
Brasil prorroga subsídio ao diesel; Rússia amplia mecanismo de importação
Em meio a choques geopolíticos e restrições de oferta, os dois países reforçam instrumentos para estabilizar mercados internos de combustíveis.
O Congresso brasileiro prorrogou por 60 dias a medida provisória que autoriza o pagamento de subsídio de R$ 1,12 por litro de diesel rodoviário, enquanto o governo russo decidiu estender o mecanismo de dampfer de importação ao gasóleo, a exemplo do que já vigorava para a gasolina. As duas decisões, anunciadas em 17 de julho, revelam respostas paralelas de grandes economias emergentes à pressão sobre os preços dos combustíveis, num contexto de ataques recíprocos entre Irão e Estados Unidos e de disrupções nas cadeias de refinação.
No Brasil, a prorrogação mantém o subsídio para operações realizadas entre 1 de junho e 31 de dezembro de 2026. O programa, de adesão voluntária, exige que produtores e importadores reduzam o preço de venda no mesmo montante e identifiquem o desconto na nota fiscal. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) fiscaliza o mercado para evitar aumentos abusivos e pode punir informações falsas. O governo calcula um custo mensal de R$ 1,7 mil milhões apenas para o diesel, parte de um pacote mais amplo que inclui o adiamento de tarifas de navegação aérea. A justificação oficial aponta para a necessidade de estabilizar o abastecimento nacional face ao choque no mercado internacional provocado pelo conflito no Médio Oriente.
Na Rússia, a extensão do dampfer de importação ao diesel será incluída em alterações ao Código Tributário. O mecanismo prevê compensações aos importadores quando, no mês anterior, vigorar uma proibição de exportação de diesel, querosene ou destilados médios. A medida visa criar incentivos económicos para atrair volumes adicionais do exterior, sobretudo num momento em que dezenas de regiões russas impuseram restrições à venda de combustíveis e o governo decretou um embargo total à exportação de diesel desde 8 de julho. O ministro da Energia, Serguei Tsiviliov, afirmou que o instrumento permitirá “operacionalmente atrair volumes adicionais do estrangeiro”, preservando a atratividade económica dessas importações.
Observadores em Moscovo associam a crise de abastecimento a uma combinação de fatores: ataques de drones ucranianos a refinarias, manutenções programadas, aumento sazonal da procura e esquemas de “exportação cinzenta”. A Bielorrússia tornou-se fornecedora crucial, tendo multiplicado por cinco as exportações de diesel para a Rússia no primeiro semestre de 2026 e atingido volumes recorde de gasolina em junho. Para a Bielorrússia, a reorientação de exportações de mercados terceiros para o vizinho russo revelou-se economicamente vantajosa, dados os preços mais elevados praticados na Rússia. Em Brasília, a atenção está voltada para a tramitação da medida provisória no Congresso, que dispõe de 60 dias para análise, enquanto o decreto regulamentador já estabelece períodos quinzenais de apuração e exige comprovação de regularidade fiscal das empresas beneficiárias.
| Imprensa russa e CEI | +0.60 | aligned |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
| Imprensa atlântica / anglosfera | −0.30 | critical |
The Russian government extends the import compensation mechanism for diesel, ensuring price stability and supply.
Emphasizes the technical necessity and speed of government intervention, presenting the measure as a logical and inevitable solution to prevent crises.
Does not mention possible criticisms or negative effects such as increased import dependence or budget costs.
The Brazilian Congress extends the provisional measure for the diesel subsidy, maintaining the value of R$ 1.12 per liter.
Simply reports the procedural facts without comment, lending authority through the citation of official dates and figures.
Does not discuss the broader political or economic implications of the subsidy, nor any opposition.
Belarus exports record volumes of gasoline to Russia, raising fears of shortage and domestic price increases.
Uses record export data and expert opinions to create a sense of urgency and potential crisis.
Does not mention Russia's reasons for expanding the damping mechanism, nor the context of sanctions or refining issues.
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