
Autoridades da América Latina e Europa alertam para onda de fraudes digitais contra idosos
Esquemas usam nomes de instituições oficiais e funcionários públicos para enganar vítimas e obter dados bancários; casos foram registados no Brasil, México, Argentina, Colômbia e Itália.
Uma série de golpes digitais que se apropriam da identidade de órgãos públicos e de agentes do Estado levou autoridades de vários países a emitir alertas nos últimos dias, tendo como alvo preferencial pessoas idosas. As denúncias, que se acumulam em cidades da América Latina e da Europa, revelam um padrão: os criminosos contactam as vítimas por telefone, SMS ou redes sociais, simulando serem funcionários de secretarias de segurança, empresas estatais ou forças policiais, e convencem-nas a fornecer dados pessoais ou a realizar transferências bancárias.
Em São Paulo, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) advertiu que golpistas estão a usar o nome e o endereço da pasta para convocar cidadãos a um falso depoimento sobre uma suposta utilização indevida dos seus dados em cartões de crédito. Durante as chamadas, os criminosos pedem a confirmação de informações pessoais e, de posse delas, abrem contas, contratam créditos e cometem outros delitos. No México, a Secretaria Anticorrupção e Bom Governo reportou uma rede que se apresenta como servidores públicos federais para exigir pagamentos por gestões de trâmites, recuperação de fundos ou para evitar sanções fiscais, exibindo documentos apócrifos com logotipos oficiais. A Comissão Federal de Eletricidade (CFE) também alertou para mensagens de texto que ameaçam cortes de luz e induzem os utilizadores a clicar em ligações fraudulentas.
Na Argentina, uma reformada de 70 anos foi empurrada e roubada em La Plata; minutos depois, 70 mil pesos foram transferidos da sua conta Mercado Pago a partir do telemóvel levado. Na Colômbia, uma mulher foi capturada em Bucaramanga após roubar o telefone de um estrangeiro com recurso a uma arma branca, sendo depois cercada por populares que tentaram linchá-la antes da intervenção policial. Em Itália, uma pensionista de 79 anos perdeu 10 mil euros ao receber um SMS que simulava um serviço de assistência e a levou a telefonar a um falso carabiniere, que a convenceu a transferir o dinheiro para uma conta “segura”.
As autoridades são unânimes em sublinhar que nenhum organismo oficial solicita dados pessoais, pagamentos ou transferências por telefone ou mensagem. A SSP paulista recomenda que as vítimas registem boletim de ocorrência, enquanto a Secretaria Anticorrupção mexicana disponibiliza linhas de apoio e recorda que os seus serviços são gratuitos. Em todos os casos, as investigações estão em curso, mas a natureza transnacional das redes dificulta a identificação dos responsáveis. Observadores em Lisboa notam que esquemas semelhantes de phishing têm sido reportados em países lusófonos africanos, embora sem confirmação oficial nestes episódios. Até ao momento, as detenções são pontuais e as autoridades insistem na prevenção como principal defesa.
| Imprensa indiana e sul-asiática | −0.30 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | −0.20 | neutral |
| Imprensa europeia continental | −0.40 | critical |
A Índia pede vigilância e ação contra fraudadores globais, enfatizando o papel das autoridades e a conscientização dos cidadãos.
Ao enquadrar a ameaça como um problema global que requer resposta local, a narrativa mobiliza a responsabilidade institucional sem evidências específicas.
A América Latina reconhece o problema, mas o relega ao fundo, concentrando-se em entretenimento e esportes.
Ao desviar a atenção para tópicos leves, a narrativa minimiza a urgência da ameaça e evita exemplos locais concretos.
Não menciona o caso específico de golpe na Europa que mostra a ameaça em ação.
A Itália desmascara uma gangue de falsos marechais, demonstrando a eficácia das forças policiais.
Ao contar uma história de sucesso concreta, a narrativa tranquiliza o público de que a ameaça é controlável e localizada.
Não menciona a escala global do fenômeno nem outros tipos de personificação como a de banqueiros.
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