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Defesa e Segurançasábado, 27 de junho de 2026

Ucrânia atinge fábrica militar em Volgogrado e anuncia ofensiva de 40 dias

Kiev intensifica ataques de longo alcance contra infraestrutura bélica russa, enquanto Moscovo mantém bombardeios a cidades ucranianas e surgem sinais de contactos diplomáticos indiretos.

A Ucrânia confirmou, na madrugada de sábado, um ataque com mísseis de fabrico próprio contra o complexo industrial Titan-Barrikady, em Volgogrado, no sudoeste da Rússia. O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que os mísseis FP-5 Flamingo atingiram «com sucesso» a unidade, que produz sistemas de artilharia e componentes para lançadores de mísseis, incluindo os utilizados nos sistemas Iskander-M. O governador da região de Volgogrado reconheceu danos em instalações produtivas e confirmou dez feridos, sem identificar a empresa visada. O ataque insere-se numa campanha de 40 dias aprovada por Zelensky, a primeira com um horizonte temporal público, destinada a aumentar a pressão sobre Moscovo para pôr fim à guerra.

Na perspetiva de Kiev, a ofensiva de longo alcance visa degradar a capacidade militar russa e transferir os custos do conflito para o interior do território adversário. O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) reivindicou ainda um segundo ataque, no espaço de um mês, contra a estação de bombagem de petróleo de Vtorovo, na região de Vladimir, a leste de Moscovo, que abastece a capital russa. Observadores em Lisboa e Brasília notam que a intensificação dos ataques a infraestruturas energéticas e industriais ocorre num momento em que a Rússia mantém bombardeamentos quase diários contra cidades ucranianas. Na última semana, segundo Zelensky, a Rússia disparou cerca de 1400 drones, 1500 bombas aéreas guiadas e 19 mísseis contra 15 regiões da Ucrânia, causando mortos e danos em zonas residenciais de Dnipropetrovsk, Sumy e Zaporíjia.

Do lado russo, o Ministério da Defesa anunciou a tomada da aldeia de Novoskeliuvate, na região de Dnipropetrovsk, uma alegação não verificada de forma independente. Autoridades pró-russas em Horlivka, na região de Donetsk, reportaram a morte de uma civil num ataque ucraniano. A escalada de ações militares coincide com sinais de movimentação diplomática. Zelensky declarou ter transmitido uma proposta de paz a «amigos de Putin», sem especificar os destinatários, e apelou a que a Rússia «dê o passo em direção à paz». O presidente russo, Vladimir Putin, reuniu-se entretanto com o homólogo bielorrusso, Alexander Lukashenko, que afirmara ter recebido representantes ucranianos em Minsk. Apesar dos contactos, Putin reiterou que as negociações só podem avançar nos termos já enunciados por Moscovo, que incluem a retirada ucraniana de territórios que a Rússia não controla totalmente.

A União Europeia propôs prolongar até março de 2028 a proteção temporária dos refugiados ucranianos, ao mesmo tempo que limita o acesso de homens em idade de combate que não tenham autorização para sair da Ucrânia. A medida reflete a avaliação, partilhada em capitais europeias, de que o conflito se prolongará. Na Crimeia, as autoridades impostas por Moscovo decretaram estado de emergência regional devido a perturbações económicas e à escassez de combustível, consequência dos ataques ucranianos. O estado-maior ucraniano sublinhou que a fábrica de Volgogrado é um alvo legítimo por produzir equipamento usado em ataques contra cidades ucranianas, enquanto Moscovo descreve as suas ações como operações militares contra infraestruturas de defesa. O dossier permanece sem perspetiva de cessar-fogo, com ambas as partes a consolidarem posições no terreno e a testarem os limites da retaliação de longo alcance.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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O presidente ucraniano reivindicou um ataque bem-sucedido contra uma fábrica militar em Volgogrado usando mísseis de produção nacional. Enquanto isso, ataques mútuos causaram vítimas de ambos os lados, com raides russos matando civis nas regiões de Dnipropetrovsk e Sumy, e um ataque ucraniano em Horlivka resultando em uma morte.

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As forças ucranianas atacaram uma fábrica de mísseis em Volgogrado, que Zelensky descreveu como um alvo legítimo que produz armas usadas contra a Ucrânia. Durante a noite, ataques russos mataram dois civis na Ucrânia, enquanto um ataque ucraniano em Horlivka causou uma morte, segundo as autoridades locais.

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sábado, 27 de junho de 2026

Ucrânia atinge fábrica militar em Volgogrado e anuncia ofensiva de 40 dias

Kiev intensifica ataques de longo alcance contra infraestrutura bélica russa, enquanto Moscovo mantém bombardeios a cidades ucranianas e surgem sinais de contactos diplomáticos indiretos.

A Ucrânia confirmou, na madrugada de sábado, um ataque com mísseis de fabrico próprio contra o complexo industrial Titan-Barrikady, em Volgogrado, no sudoeste da Rússia. O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que os mísseis FP-5 Flamingo atingiram «com sucesso» a unidade, que produz sistemas de artilharia e componentes para lançadores de mísseis, incluindo os utilizados nos sistemas Iskander-M. O governador da região de Volgogrado reconheceu danos em instalações produtivas e confirmou dez feridos, sem identificar a empresa visada. O ataque insere-se numa campanha de 40 dias aprovada por Zelensky, a primeira com um horizonte temporal público, destinada a aumentar a pressão sobre Moscovo para pôr fim à guerra.

Na perspetiva de Kiev, a ofensiva de longo alcance visa degradar a capacidade militar russa e transferir os custos do conflito para o interior do território adversário. O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) reivindicou ainda um segundo ataque, no espaço de um mês, contra a estação de bombagem de petróleo de Vtorovo, na região de Vladimir, a leste de Moscovo, que abastece a capital russa. Observadores em Lisboa e Brasília notam que a intensificação dos ataques a infraestruturas energéticas e industriais ocorre num momento em que a Rússia mantém bombardeamentos quase diários contra cidades ucranianas. Na última semana, segundo Zelensky, a Rússia disparou cerca de 1400 drones, 1500 bombas aéreas guiadas e 19 mísseis contra 15 regiões da Ucrânia, causando mortos e danos em zonas residenciais de Dnipropetrovsk, Sumy e Zaporíjia.

Do lado russo, o Ministério da Defesa anunciou a tomada da aldeia de Novoskeliuvate, na região de Dnipropetrovsk, uma alegação não verificada de forma independente. Autoridades pró-russas em Horlivka, na região de Donetsk, reportaram a morte de uma civil num ataque ucraniano. A escalada de ações militares coincide com sinais de movimentação diplomática. Zelensky declarou ter transmitido uma proposta de paz a «amigos de Putin», sem especificar os destinatários, e apelou a que a Rússia «dê o passo em direção à paz». O presidente russo, Vladimir Putin, reuniu-se entretanto com o homólogo bielorrusso, Alexander Lukashenko, que afirmara ter recebido representantes ucranianos em Minsk. Apesar dos contactos, Putin reiterou que as negociações só podem avançar nos termos já enunciados por Moscovo, que incluem a retirada ucraniana de territórios que a Rússia não controla totalmente.

A União Europeia propôs prolongar até março de 2028 a proteção temporária dos refugiados ucranianos, ao mesmo tempo que limita o acesso de homens em idade de combate que não tenham autorização para sair da Ucrânia. A medida reflete a avaliação, partilhada em capitais europeias, de que o conflito se prolongará. Na Crimeia, as autoridades impostas por Moscovo decretaram estado de emergência regional devido a perturbações económicas e à escassez de combustível, consequência dos ataques ucranianos. O estado-maior ucraniano sublinhou que a fábrica de Volgogrado é um alvo legítimo por produzir equipamento usado em ataques contra cidades ucranianas, enquanto Moscovo descreve as suas ações como operações militares contra infraestruturas de defesa. O dossier permanece sem perspetiva de cessar-fogo, com ambas as partes a consolidarem posições no terreno e a testarem os limites da retaliação de longo alcance.

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O presidente ucraniano reivindicou um ataque bem-sucedido contra uma fábrica militar em Volgogrado usando mísseis de produção nacional. Enquanto isso, ataques mútuos causaram vítimas de ambos os lados, com raides russos matando civis nas regiões de Dnipropetrovsk e Sumy, e um ataque ucraniano em Horlivka resultando em uma morte.

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PragmatismoDistanciamento

As forças ucranianas atacaram uma fábrica de mísseis em Volgogrado, que Zelensky descreveu como um alvo legítimo que produz armas usadas contra a Ucrânia. Durante a noite, ataques russos mataram dois civis na Ucrânia, enquanto um ataque ucraniano em Horlivka causou uma morte, segundo as autoridades locais.

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