Entrar
Edição das 20:00 CETterça-feira, 23 de junho de 2026
307 veículos · 17 idiomas0 briefing hoje
Última hora
Ação da SpaceX cai abaixo do preço de estreia após perder quase um bilião de dólaresMéxico busca pleno de vitórias, Marrocos disputa topo do grupo na rodada finalSenado dos EUA aprova resolução que exige fim da guerra com o Irão, em revés simbólico para TrumpLuto afasta Deschamps do comando da França em jogo decisivo do Grupo I no Mundial de 2026Ciberataque à Tata Electronics expõe dados de projetos da Apple e TeslaTráfego no Estreito de Ormuz atinge máximo desde o início da guerra, mas Irão reivindica controlo permanentePanteonização de Marc Bloch: Macron critica 'espírito de derrota' em cerimônia com recados políticosRússia avalia importação de combustíveis e proibição de exportação de diesel após ataques ucranianosAção da SpaceX cai abaixo do preço de estreia após perder quase um bilião de dólaresMéxico busca pleno de vitórias, Marrocos disputa topo do grupo na rodada finalSenado dos EUA aprova resolução que exige fim da guerra com o Irão, em revés simbólico para TrumpLuto afasta Deschamps do comando da França em jogo decisivo do Grupo I no Mundial de 2026Ciberataque à Tata Electronics expõe dados de projetos da Apple e TeslaTráfego no Estreito de Ormuz atinge máximo desde o início da guerra, mas Irão reivindica controlo permanentePanteonização de Marc Bloch: Macron critica 'espírito de derrota' em cerimônia com recados políticosRússia avalia importação de combustíveis e proibição de exportação de diesel após ataques ucranianos
Defesa e Segurançasegunda-feira, 22 de junho de 2026

Adolescentes mortos na Cisjordânia e estudante em Gaza agravam tensão no conflito

Forças israelitas abateram dois jovens palestinianos perto de um colonato e um ataque aéreo em Gaza matou uma aluna a caminho de exames, enquanto a violência dos colonos aumenta.

Dois adolescentes palestinianos, de 15 e 19 anos, foram mortos a tiro por soldados israelitas junto ao colonato de Karmei Tzur, na Cisjordânia ocupada, e os seus corpos foram retidos, impedindo o acesso de equipas médicas. No mesmo dia, um ataque aéreo israelita contra um veículo no centro da Cidade de Gaza matou a estudante Raghad Ashour, de 18 anos, que se dirigia para realizar exames finais do ensino secundário. O exército israelita afirmou que os jovens na Cisjordânia faziam parte de um grupo que queimava pneus e lançava cocktails molotov contra o colonato, enquanto sobre o ataque em Gaza declarou ter visado um membro do braço armado do Hamas e manifestou “pesar por qualquer dano causado a pessoas não envolvidas”. Autoridades palestinianas, por sua vez, negam que os adolescentes representassem ameaça letal e denunciam a retenção dos corpos como uma violação do direito humanitário.

Os episódios inserem-se numa escalada de violência que, segundo o Ministério da Saúde palestiniano, já provocou mais de 73 mil mortos na Faixa de Gaza desde outubro de 2023, além de 1.082 palestinianos mortos na Cisjordânia no mesmo período, de acordo com uma contagem da AFP baseada em dados oficiais. A trégua em vigor desde outubro de 2025 é violada diariamente: só nas últimas 24 horas, registaram-se pelo menos cinco novos incidentes, incluindo fogo de metralhadora pesada e barragens de artilharia no leste da Cidade de Gaza. Paralelamente, grupos de colonos israelitas incendiaram veículos palestinianos na aldeia de Shuqba, a oeste de Ramallah, num contexto que a ONU classifica como níveis recorde de violência de colonos, com uma média de seis ataques diários com vítimas ou danos.

A morte de Raghad Ashour ilustra o impacto da guerra sobre a educação. Cerca de 89 mil estudantes palestinianos realizam este ano exames eletrónicos, muitos deslocados para cafés e outros locais com acesso à eletricidade e à internet, após três anos sem aulas presenciais regulares. Ashour, filha de um mártir e única filha dos pais, foi atingida quando se deslocava para um desses centros de exame. O cerco israelita mantém restrições severas à circulação de pessoas e bens, agravando a crise humanitária. Na Cisjordânia, o bloqueio de equipas médicas no local da morte dos adolescentes repetiu um padrão que organizações de direitos humanos consideram uma tentativa de ocultar provas de uso excessivo da força.

Na perspetiva de Brasília e de Lisboa, que reconhecem os colonatos como ilegais à luz do direito internacional, a expansão dos assentamentos e a violência conexa constituem obstáculos à solução de dois Estados. A comunidade internacional, incluindo os países lusófonos, tem reiterado apelos à contenção, mas o Conselho de Segurança da ONU permanece dividido. No terreno, não há perspetivas de desescalada imediata: as operações militares israelitas prosseguem na Cisjordânia, com novas detenções e buscas, enquanto a frágil trégua em Gaza é posta à prova por ataques aéreos e disparos quase diários. Os exames nacionais palestinianos continuam sob ameaça, e as famílias das vítimas aguardam a devolução dos corpos retidos.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 2 idiomas

44%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa árabe Levante-MagrebeImprensa europeia continental
Imprensa árabe Levante-Magrebe
IndignaçãoAlarme

As forças de ocupação israelenses mataram a tiros dois adolescentes palestinos perto de um assentamento ilegal e bombardearam um carro em Gaza, matando uma estudante que ia fazer os exames finais. A frágil trégua está desmoronando sob os massacres diários, enquanto os soldados retêm os corpos dos jovens mortos. O número de mortos já passa de 73.000 e o mundo continua em silêncio.

Imprensa europeia continental
DistanciamentoPragmatismo

Três palestinos foram mortos em ataques israelenses em Gaza nas últimas 24 horas, incluindo uma estudante de 18 anos. O exército israelense lamentou qualquer dano causado a pessoas não envolvidas. Muitas vítimas continuam presas sob os escombros, inacessíveis às equipes de resgate.

Artigos relacionados

Ler mais
Últimas notícias
Ação da SpaceX cai abaixo do preço de estreia após perder quase um bilião de dólares·México busca pleno de vitórias, Marrocos disputa topo do grupo na rodada final·Senado dos EUA aprova resolução que exige fim da guerra com o Irão, em revés simbólico para Trump·Luto afasta Deschamps do comando da França em jogo decisivo do Grupo I no Mundial de 2026·Ciberataque à Tata Electronics expõe dados de projetos da Apple e Tesla·Tráfego no Estreito de Ormuz atinge máximo desde o início da guerra, mas Irão reivindica controlo permanente·Panteonização de Marc Bloch: Macron critica 'espírito de derrota' em cerimônia com recados políticos·Rússia avalia importação de combustíveis e proibição de exportação de diesel após ataques ucranianos·Ação da SpaceX cai abaixo do preço de estreia após perder quase um bilião de dólares·México busca pleno de vitórias, Marrocos disputa topo do grupo na rodada final·Senado dos EUA aprova resolução que exige fim da guerra com o Irão, em revés simbólico para Trump·Luto afasta Deschamps do comando da França em jogo decisivo do Grupo I no Mundial de 2026·Ciberataque à Tata Electronics expõe dados de projetos da Apple e Tesla·Tráfego no Estreito de Ormuz atinge máximo desde o início da guerra, mas Irão reivindica controlo permanente·Panteonização de Marc Bloch: Macron critica 'espírito de derrota' em cerimônia com recados políticos·Rússia avalia importação de combustíveis e proibição de exportação de diesel após ataques ucranianos·
Atualizado 21:172 idiomas · 3 veículos
AnteriorDefesa e SegurançaPróximo
3 veículos|2 idiomas|3 min de leitura
segunda-feira, 22 de junho de 2026

Adolescentes mortos na Cisjordânia e estudante em Gaza agravam tensão no conflito

Forças israelitas abateram dois jovens palestinianos perto de um colonato e um ataque aéreo em Gaza matou uma aluna a caminho de exames, enquanto a violência dos colonos aumenta.

Dois adolescentes palestinianos, de 15 e 19 anos, foram mortos a tiro por soldados israelitas junto ao colonato de Karmei Tzur, na Cisjordânia ocupada, e os seus corpos foram retidos, impedindo o acesso de equipas médicas. No mesmo dia, um ataque aéreo israelita contra um veículo no centro da Cidade de Gaza matou a estudante Raghad Ashour, de 18 anos, que se dirigia para realizar exames finais do ensino secundário. O exército israelita afirmou que os jovens na Cisjordânia faziam parte de um grupo que queimava pneus e lançava cocktails molotov contra o colonato, enquanto sobre o ataque em Gaza declarou ter visado um membro do braço armado do Hamas e manifestou “pesar por qualquer dano causado a pessoas não envolvidas”. Autoridades palestinianas, por sua vez, negam que os adolescentes representassem ameaça letal e denunciam a retenção dos corpos como uma violação do direito humanitário.

Os episódios inserem-se numa escalada de violência que, segundo o Ministério da Saúde palestiniano, já provocou mais de 73 mil mortos na Faixa de Gaza desde outubro de 2023, além de 1.082 palestinianos mortos na Cisjordânia no mesmo período, de acordo com uma contagem da AFP baseada em dados oficiais. A trégua em vigor desde outubro de 2025 é violada diariamente: só nas últimas 24 horas, registaram-se pelo menos cinco novos incidentes, incluindo fogo de metralhadora pesada e barragens de artilharia no leste da Cidade de Gaza. Paralelamente, grupos de colonos israelitas incendiaram veículos palestinianos na aldeia de Shuqba, a oeste de Ramallah, num contexto que a ONU classifica como níveis recorde de violência de colonos, com uma média de seis ataques diários com vítimas ou danos.

A morte de Raghad Ashour ilustra o impacto da guerra sobre a educação. Cerca de 89 mil estudantes palestinianos realizam este ano exames eletrónicos, muitos deslocados para cafés e outros locais com acesso à eletricidade e à internet, após três anos sem aulas presenciais regulares. Ashour, filha de um mártir e única filha dos pais, foi atingida quando se deslocava para um desses centros de exame. O cerco israelita mantém restrições severas à circulação de pessoas e bens, agravando a crise humanitária. Na Cisjordânia, o bloqueio de equipas médicas no local da morte dos adolescentes repetiu um padrão que organizações de direitos humanos consideram uma tentativa de ocultar provas de uso excessivo da força.

Na perspetiva de Brasília e de Lisboa, que reconhecem os colonatos como ilegais à luz do direito internacional, a expansão dos assentamentos e a violência conexa constituem obstáculos à solução de dois Estados. A comunidade internacional, incluindo os países lusófonos, tem reiterado apelos à contenção, mas o Conselho de Segurança da ONU permanece dividido. No terreno, não há perspetivas de desescalada imediata: as operações militares israelitas prosseguem na Cisjordânia, com novas detenções e buscas, enquanto a frágil trégua em Gaza é posta à prova por ataques aéreos e disparos quase diários. Os exames nacionais palestinianos continuam sob ameaça, e as famílias das vítimas aguardam a devolução dos corpos retidos.

Divergência das fontes

Defesa e Segurança · 3 veículos · 2 idiomas

44%Média

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Neutro33%
Crítico67%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 2 idiomas

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa árabe Levante-MagrebeImprensa europeia continental
Imprensa árabe Levante-Magrebe
IndignaçãoAlarme

As forças de ocupação israelenses mataram a tiros dois adolescentes palestinos perto de um assentamento ilegal e bombardearam um carro em Gaza, matando uma estudante que ia fazer os exames finais. A frágil trégua está desmoronando sob os massacres diários, enquanto os soldados retêm os corpos dos jovens mortos. O número de mortos já passa de 73.000 e o mundo continua em silêncio.

Imprensa europeia continental
DistanciamentoPragmatismo

Três palestinos foram mortos em ataques israelenses em Gaza nas últimas 24 horas, incluindo uma estudante de 18 anos. O exército israelense lamentou qualquer dano causado a pessoas não envolvidas. Muitas vítimas continuam presas sob os escombros, inacessíveis às equipes de resgate.

Esta notícia apareceu em

3 veículos · 2 idiomas

Artigos relacionados

Esporte

Ronaldo responde a Messi com recorde de seis Mundiais a marcar e Portugal goleia Uzbequistão

14 idiomas · 101 veículos

Geopolítica & Política

Senado dos EUA aprova resolução que exige fim da guerra com o Irão, em revés simbólico para Trump

11 idiomas · 36 veículos

Esporte

Luto afasta Deschamps do comando da França em jogo decisivo do Grupo I no Mundial de 2026

11 idiomas · 20 veículos

Ler mais