
Carro de chefe distrital atinge mina em Kursk e fere quatro funcionários
Explosão remota fere o chefe do distrito de Rylsk e três subordinados; Moscou abre investigação por terrorismo e atribui o ataque a forças ucranianas.
Um veículo que transportava o chefe da administração do distrito de Rylsk, Vladimir Kovalchuk, e outros funcionários atingiu uma mina no centro da cidade de Rylsk, na região russa de Kursk, na manhã de 3 de julho. O artefato foi detonado remotamente, segundo o governador Alexander Khinshtein, e deixou quatro feridos. Kovalchuk sofreu traumatismo por explosão e ferimentos por estilhaços nas pernas; o motorista, Sergei Besedin, diretor de manutenção municipal, foi operado devido a ferimentos no abdômen e na coxa. Outros dois funcionários — o chefe de cultura do distrito e um especialista em defesa civil — estavam na escadaria do edifício administrativo e sofreram trauma acústico e ferimentos por estilhaços nos membros. A área foi isolada e equipas de desminagem foram mobilizadas.
O Comité de Investigação da Rússia abriu um processo criminal por ato terrorista, indicando, com base em informações preliminares, que a mina foi instalada por forças ucranianas com recurso a um drone. O governador Khinshtein confirmou a detonação remota, sem adiantar pormenores técnicos. Até ao momento, as autoridades ucranianas não se pronunciaram sobre o incidente. A região de Kursk tem sido palco de ataques transfronteiriços recorrentes, e responsáveis russos acusam Kiev de utilizar drones para lançar engenhos explosivos em zonas civis.
Este é o segundo incidente do género em Rylsk numa semana: a 1 de julho, um sapador da Guarda Nacional morreu ao desativar um dispositivo lançado por drone, e um polícia ficou ferido. A região de Kursk foi parcialmente ocupada por forças ucranianas em agosto de 2024, antes de uma contraofensiva russa apoiada por tropas norte-coreanas ter forçado o recuo no início de 2025. O distrito de Rylsk não chegou a ser ocupado, mas as autoridades locais estimam que a limpeza de minas nas áreas reconquistadas possa demorar mais de um ano. Em fevereiro de 2025, o carro de um vice-governador da região de Primorsky também atingiu uma mina em Kursk, e no final do mesmo ano uma viatura policial foi destruída num episódio semelhante.
Na perspetiva de capitais ocidentais, incluindo Lisboa, o uso de minas detonadas remotamente em áreas civis reacende o debate sobre o cumprimento do direito internacional humanitário, embora não tenham sido formuladas acusações formais. Em Brasília, meios diplomáticos recordam os apelos tradicionais do Brasil à desescalada e à proteção de civis. As autoridades de Kursk instaram a população a não se aproximar de objetos suspeitos, enquanto a investigação prossegue com a realização de uma perícia de explosivos. O caso sublinha a contaminação prolongada do território por engenhos explosivos, um risco que, segundo agências humanitárias internacionais, continuará a afetar a população civil muito para além das hostilidades ativas.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Na cidade fronteiriça russa de Rylsk, um carro que transportava funcionários da administração distrital foi atingido por uma mina detonada remotamente. O governador relatou quatro feridos, incluindo o chefe do distrito, e descreveu os ferimentos. O incidente evidencia os riscos de segurança contínuos nas áreas próximas da linha da frente.
Um ataque terrorista das forças ucranianas teve como alvo um carro da administração do distrito de Rylsk, detonando uma mina remotamente. O chefe do distrito e outros funcionários ficaram feridos, e foi aberto um processo-crime por terrorismo. É mais um exemplo dos métodos criminosos de Kiev contra civis e autoridades locais.
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