
Ancelotti confirma Neymar apto, mas mantém indefinição sobre titularidade contra a Escócia
Técnico italiano brinca sobre condição física do camisa 10 e elogia Endrick, enquanto o Brasil busca a liderança do Grupo C no Mundial de 2026.
A entrevista coletiva de Carlo Ancelotti na noite de terça-feira (23), em Miami, transformou-se no evento central da véspera do duelo entre Brasil e Escócia. Com atraso provocado por um contratempo no voo da delegação, o treinador italiano confirmou que Neymar está relacionado e em condições de atuar, mas recusou-se a revelar se o camisa 10 será titular ou quantos minutos poderá permanecer em campo. “Ele pode jogar. Eu posso jogar 90 minutos caminhando”, ironizou, antes de adotar um tom sério e assegurar que o atacante “treinou muito bem” e “está muito feliz” com a recuperação.
A disponibilidade de Neymar, ausente da seleção desde outubro de 2023 devido a uma ruptura do ligamento cruzado anterior e do menisco do joelho esquerdo, domina as atenções na perspetiva de Brasília e ecoa com intensidade na imprensa internacional. Ancelotti destacou a atitude do jogador durante a preparação e sublinhou que, mesmo sem atuar, ele “agrega experiência, conhecimento de jogo e ajuda os mais jovens”. Observadores na América Latina e na Europa notam que o regresso do maior goleador da história da Canarinha ocorre num momento em que o Brasil, após um empate com Marrocos e uma vitória sobre o Haiti, ainda procura a consistência coletiva que o torneio exige.
Paralelamente, a pressão da torcida por Endrick introduz uma segunda camada de expectativa. Questionado sobre o jovem atacante do Real Madrid, de 19 anos, Ancelotti afirmou que ele “pode jogar todos os jogos” e brincou com a dualidade de apoios: “Vão apoiar Neymar ou Endrick? Acho que vão apoiar os dois”. A declaração reflete o cuidado do treinador em gerir os afetos da arquibancada sem comprometer a estratégia para um confronto que vale a liderança do Grupo C.
O cenário da chave é compacto: Brasil e Marrocos somam quatro pontos, com vantagem brasileira no saldo de gols, enquanto a Escócia tem três. Uma vitória no Hard Rock Stadium garante a classificação direta para a fase de 32 avos; um tropeço, combinado a um triunfo marroquino sobre o Haiti, lançaria a Seleção à dependência de vagas como um dos melhores terceiros colocados. Ancelotti, que também precisa substituir Raphinha, lesionado, definiu os escoceses como um “time bem organizado” e advertiu que “jogos fáceis na Copa do Mundo acabaram há muito tempo”.
A confiança do treinador, cinco vezes campeão da Liga dos Campeões, assenta na curva ascendente da equipe: “O primeiro jogo não foi o melhor, o segundo foi melhor, e estamos confiantes de que o terceiro será o melhor”. A partida desta quarta-feira, portanto, não apenas testa a condição de Neymar e a resposta tática sem Raphinha, como define o percurso imediato do Brasil num Mundial em que a margem para oscilações é mínima.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Ancelotti se diverte a confundir as águas sobre o retorno de Neymar, misturando elogios a Endrick com piadas sobre a própria condição. Confirma que o camisa 10 está disponível, mas mantém o mistério sobre a titularidade contra a Escócia, transformando a véspera num jogo de espelhos.
Neymar está pronto para enfrentar a Escócia, mas Ancelotti não confirma se vai a jogo. O colega Martinelli revelou que o avançado tem treinado e está em boa condição, deixando a porta aberta para a sua utilização.
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