
RD Congo e Uzbequistão decidem em Atlanta a última vaga do Grupo K no Mundial
Com apenas um ponto a separar as duas seleções, o confronto deste sábado define quem segue com chances de avançar aos 32 avos de final como um dos melhores terceiros colocados.
O Mercedes‑Benz Stadium, em Atlanta, recebe na noite deste sábado (27) um duelo que carrega a urgência de quem não pode mais tropeçar. RD Congo e Uzbequistão entram em campo pela terceira rodada do Grupo K do Mundial de 2026 sabendo que só a vitória interessa — um empate elimina ambos. Os congoleses, com um ponto, dependem apenas de si para chegar aos quatro pontos e se colocarem em posição sólida na tabela dos melhores terceiros. Já os uzbeques, ainda zerados e com saldo de gol de -7, precisam de um triunfo elástico e de uma combinação de resultados em outros grupos para manterem vivo o sonho da classificação inédita.
A campanha das duas equipes até aqui explica o cenário de vida ou morte. A RD Congo, em sua primeira participação em 52 anos, surpreendeu na estreia ao arrancar um empate por 1 a 1 com Portugal — o primeiro ponto e o primeiro gol de sua história em Copas. Na segunda jornada, a organização defensiva montada por Sébastien Desabre voltou a funcionar, mas um gol de Daniel Muñoz deu a vitória à Colômbia por 1 a 0. O treinador francês já sinalizou que abandonará o esquema com cinco defensores para adotar uma postura mais ofensiva, com Cédric Bakambu e Yoane Wissa como referências no ataque. “Sabemos o que precisamos fazer para avançar”, afirmou Desabre, em declaração reproduzida pela imprensa da Ásia Central.
O Uzbequistão, estreante absoluto e primeiro país da Ásia Central a disputar um Mundial, chega a Atlanta depois de duas derrotas pesadas: 3 a 1 para a Colômbia e 5 a 0 para Portugal. Fabio Cannavaro, técnico italiano que comanda a equipe, reconheceu as fragilidades defensivas — oito gols sofridos em dois jogos —, mas prometeu uma atuação “de entrega total”. A esperança uzbeque passa pelos pés do capitão Eldor Shomurodov e do jovem Abbosbek Fayzullaev, responsável pelo único gol da seleção na competição. Na perspetiva de Lisboa, onde se acompanha com atenção o desempenho das seleções africanas de expressão lusófona, a solidez congolesa é vista como o fator de desequilíbrio diante de um adversário que ainda não encontrou equilíbrio entre os setores.
A matemática da classificação é simples, mas cruel. Com a Colômbia já garantida e Portugal muito bem encaminhado, a terceira vaga do grupo — seja direta, seja via repescagem dos terceiros colocados — passa obrigatoriamente por este jogo. Uma vitória simples coloca a RD Congo com quatro pontos, pontuação que historicamente costuma bastar para avançar. Já o Uzbequistão, mesmo que vença, ficará com apenas três pontos e dependerá de uma improvável combinação de tropeços alheios, além de precisar reverter o saldo negativo. Para o público lusófono, a partida terá transmissão ao vivo pela CazéTV no YouTube, permitindo que Brasil e Portugal acompanhem um confronto que pode marcar a despedida de uma das sensações do torneio ou a redenção de uma estreante em busca de seu primeiro triunfo mundialista.
O apito final em Atlanta definirá não apenas o destino imediato de congoleses e uzbeques, mas também o adversário que cruzará o caminho de alguma seleção já classificada nos 32 avos de final. Enquanto a RD Congo tenta escrever um capítulo inédito em sua história futebolística, o Uzbequistão luta para que sua primeira participação não termine sem um ponto sequer. O desfecho, qualquer que seja, terá impacto direto na configuração da fase eliminatória que se avizinha.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A imprensa do Sudeste Asiático enquadra a partida como um duelo de vida ou morte para as duas seleções, com RD Congo e Uzbequistão precisando vencer para manter vivas as esperanças de avançar aos 32 avos de final. A narrativa concentra-se na pressão imediata e na promessa do técnico Cannavaro de dar tudo, ao mesmo tempo que fornece detalhes de transmissão que sinalizam o interesse regional pelo destino do azarão asiático.
A imprensa latino-americana enquadra a partida como um confronto decisivo para a fase de grupos, destacando a pequena diferença de pontos e os caminhos de classificação ainda abertos para ambos. Ressaltam o retorno da RD Congo após 52 anos e seu histórico empate contra Portugal, enquanto descrevem o Uzbequistão como uma equipe ainda sem pontos, mas não totalmente fora da disputa. O tom é de um observador distanciado que registra os fatos com um toque de simpatia pela façanha africana.
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