
Rudi Garcia deixa comando da Bélgica após Mundial; seleção inicia transição geracional
Treinador francês não terá contrato renovado depois de campanha até as quartas de final da Copa de 2026, marcada pelo único gol sofrido pela campeã Espanha e pelo início da renovação dos 'Diabos Vermelhos'.
O técnico francês Rudi Garcia não continuará à frente da seleção belga. A Real Associação Belga de Futebol (RBFA) anunciou nesta segunda-feira que o vínculo, válido até 31 de julho, não será prolongado, encerrando uma passagem de 18 meses que culminou com a eliminação nas quartas de final do Mundial de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá. A decisão foi comunicada em conjunto com o treinador, que agradeceu aos jogadores, ao diretor desportivo Vincent Mannaert e aos adeptos, sublinhando que deixa a Bélgica na Liga A da Nations League e entre as oito melhores seleções do mundo.
A campanha belga no torneio teve momentos de fulgor e uma despedida amarga. Depois de liderar o Grupo G à frente de Egito, Irão e Nova Zelândia, a equipa eliminou Senegal e os anfitriões norte-americanos (4-1) no mata-mata, num jogo ofuscado por um pedido do presidente Donald Trump à FIFA para suspender o cartão vermelho de Folarin Balogun. Nas quartas de final, a Bélgica caiu diante da Espanha por 2-1, com Charles De Ketelaere a marcar o único golo que a futura campeã mundial sofreria em todo o torneio. A seleção espanhola, que viria a bater a Argentina na final, só foi batida naquele lance, um dado que ressalta a competitividade belga mesmo na derrota.
Garcia assumiu o cargo em fevereiro de 2025, substituindo Domenico Tedesco, cujo ciclo se desgastara após uma campanha discreta no Euro 2024 e conflitos com figuras como o guarda-redes Thibaut Courtois. O francês, de 62 anos, herdou um balneário marcado pela idade avançada da 'geração de ouro' — Kevin De Bruyne, Romelu Lukaku e Courtois já ultrapassavam os 33 anos — e por dificuldades financeiras da federação. Em 20 jogos, somou 12 vitórias, seis empates e apenas duas derrotas, garantindo a permanência na elite da Liga das Nações e a qualificação para o Mundial. A imprensa brasileira, contudo, recebeu a campanha com reservas: o canal CNN Brasil classificou a participação como "pouco convincente", refletindo a perceção de que o rendimento ficou aquém do esperado para uma seleção que já ocupou o topo do ranking da FIFA.
Na Europa, o discurso oficial foi de reconhecimento. O diretor desportivo Vincent Mannaert afirmou que Garcia "teve, sem dúvida, um papel fundamental na recuperação dos Diabos Vermelhos", nomeado "num contexto desportivo e financeiro desafiante". O próprio treinador destacou o orgulho em ter ajudado a iniciar a transição geracional, dando espaço a jovens como Jérémy Doku, Charles De Ketelaere e Nathan Ngoy. A saída de Garcia abre agora um novo ciclo. A federação belga já prepara a escolha de um sucessor, enquanto a seleção se vira para os compromissos da Liga das Nações: uma visita à Itália a 25 de setembro e a receção à França três dias depois, jogos que testarão a capacidade de renovação de uma equipa em busca de nova identidade.
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O Irã relata a decisão da federação belga de não renovar com Garcia mesmo após chegar às quartas de final, vendo isso como um sinal dos altos padrões do futebol belga.
Ao destacar que nem mesmo uma aparição nas quartas foi suficiente para a renovação, a narrativa se direciona para altas expectativas e rigor gerencial.
Omite os elogios da federação belga a Garcia que aparecem em fontes russas.
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