Entrar
Edição das 16:00 CETterça-feira, 30 de junho de 2026
311 veículos · 17 idiomas984 briefing hoje
Última hora
Sismos na Venezuela: mais de 1.700 mortos e 58 mil edifícios possivelmente danificadosExplosão em Mónaco fere oligarca ucraniano e família; autoridades investigam atentadoBuffett congela doação à Fundação Gates e aguarda apuração de laços com EpsteinPrever o cancro no sangue e integrar o cuidado: a nova fronteira da saúde femininaIrão prepara funeral de Estado para Khamenei com mobilização de milhões e delegações de 30 paísesBruxelas nega plano de proibição total de vistos turísticos para russos, mas prepara restrições direcionadasUnião Europeia aplica taxa de 3 euros por categoria de artigo em encomendas extracomunitárias de baixo valorO enigma do corte ‘unrated’ e a fábula de um terror de 750 mil dólares que já rendeu 370 milhõesSismos na Venezuela: mais de 1.700 mortos e 58 mil edifícios possivelmente danificadosExplosão em Mónaco fere oligarca ucraniano e família; autoridades investigam atentadoBuffett congela doação à Fundação Gates e aguarda apuração de laços com EpsteinPrever o cancro no sangue e integrar o cuidado: a nova fronteira da saúde femininaIrão prepara funeral de Estado para Khamenei com mobilização de milhões e delegações de 30 paísesBruxelas nega plano de proibição total de vistos turísticos para russos, mas prepara restrições direcionadasUnião Europeia aplica taxa de 3 euros por categoria de artigo em encomendas extracomunitárias de baixo valorO enigma do corte ‘unrated’ e a fábula de um terror de 750 mil dólares que já rendeu 370 milhões
Tecnologiasegunda-feira, 29 de junho de 2026

Consumidores confiam mais na IA do que na família, mas risco de incerteza preocupa economias islâmicas

Pesquisa nos Emirados Árabes Unidos revela que 64% dos consumidores confiam mais em assistentes de compras com inteligência artificial do que em parentes, enquanto estudiosos e bancos centrais do mundo islâmico debatem os limites éticos e o conceito de gharar.

A confiança em algoritmos para decisões de consumo atinge um patamar inédito no Golfo Pérsico: 64% dos consumidores nos Emirados Árabes Unidos afirmam confiar mais em um assistente de compras com inteligência artificial do que em membros da própria família, e 71% permitiriam que a IA substituísse marcas preferidas por alternativas mais baratas, segundo inquéritos da Checkout.com e da Visa. O dado, que sinaliza uma rápida delegação de escolhas financeiras a sistemas automatizados, contrasta com a cautela que emerge de economias de maioria muçulmana, onde o princípio islâmico do gharar — a proibição da incerteza excessiva nas transações — impõe limites à opacidade algorítmica.

Na perspetiva do Sudeste Asiático, o banco central da Indonésia sublinha que a economia islâmica já representa 27,34% do PIB nacional e que a digitalização pode acelerar a inclusão financeira, mas esbarra num nível de literacia de apenas 50,18%. Observadores em Jacarta notam que sistemas de IA usados para análise de crédito ou deteção de fraudes em bancos islâmicos funcionam muitas vezes como “caixas-negras”, gerando um novo tipo de gharar informacional. A exigência de transparência e de um “humano no circuito” (human in the loop) é apontada como condição para que a automação não viole os fundamentos de justiça e clareza exigidos pela sharia.

Em África, o académico nigeriano Muhammad Salah ilustra o potencial e os riscos: a sua plataforma digital de proselitismo, apoiada por voluntários, regista uma média de 266 novos muçulmanos por semana, oriundos de 86 países, e já contabiliza mais de 41 mil conversos em cinco anos. Salah defende o uso ético da IA para expandir o ensino islâmico, mas alerta contra aplicações não verificadas, recomendando que, tal como existem apps halal para alimentos, se desenvolvam critérios para o que se consome digitalmente. O governador do estado de Sokoto anunciou um donativo de 3 milhões de nairas para apoiar esses programas educativos.

O próximo marco a observar será a forma como reguladores financeiros de países de maioria muçulmana — da Indonésia à Nigéria, passando pelo Golfo — integrarão os conceitos de gharar e de transparência algorítmica nas normas de supervisão. Enquanto festivais como o West Java Sharia Economic Festival 2026 procuram elevar a literacia da população, a tensão entre a eficiência prometida pela IA e a preservação dos valores islâmicos deve orientar o desenho de padrões halal para a inteligência artificial nos próximos anos.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 1 idiomas

62%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa do Golfo árabeImprensa do Sudeste Asiático
Imprensa do Golfo árabe/ Saudita
PragmatismoDistanciamento

Os consumidores do Golfo estão cada vez mais confiantes na IA para decisões financeiras, com pesquisas mostrando alta abertura a assistentes de compras automatizados e comparações de preços. O foco está na conveniência e eficiência, enquanto as questões de transparência são reconhecidas, mas não vistas como uma barreira significativa.

Imprensa do Sudeste Asiático
CeticismoUrgência

A integração da IA nas finanças islâmicas levanta questões críticas sobre a conformidade com os princípios da sharia, especialmente em relação à transparência e à prevenção do gharar, ou incerteza excessiva. Embora o potencial seja reconhecido, há um forte apelo por salvaguardas éticas e alinhamento rigoroso com os valores islâmicos.

Amplie o olhar

Ler mais
Últimas notícias
Sismos na Venezuela: mais de 1.700 mortos e 58 mil edifícios possivelmente danificados·Explosão em Mónaco fere oligarca ucraniano e família; autoridades investigam atentado·Buffett congela doação à Fundação Gates e aguarda apuração de laços com Epstein·Prever o cancro no sangue e integrar o cuidado: a nova fronteira da saúde feminina·Irão prepara funeral de Estado para Khamenei com mobilização de milhões e delegações de 30 países·Bruxelas nega plano de proibição total de vistos turísticos para russos, mas prepara restrições direcionadas·União Europeia aplica taxa de 3 euros por categoria de artigo em encomendas extracomunitárias de baixo valor·O enigma do corte ‘unrated’ e a fábula de um terror de 750 mil dólares que já rendeu 370 milhões·Sismos na Venezuela: mais de 1.700 mortos e 58 mil edifícios possivelmente danificados·Explosão em Mónaco fere oligarca ucraniano e família; autoridades investigam atentado·Buffett congela doação à Fundação Gates e aguarda apuração de laços com Epstein·Prever o cancro no sangue e integrar o cuidado: a nova fronteira da saúde feminina·Irão prepara funeral de Estado para Khamenei com mobilização de milhões e delegações de 30 países·Bruxelas nega plano de proibição total de vistos turísticos para russos, mas prepara restrições direcionadas·União Europeia aplica taxa de 3 euros por categoria de artigo em encomendas extracomunitárias de baixo valor·O enigma do corte ‘unrated’ e a fábula de um terror de 750 mil dólares que já rendeu 370 milhões·
Atualizado 06:311 idioma · 3 veículos
3 veículos|1 idioma|2 min de leitura
segunda-feira, 29 de junho de 2026

Consumidores confiam mais na IA do que na família, mas risco de incerteza preocupa economias islâmicas

Pesquisa nos Emirados Árabes Unidos revela que 64% dos consumidores confiam mais em assistentes de compras com inteligência artificial do que em parentes, enquanto estudiosos e bancos centrais do mundo islâmico debatem os limites éticos e o conceito de gharar.

A confiança em algoritmos para decisões de consumo atinge um patamar inédito no Golfo Pérsico: 64% dos consumidores nos Emirados Árabes Unidos afirmam confiar mais em um assistente de compras com inteligência artificial do que em membros da própria família, e 71% permitiriam que a IA substituísse marcas preferidas por alternativas mais baratas, segundo inquéritos da Checkout.com e da Visa. O dado, que sinaliza uma rápida delegação de escolhas financeiras a sistemas automatizados, contrasta com a cautela que emerge de economias de maioria muçulmana, onde o princípio islâmico do gharar — a proibição da incerteza excessiva nas transações — impõe limites à opacidade algorítmica.

Na perspetiva do Sudeste Asiático, o banco central da Indonésia sublinha que a economia islâmica já representa 27,34% do PIB nacional e que a digitalização pode acelerar a inclusão financeira, mas esbarra num nível de literacia de apenas 50,18%. Observadores em Jacarta notam que sistemas de IA usados para análise de crédito ou deteção de fraudes em bancos islâmicos funcionam muitas vezes como “caixas-negras”, gerando um novo tipo de gharar informacional. A exigência de transparência e de um “humano no circuito” (human in the loop) é apontada como condição para que a automação não viole os fundamentos de justiça e clareza exigidos pela sharia.

Em África, o académico nigeriano Muhammad Salah ilustra o potencial e os riscos: a sua plataforma digital de proselitismo, apoiada por voluntários, regista uma média de 266 novos muçulmanos por semana, oriundos de 86 países, e já contabiliza mais de 41 mil conversos em cinco anos. Salah defende o uso ético da IA para expandir o ensino islâmico, mas alerta contra aplicações não verificadas, recomendando que, tal como existem apps halal para alimentos, se desenvolvam critérios para o que se consome digitalmente. O governador do estado de Sokoto anunciou um donativo de 3 milhões de nairas para apoiar esses programas educativos.

O próximo marco a observar será a forma como reguladores financeiros de países de maioria muçulmana — da Indonésia à Nigéria, passando pelo Golfo — integrarão os conceitos de gharar e de transparência algorítmica nas normas de supervisão. Enquanto festivais como o West Java Sharia Economic Festival 2026 procuram elevar a literacia da população, a tensão entre a eficiência prometida pela IA e a preservação dos valores islâmicos deve orientar o desenho de padrões halal para a inteligência artificial nos próximos anos.

Divergência das fontes

Tecnologia · 3 veículos · 1 idioma

62%Alta

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Favorável25%
Neutro25%
Crítico50%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 1 idiomas

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa do Golfo árabeImprensa do Sudeste Asiático
Imprensa do Golfo árabe/ Saudita
PragmatismoDistanciamento

Os consumidores do Golfo estão cada vez mais confiantes na IA para decisões financeiras, com pesquisas mostrando alta abertura a assistentes de compras automatizados e comparações de preços. O foco está na conveniência e eficiência, enquanto as questões de transparência são reconhecidas, mas não vistas como uma barreira significativa.

Imprensa do Sudeste Asiático
CeticismoUrgência

A integração da IA nas finanças islâmicas levanta questões críticas sobre a conformidade com os princípios da sharia, especialmente em relação à transparência e à prevenção do gharar, ou incerteza excessiva. Embora o potencial seja reconhecido, há um forte apelo por salvaguardas éticas e alinhamento rigoroso com os valores islâmicos.

Esta notícia apareceu em

3 veículos · 1 idioma

Amplie o olhar

De Geopolitics & Politics

Sinais contraditórios sobre diálogo em Doha mantêm tensão no Estreito de Ormuz

14 idiomas · 75 veículos

De Economy & Markets

Rússia admite escassez de combustível e negocia importações após ataques a refinarias

1 idioma · 9 veículos

De Science & Health

Museus e arquivos revelam novas camadas da história, de fósseis antárticos a coleções coloniais

5 idiomas · 8 veículos

Ler mais