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Economia e Mercadossexta-feira, 3 de julho de 2026

Petróleo recua para níveis anteriores à guerra com avanço das conversações sobre Ormuz

O anúncio de progressos nas negociações indiretas entre Washington e Teerão, mediadas pelo Qatar, derrubou as cotações para valores próximos dos registados antes do conflito, mas analistas divergem sobre a sustentabilidade da trégua.

Os preços do petróleo caíram pela terceira sessão consecutiva na quinta-feira, aproximando-se dos níveis anteriores ao início da guerra no final de fevereiro, depois de o Qatar ter comunicado “progressos positivos” nas conversações indiretas entre os Estados Unidos e o Irão sobre o Estreito de Ormuz. O Brent do Mar do Norte recuou para a faixa dos 70 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) deslizou para perto dos 68 dólares, num movimento que reflete a expectativa de normalização do tráfego na via marítima por onde transitava um quinto do abastecimento mundial de crude antes das hostilidades.

A retoma dos carregamentos é já visível: a Arábia Saudita recuperou cerca de 90% dos volumes de exportação anteriores à guerra, o Kuwait elevou a produção de 580 mil para 1,65 milhões de barris diários em junho e os Emirados Árabes Unidos registaram o ritmo de exportação mais alto desde 2017. A consultora Facts Global Intelligence estima que o fluxo total através de Ormuz tenha atingido 10 milhões de barris por dia, mas classifica a situação como “temporária” e projeta um acréscimo de oferta de 3 milhões de barris diários ainda em junho de 2026 e de 5 milhões no terceiro trimestre. Na perspetiva de analistas do Golfo, o mercado está a operar com preços “muito abaixo do que seria justificado”, sustentado pela convicção de que a atual calma geopolítica é frágil e de que a procura precisará de tempo para absorver o excedente.

As grandes instituições financeiras ocidentais, porém, reviram em baixa as suas projeções. O banco suíço UBS reduziu em 25 dólares a estimativa para o Brent no terceiro trimestre, para 80 dólares, e aponta para uma média de 75 dólares em 2027. O Citibank foi mais longe, transformando o seu anterior cenário pessimista em cenário-base, com o barril a 65 dólares nesse ano, assente na expectativa de aumentos de produção liderados pela Arábia Saudita, Emirados, Irão e Rússia. O Deutsche Bank, por seu lado, sublinha que o cessar-fogo tem sido amplamente respeitado, o que favorece a retração das cotações, embora alerte para a persistência de riscos latentes.

A ameaça emitida na quinta-feira pelo comando militar conjunto iraniano, que prometeu uma “resposta imediata e contundente” a navios que se desviem das rotas aprovadas no Estreito de Ormuz, ilustra a volatilidade do quadro. A próxima ronda negocial ficou adiada para depois dos funerais do líder supremo Ali Khamenei, a 9 de julho. A atenção vira-se agora para a reunião da OPEP+ no domingo, onde se espera a confirmação de um novo aumento das quotas de produção a partir de agosto, num momento em que a oferta adicional pode testar os limites da trégua diplomática.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Os preços do petróleo caíram para níveis anteriores à guerra, mas analistas alertam que a calmaria pode ser temporária. As conversas indiretas entre Washington e Teerã aliviaram os temores imediatos, porém os riscos geopolíticos no Estreito de Ormuz permanecem. Os mercados devem se preparar para uma volatilidade renovada.

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Os preços do petróleo subiram ligeiramente em meio ao otimismo cauteloso com as negociações de paz entre EUA e Irã. Os ganhos modestos refletem a esperança de estabilização regional, embora os negócios tenham sido reduzidos antes do feriado do Dia da Independência dos EUA. Os investidores permanecem vigilantes, mas esperançosos.

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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Petróleo recua para níveis anteriores à guerra com avanço das conversações sobre Ormuz

O anúncio de progressos nas negociações indiretas entre Washington e Teerão, mediadas pelo Qatar, derrubou as cotações para valores próximos dos registados antes do conflito, mas analistas divergem sobre a sustentabilidade da trégua.

Os preços do petróleo caíram pela terceira sessão consecutiva na quinta-feira, aproximando-se dos níveis anteriores ao início da guerra no final de fevereiro, depois de o Qatar ter comunicado “progressos positivos” nas conversações indiretas entre os Estados Unidos e o Irão sobre o Estreito de Ormuz. O Brent do Mar do Norte recuou para a faixa dos 70 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) deslizou para perto dos 68 dólares, num movimento que reflete a expectativa de normalização do tráfego na via marítima por onde transitava um quinto do abastecimento mundial de crude antes das hostilidades.

A retoma dos carregamentos é já visível: a Arábia Saudita recuperou cerca de 90% dos volumes de exportação anteriores à guerra, o Kuwait elevou a produção de 580 mil para 1,65 milhões de barris diários em junho e os Emirados Árabes Unidos registaram o ritmo de exportação mais alto desde 2017. A consultora Facts Global Intelligence estima que o fluxo total através de Ormuz tenha atingido 10 milhões de barris por dia, mas classifica a situação como “temporária” e projeta um acréscimo de oferta de 3 milhões de barris diários ainda em junho de 2026 e de 5 milhões no terceiro trimestre. Na perspetiva de analistas do Golfo, o mercado está a operar com preços “muito abaixo do que seria justificado”, sustentado pela convicção de que a atual calma geopolítica é frágil e de que a procura precisará de tempo para absorver o excedente.

As grandes instituições financeiras ocidentais, porém, reviram em baixa as suas projeções. O banco suíço UBS reduziu em 25 dólares a estimativa para o Brent no terceiro trimestre, para 80 dólares, e aponta para uma média de 75 dólares em 2027. O Citibank foi mais longe, transformando o seu anterior cenário pessimista em cenário-base, com o barril a 65 dólares nesse ano, assente na expectativa de aumentos de produção liderados pela Arábia Saudita, Emirados, Irão e Rússia. O Deutsche Bank, por seu lado, sublinha que o cessar-fogo tem sido amplamente respeitado, o que favorece a retração das cotações, embora alerte para a persistência de riscos latentes.

A ameaça emitida na quinta-feira pelo comando militar conjunto iraniano, que prometeu uma “resposta imediata e contundente” a navios que se desviem das rotas aprovadas no Estreito de Ormuz, ilustra a volatilidade do quadro. A próxima ronda negocial ficou adiada para depois dos funerais do líder supremo Ali Khamenei, a 9 de julho. A atenção vira-se agora para a reunião da OPEP+ no domingo, onde se espera a confirmação de um novo aumento das quotas de produção a partir de agosto, num momento em que a oferta adicional pode testar os limites da trégua diplomática.

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Os preços do petróleo caíram para níveis anteriores à guerra, mas analistas alertam que a calmaria pode ser temporária. As conversas indiretas entre Washington e Teerã aliviaram os temores imediatos, porém os riscos geopolíticos no Estreito de Ormuz permanecem. Os mercados devem se preparar para uma volatilidade renovada.

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Os preços do petróleo subiram ligeiramente em meio ao otimismo cauteloso com as negociações de paz entre EUA e Irã. Os ganhos modestos refletem a esperança de estabilização regional, embora os negócios tenham sido reduzidos antes do feriado do Dia da Independência dos EUA. Os investidores permanecem vigilantes, mas esperançosos.

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