
Lukashenko denuncia 'partido da guerra' e reafirma que Minsk não enviará tropas para a Ucrânia
Presidente bielorrusso atribui a 'políticos ocidentais' e a uma 'partido da guerra' internacional o desejo de prolongar o conflito, enquanto analistas apontam para a pressão de Moscovo e a resistência interna como fatores que mantêm a Bielorrússia fora do combate direto.
O Presidente bielorrusso, Aleksandr Lukashenko, declarou que uma 'partido da guerra' internacional, composta por certos círculos políticos ocidentais, está a envidar todos os esforços para prolongar o conflito armado na Ucrânia. Em cerimónia com oficiais graduados, o líder reafirmou que a Bielorrússia não enviará militares para a 'carnificina', sublinhando que o país é 'partidário da resolução pacífica das questões'. A posição foi reiterada em múltiplas frentes mediáticas, com Lukashenko a frisar que o povo bielorrusso, marcado pela ocupação nazi, rejeita a guerra 'a nível genético'.
Na perspetiva de Minsk, a pressão externa não se limita ao conflito ucraniano. O governo bielorrusso descreve uma 'guerra híbrida' em curso contra o país, que inclui pressão económica, política e informativa, além de espionagem e provocações na fronteira sul. Apesar de permitir que a Rússia utilize o seu território para lançar mísseis e transportar tropas desde fevereiro de 2022, e de ter recebido mísseis balísticos de alcance intermédio 'Oreshnik', Lukashenko insiste que as forças armadas bielorrussas não participarão diretamente nos combates. O Ministério dos Negócios Estrangeiros bielorrusso advertiu que qualquer travessia não autorizada da fronteira por parte da Ucrânia terá uma resposta com 'todo o nosso potencial'.
Analistas ocidentais, citados pela imprensa económica norte-americana, interpretam a resistência de Lukashenko como um cálculo de sobrevivência política. Um inquérito do Chatham House de 2025 indicou que 40% dos bielorrussos não apoiam a ação militar russa na Ucrânia. O envolvimento direto no conflito, que já levou à demissão de dezenas de oficiais bielorrussos em protesto e à deserção de soldados para batalhões voluntários ucranianos, poderia desestabilizar o controlo interno do regime. A pressão de Moscovo, no entanto, é notada: fontes da imprensa russa e relatos do Wall Street Journal sugerem que o Kremlin solicitou maior assistência bielorrussa, embora o governo russo negue.
A Ucrânia, por seu lado, mantém a pressão sobre Minsk. O Presidente Volodymyr Zelensky exigiu a desmontagem da 'infraestrutura de agressão' ao longo da fronteira e ameaçou com ataques a retransmissores que, segundo Kiev, são usados para coordenar ofensivas russas. Apesar das tensões, Lukashenko revelou ter recebido representantes de Zelensky e transmitido o aviso de que qualquer tentativa de arrastar a Bielorrússia para o conflito alteraria drasticamente a sua natureza. O dossiê permanece num impasse tenso, com a Bielorrússia a equilibrar a aliança estratégica com Moscovo e a necessidade de evitar uma frente de mais de mil quilómetros que, na avaliação de Minsk, seria desvantajosa para Kiev.
| Imprensa russa e CEI | +0.40 | aligned |
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| Imprensa iraniana e afins | 0.00 | neutral |
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.20 | neutral |
A Bielorrússia, sob a liderança de Lukashenko, rejeita as pressões do 'partido da guerra' ocidental e reafirma sua vocação pacífica.
Repetição e personificação do estado: a vontade de Lukashenko é atribuída ao povo bielorrusso, criando uma identidade entre líder e nação.
As pressões russas sobre a Bielorrússia para se juntar ao conflito não são mencionadas; a narrativa atribui toda a pressão ao Ocidente.
O presidente bielorrusso anuncia que seu país não participará do conflito ucraniano, reiterando a busca por uma solução pacífica.
Reportagem seca e neutra, sem adicionar interpretações, o que confere autoridade à declaração.
A Bielorrússia resiste às pressões de Moscou para um envolvimento mais profundo na guerra, escolhendo seu próprio caminho.
Ênfase na tensão entre aliados, usando o contraste entre as declarações de Lukashenko e as expectativas russas.
As acusações de Lukashenko contra um 'partido da guerra' internacional e a retórica de guerra híbrida são omitidas; o foco está em sua resistência a Moscou.
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