
Russell conquista pole na Áustria sob bandeira amarela e gera controvérsia
Britânico da Mercedes supera as Ferraris em volta final polémica após acidente de Verstappen; comissários validam o tempo e Antonelli lamenta erro de avaliação.
George Russell assegurou a quarta pole position da temporada no Grande Prémio da Áustria com um desfecho que incendiou o paddock de Spielberg. O piloto da Mercedes cravou 1m06s113 já sob bandeira amarela provocada pelo acidente de Max Verstappen na penúltima curva, batendo Charles Leclerc por 0,236 segundos e Lewis Hamilton por 0,295 segundos. A direção de prova anotou a possível infração, mas decidiu não abrir investigação formal, confirmando a primeira posição para a corrida deste domingo.
A volta decisiva expôs leituras distintas do regulamento. Russell reduziu a velocidade no setor sinalizado — uma bandeira amarela simples, e não dupla —, perdeu cerca de um décimo e meio e ainda assim superou as duas Ferraris, cujos mecânicos já festejavam a pole provisória de Leclerc. “Levantei o pé, foi uma bandeira simples, está tudo certo”, defendeu o britânico. Já o seu companheiro de equipa, o líder do campeonato Kimi Antonelli, abortou a volta ao interpretar a sinalização como dupla, caindo para o quarto posto. “Foi um erro meu”, admitiu o italiano, que vê a vantagem na tabela estacionar nos 50 pontos sobre Russell.
Na imprensa italiana, a frustração tingiu as análises. O team principal da Ferrari, Frédéric Vasseur, questionou a escolha de apenas uma bandeira amarela após um acidente que exigiu a entrada do carro médico, mas preferiu não alimentar polémicas. Já os diários britânicos sublinharam a frieza de Russell, que chegou a ouvir de Toto Wolff um seco “apenas conduz” quando esteve à beira da eliminação na Q2. Observadores em Espanha e na América Latina destacaram o contraste com a sanção aplicada a Franco Colapinto em Barcelona por uma situação semelhante, reacendendo o debate sobre a consistência das decisões dos comissários.
O brasileiro Gabriel Bortoleto repetiu o 12.º lugar da grelha de Barcelona, superando o companheiro Nico Hülkenberg na Audi, mas sem conseguir furar o Q3. Sergio Pérez, com a Cadillac, larga em 19.º, enquanto Fernando Alonso, com a Aston Martin, ocupa a penúltima posição, a quase três segundos da ponta. A grelha coloca Russell na frente de uma perseguição cerrada: Leclerc e Hamilton partem logo atrás, com Antonelli e Verstappen na segunda fila, num cenário que promete embaralhar a luta pelo título.
Com a oitava pole consecutiva da Mercedes na temporada, a corrida de domingo, às 10h de Brasília, surge como teste decisivo para a recuperação de Russell, que não vence desde a abertura do campeonato na Austrália. A Ferrari, embalada pela vitória de Hamilton em Barcelona, mostra ritmo de corrida capaz de ameaçar a hegemonia das Flechas de Prata, enquanto Antonelli tenta limitar danos após o erro de avaliação que lhe custou a primeira fila.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A imprensa latino-americana foca nas dificuldades de seus pilotos: Colapinto sofre com um carro que parece desconectado e a nova asa dianteira não traz melhorias, enquanto Varrone larga em último na F2. A decepção com o desempenho ofusca a briga na frente entre Russell e Antonelli.
A imprensa atlântica ressalta o desempenho oportuno de Russell: ao cravar a melhor volta no último treino, ele encerra a supremacia de Antonelli na sexta e retoma o ímpeto após uma série sem vitórias desde a Austrália.
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