
Argentina retorna sem Messi e sem festa após vice na Copa do Mundo de 2026
Delegação desfalcada desembarca em Ezeiza com recepção protocolar, enquanto governo cancela feriado e torcedores agradecem apesar da derrota para a Espanha.
Após a derrota por 1 a 0 para a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026, a seleção argentina retornou a Buenos Aires na tarde de segunda-feira em um voo que simbolizou o fim melancólico de um ciclo. Apenas 16 dos 26 jogadores convocados embarcaram no charter da Aerolíneas Argentinas que pousou em Ezeiza às 18h19 locais. Lionel Messi, Rodrigo De Paul e outros oito atletas seguiram diretamente para Miami ou para a Europa, priorizando compromissos com seus clubes ou o início das férias. A Associação do Futebol Argentino (AFA) confirmou a dispersão do elenco, enquanto o técnico Lionel Scaloni, visivelmente abatido, deixou no ar a possibilidade de não renovar o contrato que se encerra em dezembro.
A recepção no aeroporto, planejada inicialmente como uma grande celebração, foi reduzida a um ato protocolar. O presidente Javier Milei, que na noite da final anunciara a intenção de decretar feriado nacional para homenagear a equipe, recuou após a AFA comunicar que os jogadores não desejavam festejos. Em vez disso, uma guarda de honra dos Granadeiros e a banda militar executaram a canção 'Muchachos' diante de uma delegação que desembarcou em silêncio, sem contato com a imprensa. Observadores em Buenos Aires notam que a decisão de evitar uma caravana até o centro da capital contrastou fortemente com a euforia de 2022, quando milhões tomaram as ruas.
Apesar do clima de frustração, milhares de torcedores enfrentaram o frio e a chuva para saudar os jogadores no trajeto entre o aeroporto e o centro de treinamento da AFA, em Ezeiza. A bordo de um ônibus descapotável, os atletas acenaram para o público, num gesto que a imprensa argentina descreveu como um agradecimento mútuo. Na perspetiva de Brasília, o recuo do governo Milei expôs a distância entre a retórica presidencial e a realidade do vestiário, enquanto analistas europeus sublinharam o contraste com a recepção triunfal de 2022, quando a equipe sobrevoou a multidão de helicóptero após o congestionamento da caravana.
A ausência de Messi, que deve viajar a Rosário para visitar a família antes de se reapresentar ao Inter Miami, alimenta especulações sobre o futuro do capitão na seleção. Aos 39 anos, o camisa 10 não se pronunciou após a final, e a imprensa brasileira destaca que sua despedida das Copas pode ter ocorrido sem o brilho esperado. Enquanto isso, a Espanha comemora o bicampeonato mundial, e a Argentina inicia um período de reflexão, com as Eliminatórias Sul-Americanas no horizonte e a incógnita sobre quem comandará a equipe no recomeço.
| Imprensa latino-americana | −0.20 | neutral |
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| Imprensa europeia continental | 0.00 | neutral |
A seleção argentina e seus torcedores aceitam a derrota com maturidade e focam no futuro, enquanto o governo se adapta às decisões dos jogadores.
Ao descrever meticulosamente os procedimentos de retorno e as escolhas dos jogadores, cria-se a impressão de que tudo está sob controle e que a falta de comemorações é uma decisão lógica e compartilhada.
O observador europeu registra o retorno discreto da seleção argentina, destacando a ausência de Messi e a falta de comemorações, sem tomar partido.
Ao usar um tom neutro e descritivo, evita qualquer julgamento ou análise, apresentando os fatos como notícia internacional.
O contexto local detalhado, incluindo a presença de milhares de fãs no aeroporto e as manobras políticas do governo, é omitido, reduzindo a história a uma simples nota de um retorno sóbrio.
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