
Polícia israelita investiga agente que lançou granada para dentro de carro na Cisjordânia
Imagens de videovigilância mostram o ataque em Qalandia; em incidentes separados, um adolescente foi morto e um bebé faleceu após atraso em posto de controlo.
Um agente da Polícia de Fronteiras de Israel lançou uma granada atordoante para dentro de um automóvel com dois ocupantes no campo de refugiados palestiniano de Qalandia, na Cisjordânia ocupada, no domingo. Imagens de videovigilância mostram o polícia a aproximar-se do veículo, a gritar com os passageiros e, após uma breve troca de palavras, a atirar o engenho explosivo para o interior do habitáculo, forçando depois a porta para impedir a fuga do condutor. Os dois ocupantes conseguiram escapar pelo lado oposto antes de o agente disparar a sua arma de fogo. O grupo israelita de direitos humanos B'Tselem confirmou que todos os ocupantes sobreviveram.
A Polícia de Israel abriu uma investigação interna e afirmou, em comunicado citado pela imprensa local, que o agente "não agiu de acordo com os procedimentos". O caso foi remetido ao departamento de investigações internas. As imagens, que circularam amplamente nas redes sociais, geraram condenação de organizações de defesa dos direitos humanos, que as consideram mais um exemplo de uso excessivo da força em territórios ocupados.
No mesmo dia, em Qalandia, forças israelitas mataram a tiro Walid Abu Sneineh, de 16 anos, e feriram outras duas crianças, segundo o Ministério da Saúde palestiniano. As autoridades israelitas justificaram a ação com a perceção de uma ameaça iminente, após um "motim violento" com arremesso de pedras. Já em Deir Ammar, a oeste de Ramallah, um bebé de quatro meses, Ahmed Zaid, gravemente doente, morreu depois de soldados israelitas se terem recusado a abrir um portão que bloqueava a entrada da aldeia, atrasando o acesso a cuidados médicos urgentes, de acordo com o chefe do escritório local de direitos humanos da ONU, Ajith Sunghay. O exército israelita negou qualquer atraso, assegurando que "permitiu que o bebé e a sua família passassem sem demora".
A sucessão de incidentes reacendeu o debate sobre a conduta das forças de segurança israelitas na Cisjordânia. Em Lisboa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português ainda não se pronunciou, mas recorde-se que Portugal tem condenado consistentemente a violência contra civis e a expansão dos colonatos. Em Brasília, o Itamaraty mantém a defesa da solução de dois Estados e acompanha com preocupação o aumento de vítimas palestinianas. Nos países africanos de língua oficial portuguesa, a causa palestiniana encontra tradicional solidariedade, e a morte de crianças tem gerado reações de repúdio nas redes sociais.
As investigações israelitas aos dois episódios — o lançamento da granada e a morte do adolescente — estão em curso. O balanço provisório aponta para um morto e vários feridos, mas as versões contraditórias sobre o sucedido em Deir Ammar permanecem por esclarecer.
| Imprensa iraniana e afins | −0.60 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | −0.30 | critical |
| Imprensa latino-americana | −0.80 | critical |
O regime iraniano condena a violência imprudente do oficial israelense e exige responsabilização, enquadrando o incidente como mais um exemplo de agressão israelense.
Ao enfatizar as evidências em vídeo e a investigação como resposta à pressão pública, a narrativa sugere que as ações do oficial são indefensáveis e que a investigação é um encobrimento.
The European press reports the facts with measured language, noting the investigation and the human rights group's statement, maintaining a neutral observer stance.
By citing B'Tselem and the official investigation, the narrative achieves credibility and avoids taking sides while still implying wrongdoing.
It omits the broader context of Israeli occupation and systemic violence, which would frame the incident as part of a pattern rather than an isolated event.
The Latin American press denounces the attack as a brutal act of aggression, siding with the Palestinian victims and calling for international condemnation.
By using emotionally charged language and framing the incident within the context of occupation, the narrative evokes moral outrage and solidarity.
It omits the fact that the Israeli police have opened an investigation, which could indicate accountability and soften the condemnation.
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