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Crime e Desastressábado, 27 de junho de 2026

Incêndio recorde no Utah força evacuações e proíbe fogos de artifício; Colômbia combate queimadas ilegais

O maior incêndio ativo nos EUA já consumiu 290 km² e danificou uma estação de esqui, enquanto a América do Sul se prepara para os efeitos do El Niño.

Um incêndio florestal de grandes proporções no sul do Utah, nos Estados Unidos, forçou a retirada obrigatória de moradores e destruiu cabanas e parte da estação de esqui Eagle Point, no condado de Beaver. O fogo, batizado de Cottonwood, teve início na segunda-feira e até sexta-feira (26 de junho de 2026) já havia consumido mais de 290 quilómetros quadrados, sem qualquer contenção, segundo as autoridades florestais estaduais. Rajadas de vento de até 72 km/h impediram a utilização de meios aéreos, enquanto a fumaça era visível a centenas de quilómetros de distância, chegando ao estado do Colorado.

O governador Spencer Cox declarou estado de emergência e impôs restrições temporárias ao uso de fogos de artifício até 5 de julho, data em que se celebram os 250 anos da independência do país. A decisão surge depois de o Serviço Meteorológico Nacional ter emitido, pela primeira vez na história da sua delegação de Salt Lake City, um alerta de “Situação Particularmente Perigosa” para cinco condados do Utah — um aviso extremo habitualmente reservado a condições de tornado. As autoridades estimam que mais de 75% dos incêndios registados este ano no estado tenham origem humana, embora a causa exata do Cottonwood permaneça sob investigação.

A onda de calor e os ventos secos estenderam os alertas de bandeira vermelha a grande parte do oeste americano, do Idaho ao Arizona e Novo México. Quase 1,2 milhões de hectares arderam nos EUA desde o início do ano, um valor acima da média da última década, de acordo com o Centro Nacional Interagências de Fogos. Na perspetiva de Brasília, o agravamento dos incêndios no hemisfério norte ecoa os desafios enfrentados no Cerrado e na Amazónia durante a estação seca, onde a combinação de seca severa e ações humanas também potencia a destruição de vegetação nativa.

Na Colômbia, a Corporação Autónoma Regional de Cundinamarca (CAR) intensificou operações contra a produção ilegal de carvão vegetal a céu aberto, uma prática que, segundo a entidade, esteve na origem de 73% das emergências ambientais no ano passado. Só no primeiro semestre de 2026, foram realizadas 27 intervenções em focos de queima nos municípios de Nemocón, Soacha e Ráquira, que libertam gases altamente poluentes e representam um risco acrescido de incêndio florestal com a chegada iminente do fenómeno El Niño. Observadores em Lisboa notam que a Europa também se prepara para uma época de fogos severa, enquanto as autoridades colombianas sublinham que as queimas artesanais carecem de qualquer controlo técnico de temperatura ou oxigenação, constituindo uma ameaça permanente à qualidade do ar e à segurança hídrica da região andina.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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No oeste dos Estados Unidos, calor extremo, seca e vento estão alimentando incêndios florestais massivos. O governador de Utah declarou estado de emergência e proibiu fogos de artifício antes das celebrações de 4 de julho, enquanto o incêndio de Cottonwood se expande rapidamente. As autoridades alertam que a combinação de vegetação seca e ventos fortes cria condições excepcionalmente perigosas.

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Na Colômbia, o departamento de Cundinamarca lidera um esforço regional para se preparar para o fenômeno El Niño e proteger ecossistemas estratégicos. Enquanto isso, as autoridades ambientais intensificam as operações contra a produção ilegal de carvão vegetal a céu aberto, que frequentemente provoca incêndios florestais e degrada a qualidade do ar na savana de Bogotá.

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sábado, 27 de junho de 2026

Incêndio recorde no Utah força evacuações e proíbe fogos de artifício; Colômbia combate queimadas ilegais

O maior incêndio ativo nos EUA já consumiu 290 km² e danificou uma estação de esqui, enquanto a América do Sul se prepara para os efeitos do El Niño.

Um incêndio florestal de grandes proporções no sul do Utah, nos Estados Unidos, forçou a retirada obrigatória de moradores e destruiu cabanas e parte da estação de esqui Eagle Point, no condado de Beaver. O fogo, batizado de Cottonwood, teve início na segunda-feira e até sexta-feira (26 de junho de 2026) já havia consumido mais de 290 quilómetros quadrados, sem qualquer contenção, segundo as autoridades florestais estaduais. Rajadas de vento de até 72 km/h impediram a utilização de meios aéreos, enquanto a fumaça era visível a centenas de quilómetros de distância, chegando ao estado do Colorado.

O governador Spencer Cox declarou estado de emergência e impôs restrições temporárias ao uso de fogos de artifício até 5 de julho, data em que se celebram os 250 anos da independência do país. A decisão surge depois de o Serviço Meteorológico Nacional ter emitido, pela primeira vez na história da sua delegação de Salt Lake City, um alerta de “Situação Particularmente Perigosa” para cinco condados do Utah — um aviso extremo habitualmente reservado a condições de tornado. As autoridades estimam que mais de 75% dos incêndios registados este ano no estado tenham origem humana, embora a causa exata do Cottonwood permaneça sob investigação.

A onda de calor e os ventos secos estenderam os alertas de bandeira vermelha a grande parte do oeste americano, do Idaho ao Arizona e Novo México. Quase 1,2 milhões de hectares arderam nos EUA desde o início do ano, um valor acima da média da última década, de acordo com o Centro Nacional Interagências de Fogos. Na perspetiva de Brasília, o agravamento dos incêndios no hemisfério norte ecoa os desafios enfrentados no Cerrado e na Amazónia durante a estação seca, onde a combinação de seca severa e ações humanas também potencia a destruição de vegetação nativa.

Na Colômbia, a Corporação Autónoma Regional de Cundinamarca (CAR) intensificou operações contra a produção ilegal de carvão vegetal a céu aberto, uma prática que, segundo a entidade, esteve na origem de 73% das emergências ambientais no ano passado. Só no primeiro semestre de 2026, foram realizadas 27 intervenções em focos de queima nos municípios de Nemocón, Soacha e Ráquira, que libertam gases altamente poluentes e representam um risco acrescido de incêndio florestal com a chegada iminente do fenómeno El Niño. Observadores em Lisboa notam que a Europa também se prepara para uma época de fogos severa, enquanto as autoridades colombianas sublinham que as queimas artesanais carecem de qualquer controlo técnico de temperatura ou oxigenação, constituindo uma ameaça permanente à qualidade do ar e à segurança hídrica da região andina.

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No oeste dos Estados Unidos, calor extremo, seca e vento estão alimentando incêndios florestais massivos. O governador de Utah declarou estado de emergência e proibiu fogos de artifício antes das celebrações de 4 de julho, enquanto o incêndio de Cottonwood se expande rapidamente. As autoridades alertam que a combinação de vegetação seca e ventos fortes cria condições excepcionalmente perigosas.

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Na Colômbia, o departamento de Cundinamarca lidera um esforço regional para se preparar para o fenômeno El Niño e proteger ecossistemas estratégicos. Enquanto isso, as autoridades ambientais intensificam as operações contra a produção ilegal de carvão vegetal a céu aberto, que frequentemente provoca incêndios florestais e degrada a qualidade do ar na savana de Bogotá.

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