
Apreensões de animais exóticos e resgates de maus-tratos marcam operações nas Américas
Do México aos EUA e Brasil, ações policiais expõem tráfico de fauna, acumulação e abusos, com dezenas de animais mortos e investigações em andamento.
Uma investigação por roubo de pneus no estado mexicano de San Luis Potosí culminou na descoberta de dois leões africanos, um tigre de Bengala, um jaguar e um coiote, mantidos num terreno de quase 30 mil metros quadrados onde também foram apreendidos mais de 1.700 pneus, dezenas de veículos e maquinaria pesada. A Fiscalía General de la República (FGR) deteve três homens, já vinculados a processo por posse de veículos roubados e associação criminosa, e colocou o imóvel sob custódia judicial. No local, foram ainda encontrados animais taxidermizados, incluindo ursos e um chibo berberisco, além de ferramentas para alteração de números de chassis.
Na Califórnia, a descoberta de mais de uma centena de cães enterrados num santuário de resgate animal chocou as autoridades do condado de Humboldt. O xerife local revelou que 117 cadáveres intactos foram exumados, muitos com fragmentos de bala, e que mais de 600 coleiras foram recolhidas num celeiro suspeito de ser o local dos abates. O fundador do abrigo, Shannon Miranda, admitiu eutanásias pontuais, mas negou as acusações de crueldade generalizada. A investigação, que envolve também a análise de microchips, ainda não resultou em detenções.
No Brasil, em Indaial (SC), a Polícia Militar resgatou uma mulher cadeirante de 52 anos que vivia sozinha numa casa tomada por fezes e urina de animais. No imóvel, foram encontrados 22 cães e dois gatos vivos em situação precária, além de oito animais mortos em sacos de lixo. A sobrinha da vítima, responsável pelo local, foi conduzida à delegacia e alegou ter deixado a tia sozinha por poucas horas, justificando a falta de limpeza com a assistência a um familiar doente. Os animais sobreviventes foram encaminhados para castração e futura adoção.
Ainda no México, a Procuraduría Federal de Protección al Ambiente (Profepa) interceptou em Colima o transporte ilegal de mais de 11 mil ovos de tartaruga-golfinha, espécie ameaçada. O carregamento, proveniente de Michoacán, foi apreendido num posto de controlo e o condutor foi entregue à FGR por crimes contra a biodiversidade. A autoridade ambiental recomendou a semeadura imediata dos ovos, embora a viabilidade da eclosão seja incerta devido ao tempo fora do ninho.
Na perspetiva de Brasília, os episódios sublinham a pressão sobre a fauna silvestre e doméstica em diferentes contextos de criminalidade e negligência. As investigações prosseguem em todos os casos, com peritos a analisar provas e a identificar responsáveis, enquanto as autoridades locais tentam dar destino aos animais sobreviventes e apurar a extensão dos danos.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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As autoridades mexicanas realizaram uma operação bem-sucedida, resgatando leões, um tigre e uma onça-pintada e prendendo suspeitos ligados a roubo de veículos. No Brasil, uma mulher com deficiência e vários animais foram encontrados em condições deploráveis, gerando indignação. A cobertura enfatiza a eficácia das ações contra os maus-tratos a animais e o crime organizado.
Um santuário de animais na Califórnia escondia um segredo horripilante: mais de cem cães enterrados em seu terreno. A descoberta desencadeou uma investigação por abuso, fraude e conspiração, expondo uma profunda traição da confiança pública. O caso lança uma sombra escura sobre o mundo do resgate animal, transformando um local de refúgio em uma cena de horror.
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