
Cabo Verde faz história e Uruguai cai; 28 seleções já estão nas 32as de final
Estreante Cabo Verde empata sem gols e avança, enquanto Espanha vence Uruguai, que está eliminado; formato inédito com 48 equipas define primeiros duelos da fase a eliminar.
O desfecho do Grupo H na madrugada deste sábado (27) selou a eliminação precoce do Uruguai e inscreveu o nome de Cabo Verde na história do futebol. A seleção africana, estreante em Mundiais, segurou um empate sem golos com a Arábia Saudita em Austin, no Texas, e garantiu o segundo lugar da chave, atrás da Espanha, que bateu os uruguaios por 1-0 com golo de Alex Baena. O resultado deixou o Uruguai, orientado por Marcelo Bielsa, com apenas dois pontos, insuficientes para figurar entre os oito melhores terceiros colocados — condição que exige, no mínimo, três pontos. Pela primeira vez, uma nação com menos de 600 mil habitantes avança à fase a eliminar de um Campeonato do Mundo.
A confirmação das vagas de Espanha e Cabo Verde elevou para 28 o número de seleções já apuradas para as 32as de final, restando apenas quatro lugares a serem preenchidos nos últimos jogos da fase de grupos. O formato expandido, que estreia nesta edição com 48 participantes, classifica os dois primeiros de cada um dos 12 grupos e os oito melhores terceiros. A matemática da competição também assegurou, de forma antecipada, a passagem de equipas como Inglaterra, Portugal, Gana, Egito e Paraguai, todas com quatro pontos, um pecúlio que já não pode ser ultrapassado pelos terceiros colocados dos grupos A, C, H e I. Na perspetiva de Brasília, o Brasil, que venceu o seu grupo, já sabe que enfrentará o Japão na ronda inaugural do mata-mata, enquanto observadores em Lisboa notam que Portugal, também apurado, aguarda a definição do adversário entre Gana, Senegal ou Colômbia, dependendo da sua posição final no Grupo L.
A jornada africana no torneio ganha contornos expressivos. Além de Cabo Verde, já estão nos 32as Marrocos, África do Sul, Costa do Marfim, Egito e Gana, podendo o Senegal e a Argélia juntar-se ao lote nas próximas horas. Na África lusófona, a classificação cabo-verdiana é recebida como um feito que transcende o desporto, ecoando a resiliência de um arquipélago que, com três empates consecutivos, conseguiu a proeza de avançar sem vencer qualquer partida. O adversário seguinte será a Argentina de Lionel Messi, atual campeã, num duelo que, para analistas do continente, expõe a desigualdade de recursos, mas também o simbolismo de um pequeno país insular a medir forças com uma potência do futebol.
Entre os confrontos já definidos para as 32as de final, destacam-se ainda Brasil-Japão, Países Baixos-Marrocos, África do Sul-Canadá e Estados Unidos-Bósnia e Herzegovina. A anfitriã México, a Suíça, a Alemanha, a França e a Colômbia também figuram entre as seleções que carimbaram o passaporte. O Uruguai, por sua vez, torna-se uma das baixas mais sonantes da competição, repetindo a eliminação precoce de 2022 e juntando-se a nomes como Arábia Saudita, Tunísia, Iraque, Panamá, Catar, Chéquia, Haiti e Curaçau, todos já fora do torneio.
Os últimos quatro bilhetes serão conhecidos até ao final deste domingo (28), quando se encerram os grupos J, K e L. A fase a eliminar arranca de imediato, a 28 de junho, e culminará na final de 20 de julho, em Nova Iorque. Para já, a certeza de que o Mundial de 2026 já produziu a sua primeira grande surpresa e redefiniu o mapa das nações que sonham com o troféu.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A Copa do Mundo de 2026 expandida inaugura sua primeira fase eliminatória com 32 equipes, uma mudança histórica. A classificação de Cabo Verde é celebrada como um marco, enquanto a eliminação do Uruguai é apontada como uma das maiores surpresas do torneio. O foco permanece na lista atualizada de classificados e nas vagas restantes.
As nações africanas estão a marcar presença no Mundial alargado, com seis equipas já apuradas para os 16 avos de final. A histórica qualificação de Cabo Verde e a progressão precoce do Gana são motivos de orgulho continental. A forte exibição do continente sinaliza uma mudança na dinâmica do futebol global.
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