
Pogacar domina Volta à Suíça com maior vantagem desde 1959
Esloveno vence a geral com 6min32s de avanço sobre Carapaz e chega embalado ao Tour de France, onde tentará igualar recorde de cinco títulos.
Tadej Pogacar, da UAE Team Emirates-XRG, venceu neste domingo a 89ª edição da Volta à Suíça com uma exibição de força raramente vista. O esloveno de 27 anos fechou a classificação geral com 6 minutos e 32 segundos de vantagem sobre o equatoriano Richard Carapaz, a maior margem de vitória na prova helvética desde que o alemão Hans Junkermann superou o pelotão por mais de dez minutos em 1959. Na perspetiva dos analistas suíços, o domínio de Pogacar reescreveu os livros de história do ciclismo, e a imprensa local não poupou superlativos para descrever a exibição do campeão mundial.
A etapa final, um circuito de 150,7 quilómetros com mais de 4.500 metros de desnível acumulado nos Alpes vaudenses, foi o palco da confirmação. Pogacar esperou a última ascensão, a oito quilómetros da meta em Villars-sur-Ollon, para atacar o grupo dos favoritos. Neutralizou um a um os fugitivos, incluindo o francês Lenny Martinez, que liderava a corrida até ser engolido a apenas 900 metros da linha. O esloveno cortou a meta isolado, com sete segundos sobre Martinez, somando o terceiro triunfo em cinco etapas e o segundo na geral da carreira, após vitórias anteriores na jornada inaugural e no contrarrelógio do sábado. Na véspera, Pogacar já batera Mathieu van der Poel por menos de um segundo na etapa contra o relógio, num duelo decidido por quatro centésimos — margem que veículos dos Emirados Árabes Unidos sublinharam como prova da supremacia da equipa de Abu Dhabi, que venceu três das etapas com Jonathan Narváez e o próprio Pogacar.
O domínio do corredor da UAE não se limitou à estrada. Observadores franceses apontaram que Pogacar chega ao Tour de France com 13 vitórias em apenas 16 dias de competição esta temporada, ultrapassando o dinamarquês Jonas Vingegaard, vencedor do Giro d’Italia, nos números provisórios. A imprensa suíça lembrou que, nos últimos 25 anos, a maior diferença na geral tinha sido de 2min02s, obtida por Fabian Cancellara em 2009, o que realça a dimensão do feito. Com este resultado, a UAE Team Emirates garantiu o terceiro título consecutivo na Volta à Suíça, após os triunfos de João Almeida (2025) e Adam Yates (2024), consolidando a hegemonia da formação dirigida pelo tessino Mauro Gianetti.
A competição feminina, realizada em paralelo e com o mesmo formato de circuitos, também produziu história. A britânica Zoe Backstedt venceu a terceira etapa ao sprint, e a suíça Marlen Reusser conquistou a geral. Este modelo, inédito no WorldTour, foi elogiado pela organização como um teste bem‑sucedido para o futuro do ciclismo, destacando a realização simultânea de provas masculinas e femininas. Para a comunidade lusófona, fica a nota de que o português João Almeida, vencedor em 2025, não defendeu o título, mas o sucesso da equipa dos Emirados mantém a ligação ao pelotão ibérico. Pogacar volta-se agora para a Volta à França, onde tentará igualar o recorde de cinco vitórias, fechando o ciclo de preparação com a moral em alta e o estatuto de indiscutível favorito.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Pogacar's victory at the Tour de Suisse is portrayed as an unprecedented display of power, with a record margin not seen since 1959. However, the media also raise safety concerns after his partner's crash and discuss the race's innovative format as a potential model for cycling's future.
Pogacar's triumph at the Tour de Suisse is celebrated as another feat by the Slovenian star, who with his time trial victory strengthened the lead of UAE Team. Gulf media emphasize how this performance confirms his candidacy for the Tour de France, highlighting pride for the Emirati team.
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