
Itália confirma conversas com Guardiola e admite exceção financeira para contratar técnico
Presidente da FIGC revela diálogo com o catalão, enquanto Maldini e Leonardo lideram a tentativa de convencer o ex-treinador do Manchester City a assumir a reconstrução da Azzurra.
O presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Giovanni Malagò, confirmou nesta quarta-feira que mantém conversas com Pep Guardiola para o cargo de selecionador nacional. Em entrevista à plataforma digital Cronache di Spogliatoio, o dirigente admitiu que a entidade está disposta a abrir exceções orçamentais para viabilizar a contratação do técnico espanhol, cujo salário no Manchester City rondava os 24 milhões de euros anuais. “Foram feitas concessões que, por exemplo, podem referir-se ao nome que está tão dominante neste momento: Pep Guardiola”, declarou Malagò, sem garantir um desfecho positivo. A Azzurra procura um treinador desde abril, quando Gennaro Gattuso deixou o cargo após o terceiro falhanço consecutivo de qualificação para o Campeonato do Mundo.
A investida é liderada pelo diretor técnico Paolo Maldini e pelo consultor Leonardo, que viajaram a Barcelona para um encontro de três dias com Guardiola. Na imprensa italiana, sublinha-se a amizade de longa data entre Maldini e o catalão como fator facilitador — relação que remonta a 2009, quando Guardiola dedicou ao defesa a conquista da Liga dos Campeões. A proposta da FIGC, segundo relatos, inclui o controlo técnico de toda a pirâmide das seleções, das camadas jovens à equipa principal, com autonomia na escolha de staff e na definição de uma metodologia comum. Observadores em Espanha notam que Guardiola nunca treinou uma seleção, mas a fluência em italiano e a experiência como jogador no Brescia e na Roma são trunfos.
Guardiola, de 55 anos, deixou o Manchester City no final da última temporada após uma década de domínio no futebol inglês, com seis títulos da Premier League e uma Liga dos Campeões. O próprio técnico afirmara precisar de uma pausa, citando desgaste físico e mental. Analistas britânicos recordam que o catalão recusou projetos imediatos, mas a dimensão do desafio italiano — devolver a quatro vezes campeã mundial a um Mundial, algo que não acontece desde 2014 — pode pesar. A FIGC mantém alternativas em aberto: Andrea Pirlo e Roberto Mancini, campeão europeu em 2020, são os outros nomes na lista, com Pirlo ligeiramente à frente nas preferências, segundo a imprensa de Milão.
Malagò, eleito em junho, corre contra o tempo. A seleção italiana estreia na Liga das Nações a 25 de setembro, frente à Bélgica, e o novo técnico precisa de ser anunciado antes da concentração. O presidente da FIGC e Maldini reúnem-se esta quinta-feira com os clubes da Serie A, e a expectativa é que a decisão seja comunicada em breve. A operação Guardiola é descrita como complexa, mas não impossível, e a federação conta com o apoio de patrocinadores para cobrir a diferença salarial.
A crise do futebol italiano, agravada pela ausência nos últimos três Mundiais e pela eliminação precoce dos clubes nas competições europeias, transformou a escolha do selecionador num passo simbólico. A eventual chegada de Guardiola representaria uma rutura com o perfil tradicional dos técnicos da Azzurra — a seleção só teve um estrangeiro no comando, o argentino Helenio Herrera, há 60 anos. O desfecho das negociações ditará o tom da reconstrução e o caminho até ao Mundial de 2030, cuja qualificação é o objetivo central do novo ciclo.
| Imprensa europeia continental | +0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa do Golfo árabe | −0.20 | neutral |
| Imprensa do Sudeste Asiático | −0.30 | critical |
Estamos apresentando um projeto sério de quatro anos a Pep Guardiola, com um plano claro para a Liga das Nações, Euro 2028 e Copa do Mundo. É um movimento bem pensado de Maldini e Leonardo.
Ao detalhar a visão de longo prazo e o envolvimento de figuras respeitadas do futebol, a narrativa enquadra a abordagem como uma iniciativa credível e ambiciosa, e não como um jogo desesperado.
A Itália, depois de não se classificar para três Copas do Mundo, agora está tentando atrair Guardiola. Mas não há sinal de que ele aceitará. É um movimento desesperado de um gigante caído.
Ao repetir os fracassos da Itália nas Copas e a falta de aceitação, a narrativa constrói uma história de uma federação desesperada fazendo uma tentativa de último recurso para restaurar sua imagem.
A Itália, após repetidos fracassos, está cortejando desesperadamente Pep Guardiola em uma reunião secreta. É uma tentativa apressada e de alto perfil para resolver seus problemas.
Ao enfatizar o sigilo e a rapidez da reunião, e usar o termo 'cortejar', a narrativa retrata a Itália como um pretendente desesperado, em vez de uma potência futebolística confiante.
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