
Anvisa aprova nova vacina trivalente contra gripe com eficácia de até 73%
Imunizante para maiores de seis meses aguarda avaliação da Conitec para incorporação ao SUS, enquanto vírus respiratórios pressionam sistemas de saúde no hemisfério sul.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro da vacina Fluprevli, imunizante trivalente contra influenza para pessoas a partir de seis meses de idade. Os estudos clínicos que embasaram a decisão indicaram eficácia de até 73% na prevenção da doença em adultos e de até 65% em crianças, com taxas elevadas de soroproteção e soroconversão. O produto, fabricado pela Sanofi Medley, segue a recomendação internacional de retirar a linhagem B/Yamagata da composição, que não é detectada globalmente desde 2020. Para chegar ao Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina ainda precisa ser avaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) e aprovada pelo Ministério da Saúde, etapa sem data definida.
A aprovação ocorre num momento em que o hemisfério sul enfrenta a circulação simultânea de múltiplos vírus respiratórios. Na Argentina, o boletim epidemiológico nacional indica predomínio da influenza A(H3N2), com 192 casos em pacientes internados nas últimas quatro semanas, enquanto o vírus sincicial respiratório (VSR) registrou aumento de 24 casos em relação ao informe anterior, totalizando 85 detecções no período.
Na Austrália, o VSR ultrapassou a influenza como o vírus respiratório mais comum neste inverno pela primeira vez desde que a notificação nacional começou em 2021. Dados da Immunisation Foundation of Australia mostram mais de 83 mil casos no país, com quase 900 novas infecções diárias. A vacina contra o VSR tornou-se gratuita para idosos há dois meses, mas a adesão ainda é baixa: 722 mil doses aplicadas, contra 1,76 milhão de vacinas contra gripe no mesmo grupo. Autoridades de saúde da Austrália Ocidental reforçam o apelo à imunização, alertando que o VSR pode causar pneumonia grave em populações vulneráveis.
No Brasil, a atenção também se volta para doenças imunopreveníveis além da gripe. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo emitiu alerta para a vacinação contra o sarampo após o registro de sete casos neste ano, concentrados na capital e em Guarulhos. A pasta organiza mutirões em estações de trem da CPTM entre 15 e 20 de julho e recomenda a dose zero da tríplice viral para bebês de seis a 11 meses residentes nessas cidades. Em Bangladesh, o governo incluirá a vacina conjugada contra febre tifoide no calendário infantil de rotina a partir de 1º de agosto, destinada a crianças de 15 meses, como parte do programa ampliado de imunização.
O cenário reforça a importância da atualização dos calendários vacinais e da vigilância epidemiológica integrada. Enquanto a Conitec analisará a nova vacina contra influenza para o SUS, as campanhas locais de imunização seguem como principal barreira contra surtos. O próximo marco regulatório será a decisão da comissão, que definirá se o imunizante estará disponível na rede pública brasileira.
| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
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| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
A Austrália soa o alarme do VSR e insta os idosos a se vacinarem gratuitamente, usando o depoimento de uma paciente para tornar o perigo tangível.
Ao contar a história de uma paciente idosa, o perigo abstrato é tornado concreto e a ação imediata é incentivada.
Não menciona a situação no Brasil nem as novas vacinas VSR que chegam lá, concentrando-se apenas na frente australiana.
O Brasil aprova uma nova vacina contra a gripe e monitora o VSR entre outros vírus, enquanto a Argentina registra um ligeiro aumento de casos de VSR. A prioridade continua sendo a vacinação contra sarampo e gripe.
Ao apresentar dados epidemiológicos locais e aprovações regulatórias, constrói-se um quadro de normalidade e controle, relegando o VSR a uma ameaça secundária.
Não menciona o domínio do VSR na Austrália nem as vacinas específicas contra o VSR, concentrando-se em outras prioridades locais de saúde.
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