
Sem Doku, Bélgica só empata com Irão e vê polémica sobre paternidade agitar o Mundial
O extremo belga, criticado por querer assistir ao nascimento do filho, falhou o jogo por infeção respiratória, num empate que complica a qualificação.
A Bélgica somou o segundo empate consecutivo no Grupo G do Campeonato do Mundo de 2026, ao não ir além de um 0-0 frente ao Irão, num jogo em que actuou em inferioridade numérica desde os 34 minutos, após a expulsão de Nathan Ngoy. A ausência de Jeremy Doku, oficialmente justificada por uma infeção respiratória, retirou profundidade ao ataque dos Diabos Vermelhos, que não conseguiram desfazer a igualdade frente a uma seleção iraniana disciplinada. A partida, disputada no SoFi Stadium, em Los Angeles, deixou a Bélgica com apenas dois pontos e obrigada a vencer a Nova Zelândia na última ronda para aspirar ao apuramento para os oitavos-de-final.
O extremo de 24 anos tornara-se uma das figuras mediáticas do torneio ainda antes de a bola rolar, ao declarar a intenção de abandonar temporariamente a concentração para acompanhar o nascimento do primeiro filho, previsto para a segunda semana de Julho, coincidindo com os quartos-de-final. “É o meu primeiro filho e quero estar presente”, afirmou Doku, acrescentando que a federação belga compreendia a situação pessoal dos jogadores. A decisão íntima transformou-se em polémica quando a apresentadora do canal L’Équipe, France Pierron, a classificou como um “momento nojento” e considerou o papel do pai “totalmente inútil” durante o parto, argumentando que “centenas de jogadores matariam para estar no seu lugar” num sonho de infância.
A reacção internacional não se fez esperar. Do Reino Unido, o avançado inglês Ollie Watkins saiu em defesa do internacional belga, sublinhando que “a família está acima do futebol” e que ninguém deveria perder a oportunidade de acolher um filho. O ex-pugilista francês Brahim Asloum, campeão olímpico, foi igualmente contundente: “Um bebé é toda a sua vida; um Mundial acaba quando acaba”. Pressionada pela onda de críticas, Pierron emitiu um pedido de desculpas, reconhecendo que as suas palavras “podem ter chocado, magoado ou ferido” e afirmando que nunca pretendeu minimizar o papel dos pais.
A ausência de Doku frente ao Irão, por razões clínicas alheias à polémica, privou a Bélgica de um dos seus principais elementos de desequilíbrio e alimentou especulações nas redes sociais, desmentidas pelo entorno do jogador. Com a Nuova Zelândia no horizonte – adversário que também ainda não venceu –, os homens de Rudi Garcia estão sob pressão para evitar uma eliminação precoce, ao passo que o próprio Doku espera recuperar a tempo de ajudar a equipa e, mais tarde, estar ao lado da mulher Shireen no momento que, para si, supera qualquer competição.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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The Atlantic press defends Doku's choice to prioritize family, highlighting that a TV presenter publicly apologized for attacking him. The narrative emphasizes the personal right to be present for the birth, presenting the decision as normal and praiseworthy.
The story is framed as a dilemma between sporting duty and personal life, questioning what matters more. It presents both sides: the importance of the World Cup versus the significance of fatherhood, without taking a strong stance.
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