 2012. A Croácia, vice-campeã em 2018, dá adeus ao torneio com a imagem de Modrić aplaudido pela torcida que ficou nas arquibancadas.
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O chip na bola é apresentado como um árbitro infalível, e Cristiano Ronaldo como o herói que conduz Portugal à vitória.
Ao detalhar o funcionamento do chip e a reação de Ronaldo, a cobertura legitima a decisão controversa e personaliza o triunfo, tornando a tecnologia e o astro os protagonistas.
Não menciona que o gol anulado poderia ter mudado o jogo, nem questiona a precisão do chip em lances duvidosos.
Harry Kane não apenas venceu a partida; ele reescreveu a história do futebol inglês ao superar Pelé e quebrar um recorde de 60 anos.
Ao comparar Kane com Pelé e enfatizar a quebra de um recorde de décadas, a cobertura eleva o feito a um marco histórico, desviando a atenção de outros aspectos do jogo.
Não discute o desempenho geral da equipe inglesa nem menciona possíveis controvérsias da partida.
Lionel Messi, com seus gols, colocou-se no topo da tabela de artilheiros da Copa do Mundo e é o favorito para a Chuteira de Ouro.
Ao focar nas estatísticas e recordes de Messi, a cobertura o apresenta como o herói individual do torneio, afastando-se da análise de equipe ou discussão tática.
Não discute o desempenho da equipe argentina nem os problemas defensivos na partida contra Cabo Verde.
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