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Economia e Mercadosquinta-feira, 2 de julho de 2026

Criação de empregos nos EUA desacelera para 57 mil em junho e reduz pressão por alta de juros

Dados abaixo do esperado e revisões em baixa nos meses anteriores moderam expectativas de aperto monetário pelo Federal Reserve, enquanto setor de lazer e hotelaria decepciona apesar da Copa do Mundo.

A economia dos Estados Unidos gerou 57 mil postos de trabalho em junho, muito abaixo dos 110 mil esperados por economistas consultados pela Dow Jones. O Departamento do Trabalho reviu ainda em baixa os números de abril e maio, num total de 74 mil empregos a menos. A taxa de desemprego recuou ligeiramente para 4,2%, mas a queda refletiu sobretudo a saída de trabalhadores da força de trabalho, cuja taxa de participação caiu para 61,5%, o nível mais baixo em mais de cinco anos. O relatório moderou de imediato as expectativas de subida das taxas de juro pela Reserva Federal: a probabilidade de uma alta já em setembro, implícita nos futuros dos fed funds, recuou de 64% para 52%.

Nos mercados, a reação foi mista mas com um viés de alívio. Em Wall Street, o Dow Jones subiu para um novo recorde, enquanto o Nasdaq recuou pressionado pela rotação de setores tecnológicos. Na Europa, as bolsas aceleraram ganhos após a divulgação dos dados, com Frankfurt a atingir máximos históricos. O dólar caiu de forma generalizada, com o índice DXY a recuar 0,5% na sessão e a caminho da maior queda semanal desde abril. As yields das obrigações do Tesouro a dois anos, sensíveis à política monetária, cederam quatro pontos base. Em São Paulo, analistas da Avenue sublinharam que o payroll fraco reduz a pressão sobre a economia, mas a inflação ainda elevada mantém o Federal Reserve num dilema entre os dois lados do seu mandato.

O dado setorial mais surpreendente foi a perda de 61 mil empregos no lazer e hotelaria, contrariando as expectativas de um impulso gerado pela Copa do Mundo de futebol, coorganizada pelos EUA. O Goldman Sachs projetava um acréscimo de 40 mil postos no setor, mas o turismo desportivo não se traduziu em contratações. A saúde e a assistência social continuaram a criar empregos, embora a um ritmo inferior à média recente. O salário médio por hora subiu 3,5% em termos anuais, 0,7 pontos percentuais abaixo da inflação, corroendo o poder de compra das famílias. A guerra entre os EUA e o Irão, com a consequente pressão sobre os preços da energia, foi apontada por economistas em Washington como um fator de incerteza adicional para os empregadores.

A leitura do mercado de trabalho reforça a expectativa de que a Reserva Federal mantenha as taxas inalteradas na reunião deste mês. O presidente da Fed, Kevin Warsh, afirmara na véspera que os riscos inflacionários tinham diminuído, mas reiterou o compromisso com a meta de 2%. A próxima divulgação de índices de preços será determinante para calibrar a trajetória da política monetária. Enquanto isso, a atenção dos investidores permanece voltada para a evolução das negociações indiretas entre Washington e Teerão, cujo desfecho pode aliviar ou reacender as pressões inflacionistas globais.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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The US labor market shows signs of slowing with only 57,000 new jobs in June, a figure that suggests moderation after months of strength. Focus is on implications for Fed policy, with analysts weighing whether this justifies a pause in rate hikes. The tone is measured, not alarmist, but attentive to overall economic resilience.

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The weak US jobs figure confirms fears of a global economic cooling, with immediate effects on emerging markets. Attention shifts to consequences for remittances and trade with Latin America, while gold gains as a safe haven. The tone is cautious, with an eye on regional vulnerability.

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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Criação de empregos nos EUA desacelera para 57 mil em junho e reduz pressão por alta de juros

Dados abaixo do esperado e revisões em baixa nos meses anteriores moderam expectativas de aperto monetário pelo Federal Reserve, enquanto setor de lazer e hotelaria decepciona apesar da Copa do Mundo.

A economia dos Estados Unidos gerou 57 mil postos de trabalho em junho, muito abaixo dos 110 mil esperados por economistas consultados pela Dow Jones. O Departamento do Trabalho reviu ainda em baixa os números de abril e maio, num total de 74 mil empregos a menos. A taxa de desemprego recuou ligeiramente para 4,2%, mas a queda refletiu sobretudo a saída de trabalhadores da força de trabalho, cuja taxa de participação caiu para 61,5%, o nível mais baixo em mais de cinco anos. O relatório moderou de imediato as expectativas de subida das taxas de juro pela Reserva Federal: a probabilidade de uma alta já em setembro, implícita nos futuros dos fed funds, recuou de 64% para 52%.

Nos mercados, a reação foi mista mas com um viés de alívio. Em Wall Street, o Dow Jones subiu para um novo recorde, enquanto o Nasdaq recuou pressionado pela rotação de setores tecnológicos. Na Europa, as bolsas aceleraram ganhos após a divulgação dos dados, com Frankfurt a atingir máximos históricos. O dólar caiu de forma generalizada, com o índice DXY a recuar 0,5% na sessão e a caminho da maior queda semanal desde abril. As yields das obrigações do Tesouro a dois anos, sensíveis à política monetária, cederam quatro pontos base. Em São Paulo, analistas da Avenue sublinharam que o payroll fraco reduz a pressão sobre a economia, mas a inflação ainda elevada mantém o Federal Reserve num dilema entre os dois lados do seu mandato.

O dado setorial mais surpreendente foi a perda de 61 mil empregos no lazer e hotelaria, contrariando as expectativas de um impulso gerado pela Copa do Mundo de futebol, coorganizada pelos EUA. O Goldman Sachs projetava um acréscimo de 40 mil postos no setor, mas o turismo desportivo não se traduziu em contratações. A saúde e a assistência social continuaram a criar empregos, embora a um ritmo inferior à média recente. O salário médio por hora subiu 3,5% em termos anuais, 0,7 pontos percentuais abaixo da inflação, corroendo o poder de compra das famílias. A guerra entre os EUA e o Irão, com a consequente pressão sobre os preços da energia, foi apontada por economistas em Washington como um fator de incerteza adicional para os empregadores.

A leitura do mercado de trabalho reforça a expectativa de que a Reserva Federal mantenha as taxas inalteradas na reunião deste mês. O presidente da Fed, Kevin Warsh, afirmara na véspera que os riscos inflacionários tinham diminuído, mas reiterou o compromisso com a meta de 2%. A próxima divulgação de índices de preços será determinante para calibrar a trajetória da política monetária. Enquanto isso, a atenção dos investidores permanece voltada para a evolução das negociações indiretas entre Washington e Teerão, cujo desfecho pode aliviar ou reacender as pressões inflacionistas globais.

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PragmatismoDistanciamento

The US labor market shows signs of slowing with only 57,000 new jobs in June, a figure that suggests moderation after months of strength. Focus is on implications for Fed policy, with analysts weighing whether this justifies a pause in rate hikes. The tone is measured, not alarmist, but attentive to overall economic resilience.

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CeticismoPragmatismo

The weak US jobs figure confirms fears of a global economic cooling, with immediate effects on emerging markets. Attention shifts to consequences for remittances and trade with Latin America, while gold gains as a safe haven. The tone is cautious, with an eye on regional vulnerability.

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