
Nova era orbital: resgate do Swift, projeto secreto da SpaceX e polêmica da ISS
Enquanto a Nasa tenta elevar o telescópio Swift com robô inédito, uma cápsula misteriosa da SpaceX levanta suspeitas militares, e o plano de afundar a ISS gera críticas ambientais.
A Nasa prepara-se para lançar, ainda esta semana, a primeira missão robótica norte-americana de resgate de um satélite em órbita. A nave autônoma Lift, da startup Katalyst Space Technologies, tentará acoplar-se ao telescópio Swift e elevá-lo dos atuais 360 km para cerca de 600 km de altitude, evitando sua reentrada atmosférica. A operação, orçada em 30 milhões de dólares, é considerada de alto risco, já que o observatório de 1,6 tonelada, lançado em 2004, não foi projetado para ser reparado ou capturado. Caso bem-sucedida, a manobra prolongará a vida do instrumento, que detecta explosões de raios gama e serve como “primeiro respondedor” da agência para eventos cósmicos súbitos.
A urgência da missão decorre do aumento da atividade solar, que expandiu a atmosfera superior e intensificou o arrasto sobre o Swift, acelerando sua queda. A Nasa desligou os instrumentos científicos em fevereiro para ganhar tempo; estima-se que o telescópio atinja a altitude crítica de 300 km em outubro, limite abaixo do qual o resgate se torna inviável. A Lift, lançada por um foguete Pegasus a partir das Ilhas Marshall, levará cerca de um mês para alcançar o alvo e mais dois para estabilizá-lo na nova órbita. Do lado empresarial, a Katalyst vê na missão a abertura de um novo mercado de serviços em órbita, com planos de estender a abordagem ao telescópio Hubble nos próximos anos.
Enquanto a Nasa corre contra o relógio, outro lançamento recente alimenta questionamentos. Em 23 de junho, a SpaceX colocou em órbita a cápsula Starfall, descrita oficialmente como destinada a “pesquisas científicas e produção no espaço”. Contudo, a discrição incomum da empresa e documentos da FAA indicam que o equipamento também poderia servir para “entrega de cargas críticas” entre pontos da Terra em curtíssimo prazo. Segundo a imprensa russa, a cápsula, sem capacidade de reentrada autônoma, teria potencial uso militar, como o transporte de drones ou enxames para operações pontuais. Paralelamente, o plano da Nasa de afundar a Estação Espacial Internacional no Ponto Nemo, no Pacífico, entre 2030 e 2031, enfrenta objeções de ambientalistas e juristas. Entidades como a Ocean Foundation alertam para a contaminação do leito marinho por fragmentos resistentes, e a falta de mecanismos legais que obriguem a remediação em águas internacionais. O debate pode impulsionar a adaptação do direito espacial e marítimo diante do crescente tráfego orbital.
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.50 | aligned |
|---|---|---|
| Imprensa russa e CEI | −0.40 | critical |
| Imprensa indiana e sul-asiática | 0.00 | neutral |
NASA safeguards its assets efficiently; environmentalists raise irrelevant obstacles.
Emphasizes technical success and rational management, reducing environmental concerns to secondary nuisances.
Does not mention the potential ecological damage of the ISS deorbit nor the alternatives proposed by experts.
NASA acts for national interest, but the real challenge is global competition; Russia proposes a more collaborative path.
Reframes the environmental debate as a cover for US hegemony, contrasting the Russian position as more equitable.
Does not acknowledge NASA's technical successes nor the role of Western environmentalists in the debate.
The international community must cooperate to manage space; India is ready to play a constructive role.
Adopts a detached observer tone, universalizing the debate as a matter of common interest and cooperation.
Does not discuss geopolitical tensions between the US and Russia nor specific criticisms of environmentalists.
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