
Warren Buffett exclui Fundação Gates de doações e planeia transferir fortuna até 2034
Decisão surge após revelações sobre laços de Bill Gates com Jeffrey Epstein; em Washington, secretário da Saúde tentou desviar US$ 5 mil milhões para investigar teoria vacinal refutada.
O megainvestidor Warren Buffett anunciou que doará todas as suas ações da Berkshire Hathaway até 31 de dezembro de 2034 e, pela primeira vez em duas décadas, excluiu a Fundação Bill e Melinda Gates da sua ronda anual de doações de meio de ano. A decisão, comunicada esta terça-feira, redireciona cerca de 6 mil milhões de dólares em ações para quatro fundações geridas pelos seus filhos, num movimento que acelera o plano de transferência da fortuna avaliada em 147 mil milhões de dólares.
A exclusão da Fundação Gates surge na sequência da divulgação, em fevereiro, de documentos do Departamento de Justiça dos EUA que reacenderam o escrutínio sobre as relações de Bill Gates com o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein. Os ficheiros incluíam fotografias de Gates com Epstein e trocas de emails com funcionários da fundação. A própria instituição iniciou uma auditoria externa aos seus contactos históricos com Epstein e aguarda resultados ainda este verão. Buffett, segundo o Wall Street Journal, decidiu suspender as doações até conhecer as conclusões dessa revisão.
Desde 2006, a Fundação Gates recebeu mais de 47 mil milhões de dólares em ações da Berkshire, mas o megainvestidor já indicara em 2024 que as contribuições cessariam com a sua morte. Agora, Buffett antecipa o calendário: as 12 milhões de ações classe B agora doadas destinam-se à Susan Thompson Buffett Foundation (9 milhões) e às fundações Sherwood, Howard G. Buffett e NoVo (1 milhão cada). O investidor de 95 anos, que se retirou do cargo de CEO no final de 2025, mantém a presidência do conselho e pretende que os filhos distribuam a totalidade dos seus ativos até 2034.
Em Washington, um outro movimento controverso marcou a administração de saúde. O secretário Robert F. Kennedy Jr. tentou desviar 5 mil milhões de dólares do orçamento dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) para investigar a teoria, há muito refutada, de que as vacinas causam autismo, segundo fontes da administração. A proposta, que consumiria mais de um décimo do orçamento anual do NIH, foi travada depois de o diretor da agência, Jay Bhattacharya, argumentar que já existia um investimento de 50 milhões de dólares em investigação sobre as causas do autismo. O episódio revela a persistência do ceticismo vacinal no topo do governo norte-americano, mesmo após Kennedy ter concordado em evitar o tema publicamente.
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa russa e CEI | −0.30 | critical |
| Imprensa latino-americana | −0.40 | critical |
| Imprensa israelense | 0.00 | neutral |
Buffett severs donations to the Gates Foundation after Epstein revelations: the decision is a moral stand against unacceptable associations.
The bloc makes its position plausible by presenting the Epstein connection as the sole cause for the change, omitting any alternative explanations such as Buffett's long-term succession plan, and by using direct quotes from Buffett's statement to create a causal link.
The atlantica bloc omits that Buffett did not explicitly cite the Epstein connection in his announcement, and that the decision may be part of a long-planned transition to family foundations.
Buffett transfers his shares to family foundations in eight years, suspending donations to the Gates Foundation for a review of Epstein contacts: a pragmatic wealth-management decision.
The bloc makes its position plausible by emphasizing the planned nature of the donation and the due diligence reason, using the Wall Street Journal as a source to add credibility, and framing the Epstein link as a temporary check rather than a moral condemnation.
The Russian bloc omits any moral judgment on Gates or Epstein, presenting the pause as a routine administrative check.
Buffett stops donating to the Gates Foundation after Epstein revelations: the decision is a direct response to the scandal, showing that philanthropy cannot ignore ties to criminals.
The bloc makes its position plausible by explicitly linking the donation change to the Epstein revelations, using strong language like 'revelations' and 'criminoso sexual', and by presenting the decision as a clear cause-and-effect without nuance.
The Latin American bloc omits the long-term plan to donate all shares by 2034, and does not mention that Buffett did not explicitly cite Epstein as the reason.
Buffett plans to donate all his shares to four family foundations within eight years: the move is part of his philanthropic succession plan, unrelated to any controversies.
The bloc makes its position plausible by focusing solely on the logistical and financial details of the donation, omitting any mention of the Gates Foundation or Epstein, thereby presenting the story as a routine philanthropic update.
The Israeli bloc omits entirely the exclusion of the Gates Foundation and the Epstein controversy, presenting the donation as a purely technical event.
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