
Coreia do Sul mobiliza caças após incursão de aviões chineses e russos na sua zona de defesa aérea
Seul detetou mais de dez aeronaves militares na KADIZ, mas Pequim descreve a operação como patrulha estratégica de rotina.
A Coreia do Sul enviou caças como medida de precaução depois de mais de dez aeronaves militares da China e da Rússia terem entrado, no sábado, na sua Zona de Identificação de Defesa Aérea (KADIZ), sobre os mares do Leste e do Sul. Segundo o Estado-Maior Conjunto sul-coreano, os aparelhos foram detetados antes de penetrarem na zona e abandonaram-na sem violar o espaço aéreo soberano. A incursão, que incluiu bombardeiros e caças, levou ao destacamento de jatos da Força Aérea para fazer face a qualquer eventualidade, embora Seul não tenha reportado incidentes.
Pequim confirmou que as forças aéreas dos dois países realizaram uma “patrulha aérea estratégica conjunta” sobre o mar do Japão, o mar da China Oriental e o Pacífico ocidental, sublinhando que a operação demonstrou “determinação e capacidade para defender conjuntamente a paz e a estabilidade regionais”. Moscovo não comentou diretamente o episódio, mas o Ministério da Defesa chinês enquadrou-o como a 11.ª patrulha do género desde 2019. No início de junho, o Presidente russo, Vladimir Putin, afirmara que a cooperação militar com a China é tradicional e não está ligada a acontecimentos políticos mundiais, descrevendo os dois países como “aliados naturais”.
Uma zona de identificação de defesa aérea não constitui espaço aéreo soberano, mas sim uma área tampão onde os Estados pedem que aeronaves estrangeiras se identifiquem para evitar confrontos acidentais. A notificação prévia não é legalmente exigida, embora seja uma prática esperada. A repetição destas incursões sem aviso — em dezembro de 2025, nove aparelhos chineses e russos entraram na KADIZ, suscitando protestos formais de Seul e “séria preocupação” de Tóquio — é interpretada por analistas em capitais da região como um teste aos tempos de resposta e um sinal de coordenação operacional entre as duas potências.
Na perspetiva de Brasília, o adensar da parceria sino-russa no Indo-Pacífico é acompanhado com atenção, dado o peso de ambos os países nos BRICS e o interesse brasileiro na estabilidade das rotas marítimas globais. Observadores em Lisboa notam que o episódio ilustra a crescente militarização de espaços aéreos contíguos a zonas económicas exclusivas, um tema sensível para Estados costeiros. Até ao momento, Seul não anunciou se voltará a apresentar queixas formais, mas o historial recente sugere que a via diplomática será acionada junto das representações chinesa e russa.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Caças chineses e russos entraram brevemente na zona de identificação de defesa aérea da Coreia do Sul, causando alarme. Seul enviou caças, mas as aeronaves partiram sem incidentes e sem violar o espaço aéreo territorial.
Aviões militares russos e chineses fizeram uma incursão na zona de defesa aérea da Coreia do Sul, aumentando a tensão fronteiriça. Seul mobilizou caças por precaução, mas as aeronaves deixaram a zona sem violar o espaço aéreo soberano.
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