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Ciência e Saúdesexta-feira, 19 de junho de 2026

Cientistas propõem usar IA e poeira lunar para buscar artefatos extraterrestres no Sistema Solar

Dois novos estudos sugerem deslocar a busca por inteligência extraterrestre dos sinais de rádio distantes para a análise de objetos físicos próximos, com o auxílio de algoritmos e do regolito lunar.

A procura por civilizações além da Terra ganhou duas propostas que redirecionam o foco das escutas interestelares para o nosso quintal planetário. Um artigo apresentado à União Astronómica Internacional por T. Joseph W. Lazio e um manuscrito do astrofísico de Oxford Brian C. Lacki, ainda por rever, defendem que as chamadas tecnofirmas — vestígios físicos de tecnologia não humana — podem estar ao alcance dos instrumentos já existentes, desde que se mude a estratégia de observação. Em comum, ambos os trabalhos partem do reconhecimento de que vastas regiões do Sistema Solar permanecem cartografadas com resolução insuficiente para detetar objetos com dimensões de sondas ou detritos industriais.

Lazio sublinha que o problema central não é localizar anomalias, mas interpretá-las. Trajetórias atípicas, temperaturas anómalas ou composições espectrais incomuns podem distinguir um artefacto de um corpo natural, mas exigem recursos de seguimento que escasseiam. Como solução parcial, o investigador propõe recorrer à inteligência artificial para vasculhar os volumes massivos de dados gerados por observatórios e missões espaciais. Algoritmos de aprendizagem automática treinados para identificar padrões discrepantes poderiam isolar candidatos promissores entre milhões de imagens, à semelhança do que a missão PACE da NASA já faz ao monitorizar pigmentos foliares da Terra com imagens hiperespectrais — uma capacidade de discriminação química que, adaptada ao contexto planetário, permitiria detetar assinaturas tecnológicas onde o olho humano vê apenas mais uma rocha.

Lacki, por sua vez, teoriza que civilizações extintas podem ter deixado um legado em pó. Estruturas como esferas de Dyson, se colapsadas, gerariam grãos micrométricos que o vento solar empurraria para fora do seu sistema de origem. À medida que o Sistema Solar orbita a Via Láctea, planetas e luas varreriam esse material interestelar. O regolito lunar, geologicamente inerte, funcionaria como arquivo natural desses “tecnogrãos” durante milénios. Na perspetiva de investigadores europeus, a análise de amostras lunares — inclusive as que já se encontram em laboratórios terrestres — dispensaria telescópios de nova geração e poderia revelar o testemunho involuntário de antecessores cósmicos.

Observadores na Ásia Meridional notam que o imaginário em torno de objetos artificiais errantes não é novo. Um conto publicado no jornal bengali Prothom Alo encena o encontro de um astronauta com um satélite abandonado de origem desconhecida, ecoando a dificuldade real de distinguir lixo espacial humano de um potencial artefacto alienígena. A narrativa reflete uma inquietação que a comunidade científica trata com ceticismo metódico: a hipótese de visitantes contemporâneos esbarra nas distâncias interestelares, na energia proibitiva para viagens próximas da velocidade da luz e na bioincompatibilidade de atmosferas, como detalham análises divulgadas no Irão.

Nenhum dos estudos afirma ter encontrado evidência concreta. Lazio conclui que o atual estado do conhecimento não permite excluir a presença de sondas extraterrestres com certeza absoluta, enquanto Lacki sublinha que a busca por grãos tecnológicos é uma via complementar, não uma deteção. O próximo marco factual será a revisão pelos pares do artigo de Lacki e a eventual integração de módulos de IA nos pipelines de processamento de dados de missões como a da sonda Europa Clipper, cujos sobrevoos da lua joviana estão previstos para a próxima década.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa europeia continentalImprensa atlântica / anglosfera
Imprensa europeia continental/ Mediterrânea
PragmatismoDistanciamento

A busca por inteligência extraterrestre está se voltando para as tecnoassinaturas passivas, com propostas de usar inteligência artificial para vasculhar o sistema solar em busca de sondas ou artefatos. Um relatório apresentado à União Astronômica Internacional observa que vastas regiões e muitos objetos permanecem pouco explorados, e mesmo corpos pequenos poderiam ser detectados com novos métodos.

Imprensa atlântica / anglosfera
CeticismoPragmatismo

A poeira lunar pode preservar restos pulverizados de tecnologia alienígena de civilizações extintas, sugere um astrofísico. Minúsculos grãos de tecnologia destruída, carregados pelo vento solar, podem ter se depositado no solo lunar, oferecendo uma tecnoassinatura passiva que podemos procurar sem presumir uma presença ativa.

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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Cientistas propõem usar IA e poeira lunar para buscar artefatos extraterrestres no Sistema Solar

Dois novos estudos sugerem deslocar a busca por inteligência extraterrestre dos sinais de rádio distantes para a análise de objetos físicos próximos, com o auxílio de algoritmos e do regolito lunar.

A procura por civilizações além da Terra ganhou duas propostas que redirecionam o foco das escutas interestelares para o nosso quintal planetário. Um artigo apresentado à União Astronómica Internacional por T. Joseph W. Lazio e um manuscrito do astrofísico de Oxford Brian C. Lacki, ainda por rever, defendem que as chamadas tecnofirmas — vestígios físicos de tecnologia não humana — podem estar ao alcance dos instrumentos já existentes, desde que se mude a estratégia de observação. Em comum, ambos os trabalhos partem do reconhecimento de que vastas regiões do Sistema Solar permanecem cartografadas com resolução insuficiente para detetar objetos com dimensões de sondas ou detritos industriais.

Lazio sublinha que o problema central não é localizar anomalias, mas interpretá-las. Trajetórias atípicas, temperaturas anómalas ou composições espectrais incomuns podem distinguir um artefacto de um corpo natural, mas exigem recursos de seguimento que escasseiam. Como solução parcial, o investigador propõe recorrer à inteligência artificial para vasculhar os volumes massivos de dados gerados por observatórios e missões espaciais. Algoritmos de aprendizagem automática treinados para identificar padrões discrepantes poderiam isolar candidatos promissores entre milhões de imagens, à semelhança do que a missão PACE da NASA já faz ao monitorizar pigmentos foliares da Terra com imagens hiperespectrais — uma capacidade de discriminação química que, adaptada ao contexto planetário, permitiria detetar assinaturas tecnológicas onde o olho humano vê apenas mais uma rocha.

Lacki, por sua vez, teoriza que civilizações extintas podem ter deixado um legado em pó. Estruturas como esferas de Dyson, se colapsadas, gerariam grãos micrométricos que o vento solar empurraria para fora do seu sistema de origem. À medida que o Sistema Solar orbita a Via Láctea, planetas e luas varreriam esse material interestelar. O regolito lunar, geologicamente inerte, funcionaria como arquivo natural desses “tecnogrãos” durante milénios. Na perspetiva de investigadores europeus, a análise de amostras lunares — inclusive as que já se encontram em laboratórios terrestres — dispensaria telescópios de nova geração e poderia revelar o testemunho involuntário de antecessores cósmicos.

Observadores na Ásia Meridional notam que o imaginário em torno de objetos artificiais errantes não é novo. Um conto publicado no jornal bengali Prothom Alo encena o encontro de um astronauta com um satélite abandonado de origem desconhecida, ecoando a dificuldade real de distinguir lixo espacial humano de um potencial artefacto alienígena. A narrativa reflete uma inquietação que a comunidade científica trata com ceticismo metódico: a hipótese de visitantes contemporâneos esbarra nas distâncias interestelares, na energia proibitiva para viagens próximas da velocidade da luz e na bioincompatibilidade de atmosferas, como detalham análises divulgadas no Irão.

Nenhum dos estudos afirma ter encontrado evidência concreta. Lazio conclui que o atual estado do conhecimento não permite excluir a presença de sondas extraterrestres com certeza absoluta, enquanto Lacki sublinha que a busca por grãos tecnológicos é uma via complementar, não uma deteção. O próximo marco factual será a revisão pelos pares do artigo de Lacki e a eventual integração de módulos de IA nos pipelines de processamento de dados de missões como a da sonda Europa Clipper, cujos sobrevoos da lua joviana estão previstos para a próxima década.

Divergência das fontes

Ciência e Saúde · 5 veículos · 5 idiomas

32%Média

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Neutro80%
Crítico20%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 5 idiomas

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa europeia continentalImprensa atlântica / anglosfera
Imprensa europeia continental/ Mediterrânea
PragmatismoDistanciamento

A busca por inteligência extraterrestre está se voltando para as tecnoassinaturas passivas, com propostas de usar inteligência artificial para vasculhar o sistema solar em busca de sondas ou artefatos. Um relatório apresentado à União Astronômica Internacional observa que vastas regiões e muitos objetos permanecem pouco explorados, e mesmo corpos pequenos poderiam ser detectados com novos métodos.

Imprensa atlântica / anglosfera
CeticismoPragmatismo

A poeira lunar pode preservar restos pulverizados de tecnologia alienígena de civilizações extintas, sugere um astrofísico. Minúsculos grãos de tecnologia destruída, carregados pelo vento solar, podem ter se depositado no solo lunar, oferecendo uma tecnoassinatura passiva que podemos procurar sem presumir uma presença ativa.

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