
Vozinha, o herói de Cabo Verde, pode juntar-se a Messi no Inter Miami
Após brilhar no Mundial 2026 e ficar livre no mercado, o guarda-redes de 40 anos é alvo do clube norte-americano e de equipas brasileiras.
O empate a zero com a Espanha, na estreia de Cabo Verde em Mundiais, transformou o guarda-redes Vozinha num fenómeno global. Aos 40 anos, Josimar José Évora Dias defendeu sete remates, garantiu o primeiro ponto da história do país na competição e viu o número de seguidores no Instagram disparar de 57 mil para mais de 15 milhões em poucos dias. A exibição frente aos campeões europeus, seguida de oito defesas na eliminação diante da Argentina (3-2, após prolongamento), fizeram do veterano uma das figuras do torneio alargado a 48 seleções.
A trajetória do guardião começou num campo de pedra e gravilha no bairro da Ribeira Bote, no Mindelo, ilha de São Vicente. O antigo treinador de guarda-redes Teo Baldo recorda um adolescente focado, que só tinha dificuldades nas bolas altas. O apelido Vozinha — 'netinho' em crioulo — nasceu da ligação ao avô materno, com quem cresceu. Depois de passagens por Angola, Moldávia, Chipre e Eslováquia, o guarda-redes chegou ao Chaves, da II Liga portuguesa, onde cumpriu 51 jogos até ao fim do contrato, a 1 de julho. Na perspetiva de Lisboa, a sua maturidade e o estilo de vida regrado — não fuma nem bebe — explicam a longevidade invulgar.
A condição de agente livre despertou o interesse de vários mercados. O Inter Miami, clube da MLS que já conta com Lionel Messi e Luis Suárez, acompanha o jogador, segundo a imprensa desportiva portuguesa. Do Brasil, Avaí e Atlético Goianiense, da Série B, fizeram contactos formais. A possibilidade de partilhar o balneário com o argentino, poucas semanas depois de o defrontar no Mundial, adensa o fascínio em torno do destino do guarda-redes. Observadores em Brasília notam que a contratação de um veterano sem custos de transferência se enquadra na estratégia de vários clubes brasileiros para a segunda metade da temporada.
O desempenho de Vozinha insere-se num Mundial em que os guarda-redes assumiram protagonismo invulgar. Unai Simón (Espanha), Jordan Pickford (Inglaterra) e Eloy Room (Curaçau) também foram decisivos, enquanto seleções como Cabo Verde, Irão e RD Congo contrariaram a lógica dos favoritos. O torneio alargado, questionado antes do arranque, revelou competitividade acrescida. Agora, o guardião cabo-verdiano avalia propostas. A decisão, esperada para os próximos dias, definirá se o 'netinho' do Mindelo rumará à MLS, ao Brasil ou a outro destino, fechando um capítulo improvável que começou entre pedras vulcânicas.
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Vozinha, a revelação da Copa, tem o mundo aos seus pés. Ele escolhe entre o sonho de jogar com Messi ou o carinho do Brasil.
A narrativa amplifica o fascínio de jogar ao lado de Messi e a vantagem financeira de uma transferência gratuita, tornando a escolha ao mesmo tempo glamorosa e pragmática.
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A Copa do Mundo de 2026 provou que torneios expandidos podem produzir futebol de qualidade, e os goleiros foram os heróis não celebrados. Vozinha é apenas um exemplo de como pequenas nações podem brilhar.
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