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Crime e Desastressábado, 27 de junho de 2026

Venezuela restringe acesso a La Guaira após sismos; voluntários terão de se registar

Governo exige cadastro no Poliedro de Caracas para entrar na zona mais devastada, enquanto equipas internacionais reforçam buscas e a ONU estima 50 mil desaparecidos.

O acesso ao estado de La Guaira, o mais atingido pelos terremotos de quarta-feira no norte da Venezuela, foi restringido a partir das 20h00 locais desta sexta-feira. Segundo o ministro do Interior, Diosdado Cabello, apenas pessoas com funções atribuídas poderão circular na região, e todos os voluntários deverão inscrever-se previamente no centro de registo instalado no Poliedro de Caracas, onde receberão um código QR ou, no caso dos motociclistas, um colete de identificação.

O balanço oficial mais recente aponta para pelo menos 920 mortos e mais de 3.300 feridos, mas as projeções da Organização das Nações Unidas indicam que cerca de 50 mil pessoas permanecem desaparecidas. Equipas de resgate de vários países já operam no terreno, e o chefe do contingente chileno, Nadiomar Polanco, afirmou à AFP que o colapso de edifícios é total e as probabilidades de encontrar sobreviventes são reduzidas. Nas primeiras horas após os abalos, grande parte do socorro foi assegurada por civis, que se organizaram para transportar mantimentos e escavar escombros, perante a escassez de meios oficiais.

As autoridades justificam a restrição com a necessidade de desobstruir as vias para ambulâncias e equipas especializadas e de evitar riscos de saúde pública devido à decomposição dos corpos. Contudo, a medida gerou tensão: durante uma visita à zona afetada, a presidente encarregada, Delcy Rodríguez, foi vaiada por moradores que gritavam “o governo não está a fazer nada pelo povo”, segundo relatos da AFP. Nas redes sociais, circulam testemunhos de que a Guarda Nacional estaria a bloquear o acesso a localidades como El Junquito, impedindo a entrega de ajuda.

Na perspetiva de Brasília, o governo brasileiro enviou uma aeronave com 44 especialistas em busca e resgate urbano e 12 toneladas de equipamento, e prevê para sábado o envio de um hospital de campanha da Marinha. Equipas de El Salvador, México, Espanha, Suíça, Colômbia e Estados Unidos, entre outros, já se encontram no terreno, enquanto contingentes da Alemanha, Países Baixos e Itália estão a caminho. As operações prosseguem, mas as autoridades locais sublinham que o balanço de vítimas é ainda provisório e que a prioridade continua a ser a localização de desaparecidos.

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Venezuela restringe acesso a La Guaira após sismos; voluntários terão de se registar

Governo exige cadastro no Poliedro de Caracas para entrar na zona mais devastada, enquanto equipas internacionais reforçam buscas e a ONU estima 50 mil desaparecidos.

O acesso ao estado de La Guaira, o mais atingido pelos terremotos de quarta-feira no norte da Venezuela, foi restringido a partir das 20h00 locais desta sexta-feira. Segundo o ministro do Interior, Diosdado Cabello, apenas pessoas com funções atribuídas poderão circular na região, e todos os voluntários deverão inscrever-se previamente no centro de registo instalado no Poliedro de Caracas, onde receberão um código QR ou, no caso dos motociclistas, um colete de identificação.

O balanço oficial mais recente aponta para pelo menos 920 mortos e mais de 3.300 feridos, mas as projeções da Organização das Nações Unidas indicam que cerca de 50 mil pessoas permanecem desaparecidas. Equipas de resgate de vários países já operam no terreno, e o chefe do contingente chileno, Nadiomar Polanco, afirmou à AFP que o colapso de edifícios é total e as probabilidades de encontrar sobreviventes são reduzidas. Nas primeiras horas após os abalos, grande parte do socorro foi assegurada por civis, que se organizaram para transportar mantimentos e escavar escombros, perante a escassez de meios oficiais.

As autoridades justificam a restrição com a necessidade de desobstruir as vias para ambulâncias e equipas especializadas e de evitar riscos de saúde pública devido à decomposição dos corpos. Contudo, a medida gerou tensão: durante uma visita à zona afetada, a presidente encarregada, Delcy Rodríguez, foi vaiada por moradores que gritavam “o governo não está a fazer nada pelo povo”, segundo relatos da AFP. Nas redes sociais, circulam testemunhos de que a Guarda Nacional estaria a bloquear o acesso a localidades como El Junquito, impedindo a entrega de ajuda.

Na perspetiva de Brasília, o governo brasileiro enviou uma aeronave com 44 especialistas em busca e resgate urbano e 12 toneladas de equipamento, e prevê para sábado o envio de um hospital de campanha da Marinha. Equipas de El Salvador, México, Espanha, Suíça, Colômbia e Estados Unidos, entre outros, já se encontram no terreno, enquanto contingentes da Alemanha, Países Baixos e Itália estão a caminho. As operações prosseguem, mas as autoridades locais sublinham que o balanço de vítimas é ainda provisório e que a prioridade continua a ser a localização de desaparecidos.

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