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Economia e Mercadosdomingo, 5 de julho de 2026

EasyJet aceita princípio de oferta de 5,2 mil milhões de libras da Castlelake

A companhia aérea britânica chegou a acordo preliminar sobre uma proposta de 6,90 libras por ação, após meses de rejeições, e o conselho está disposto a recomendá-la aos acionistas.

A EasyJet alcançou um acordo de princípio com a gestora norte-americana Castlelake para uma potencial aquisição que avalia a transportadora em cerca de 5,2 mil milhões de libras (6,9 mil milhões de dólares). A quinta proposta, de 6,90 libras por ação em dinheiro, representa um prémio de 23,7% face ao fecho de sexta-feira (5,58 libras) e levou o conselho de administração a declarar-se “disposto a recomendar” a oferta aos acionistas, caso seja formalizada.

A inversão de posição surge depois de a EasyJet ter rejeitado quatro propostas anteriores, que variavam entre 5,60 e 6,50 libras por ação, classificando-as como “altamente oportunistas” e acusando a Castlelake de tentar comprar a companhia “a preço de saldo”. O impasse negocial prolongou-se por semanas, com a gestora a queixar-se de falta de diálogo construtivo. O novo entendimento estendeu o prazo para o anúncio de uma oferta firme até 3 de agosto, mas a EasyJet sublinha que “não há certeza” de que a transação se concretize, pois depende de autorizações regulatórias e da conclusão da due diligence.

A estrutura do negócio enfrenta um obstáculo regulatório relevante: as regras da União Europeia exigem que as companhias aéreas com licença comunitária sejam maioritariamente detidas e controladas por cidadãos da região. A Castlelake, sediada nos EUA, associou-se por isso a Mark Breen e Peter Bellew, antigo executivo da EasyJet, para cumprir esse requisito. A gestora, com ativos sob gestão de cerca de 38 mil milhões de dólares e forte presença no leasing de aeronaves, afirmou ter “enorme respeito” pela empresa e apoiar o programa de modernização da frota de Airbus A320.

A aproximação ocorre num momento de pressão sobre a EasyJet, cujas ações recuaram mais de 30% no último ano, penalizadas pelo aumento dos custos do combustível na sequência do conflito no Médio Oriente e por prejuízos no primeiro semestre. Os ativos mais atrativos incluem slots em Londres, Milão e Genebra, além de centenas de encomendas de novas aeronaves. O maior acionista é a família do fundador Stelios Haji-Ioannou, com 15,3% do capital. O próximo marco factual será o anúncio, até às 17h00 de 3 de agosto (hora de Londres), sobre se a Castlelake apresentará uma oferta firme ou retirará a proposta.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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EasyJet, the second largest European airline, has agreed in principle to the fifth offer from US fund Castlelake, valued at £5.2 billion. The deal is presented as a success after four rejections, with positive tones about the fund's persistence and the company's strength. Operational data (164 airports, 93.4 million passengers) are highlighted to underscore its value.

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domingo, 5 de julho de 2026

EasyJet aceita princípio de oferta de 5,2 mil milhões de libras da Castlelake

A companhia aérea britânica chegou a acordo preliminar sobre uma proposta de 6,90 libras por ação, após meses de rejeições, e o conselho está disposto a recomendá-la aos acionistas.

A EasyJet alcançou um acordo de princípio com a gestora norte-americana Castlelake para uma potencial aquisição que avalia a transportadora em cerca de 5,2 mil milhões de libras (6,9 mil milhões de dólares). A quinta proposta, de 6,90 libras por ação em dinheiro, representa um prémio de 23,7% face ao fecho de sexta-feira (5,58 libras) e levou o conselho de administração a declarar-se “disposto a recomendar” a oferta aos acionistas, caso seja formalizada.

A inversão de posição surge depois de a EasyJet ter rejeitado quatro propostas anteriores, que variavam entre 5,60 e 6,50 libras por ação, classificando-as como “altamente oportunistas” e acusando a Castlelake de tentar comprar a companhia “a preço de saldo”. O impasse negocial prolongou-se por semanas, com a gestora a queixar-se de falta de diálogo construtivo. O novo entendimento estendeu o prazo para o anúncio de uma oferta firme até 3 de agosto, mas a EasyJet sublinha que “não há certeza” de que a transação se concretize, pois depende de autorizações regulatórias e da conclusão da due diligence.

A estrutura do negócio enfrenta um obstáculo regulatório relevante: as regras da União Europeia exigem que as companhias aéreas com licença comunitária sejam maioritariamente detidas e controladas por cidadãos da região. A Castlelake, sediada nos EUA, associou-se por isso a Mark Breen e Peter Bellew, antigo executivo da EasyJet, para cumprir esse requisito. A gestora, com ativos sob gestão de cerca de 38 mil milhões de dólares e forte presença no leasing de aeronaves, afirmou ter “enorme respeito” pela empresa e apoiar o programa de modernização da frota de Airbus A320.

A aproximação ocorre num momento de pressão sobre a EasyJet, cujas ações recuaram mais de 30% no último ano, penalizadas pelo aumento dos custos do combustível na sequência do conflito no Médio Oriente e por prejuízos no primeiro semestre. Os ativos mais atrativos incluem slots em Londres, Milão e Genebra, além de centenas de encomendas de novas aeronaves. O maior acionista é a família do fundador Stelios Haji-Ioannou, com 15,3% do capital. O próximo marco factual será o anúncio, até às 17h00 de 3 de agosto (hora de Londres), sobre se a Castlelake apresentará uma oferta firme ou retirará a proposta.

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EasyJet, the second largest European airline, has agreed in principle to the fifth offer from US fund Castlelake, valued at £5.2 billion. The deal is presented as a success after four rejections, with positive tones about the fund's persistence and the company's strength. Operational data (164 airports, 93.4 million passengers) are highlighted to underscore its value.

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