
Choque entre estrela uzbeque e cinegrafista no México agita estreia do Mundial 2026
Abdukodir Khusanov, defesa do Manchester City, lesionou um operador de câmara durante o jogo contra a Colômbia, que precisou de ambulância e reacendeu o debate sobre a segurança nos grandes eventos.
A estreia do Grupo K do Mundial 2026, disputada no Estádio Azteca, na Cidade do México, ficou marcada por um incidente tão insólito quanto preocupante. Aos 33 minutos do jogo entre Colômbia e Uzbequistão, o defesa uzbeque Abdukodir Khusanov, do Manchester City, tentou travar um avanço de Luis Díaz pela linha lateral e, na sequência do choque com o colombiano, projetou-se contra um cinegrafista que operava junto ao relvado. O profissional caiu com evidentes dores numa perna, precisou de assistência médica prolongada e acabou por abandonar o recinto a coxear, sendo depois transportado de ambulância. Khusanov, que recebeu cartão amarelo pela falta sobre Díaz, ainda se aproximou para se inteirar do estado do operador antes de o árbitro inglês Anthony Taylor mostrar a advertência.
O jogo prosseguiu com a Colômbia a impor a sua superioridade, vencendo por 3-1. Daniel Muñoz inaugurou o marcador aos 40 minutos, mas Abbosbek Fayzullaev empatou para os uzbeques aos 60. Luis Díaz repôs a vantagem cafetera aos 65 e Jáminton Campaz sentenciou o resultado já nos descontos, aos 90+9. Apesar da vitória convincente, o lance que derrubou o cinegrafista dominou as redes sociais e as análises posteriores, gerando uma onda de memes e comentários que, em muitos casos, desviaram a atenção do desempenho desportivo das duas seleções.
Na perspetiva brasileira, o episódio reaviva memórias dos desafios organizativos enfrentados durante o Mundial de 2014, quando a segurança de jornalistas e equipas técnicas nas laterais do campo já havia sido objeto de recomendações da Fifa. Observadores em Lisboa, atentos ao facto de Khusanov ser figura conhecida da Premier League, sublinham que o ocorrido expõe a vulnerabilidade dos profissionais de imagem num desporto cada vez mais veloz e físico. Já analistas da África lusófona, onde países como Angola e Moçambique aspiram a acolher competições continentais de grande escala, veem no incidente um alerta para a necessidade de zonas de proteção rigorosas entre o terreno de jogo e os operadores de transmissão.
A federação internacional não se pronunciou oficialmente até ao momento, mas é provável que o sucedido motive uma revisão dos protocolos de distanciamento dos cinegrafistas em relação às linhas laterais. Khusanov, que continuou em campo e cometeu outras infrações ao longo da partida, não enfrentou sanções adicionais além da advertência, mas o seu estilo de jogo agressivo passou a ser escrutinado com mais atenção. Para o Uzbequistão, a derrota complica as ambições de qualificação num grupo que inclui também seleções europeias de peso, enquanto a Colômbia assumiu a liderança provisória e alimenta expectativas de uma campanha profunda. O Mundial de 2026, repartido por três países anfitriões, terá agora de demonstrar que a festa do futebol não pode fazer-se à custa da integridade de quem a documenta.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A estreia do Uzbequistão na Copa do Mundo foi marcada por um carrinho desajeitado do zagueiro Khusanov, que atropelou um cinegrafista à beira do campo. Apesar do incidente, a Colômbia venceu por 3 a 1 e assumiu a liderança do grupo, provocando uma enxurrada de memes.
Um momento inusitado marcou a partida Uzbequistão-Colômbia: o zagueiro do Manchester City Khusanov acidentalmente nocauteou um cinegrafista à beira do gramado. O jogo terminou 3 a 1 para a Colômbia, mas o incidente viralizou por sua singularidade.
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