
Vaibhav Sooryavanshi, 15 anos, reescreve a história com 50 em 11 bolas e agita o críquete mundial
O adolescente indiano quebrou o recorde de meio século mais rápido do críquete List A, mas ficou fora da convocatória para a série de ODIs contra a Inglaterra.
A final da série triangular em Dambulla, no Sri Lanka, foi resolvida em menos de dez overs. Vaibhav Sooryavanshi, um esquerdino de 15 anos, entrou em campo com a Índia A e demoliu o ataque cingalês: 94 corridas em 29 bolas, com 10 fronteiras e oito seis. O meio século chegou em apenas 11 lances — 4, 4, 4, 6, 6, 0, 6, 4, 4, 6, 6 —, o mais veloz da história do críquete List A, formato que abrange todas as partidas profissionais de 50 overs. A marca anterior, do cingalês Kaushalya Weeraratne, resistia desde 2005 com 12 bolas. A Índia A ergueu o troféu com 66 corridas de vantagem, após impor 377/9 e restringir os anfitriões a 311.
A explosão surgiu depois de uma fase de grupos discreta e de um incidente na partida anterior, quando um jogador do Sri Lanka A terá dito a Sooryavanshi “isto não é a IPL”, após uma derrota indiana no Super Over. O adolescente revelou que uma conversa com o treinador Hrishikesh Kanitkar foi decisiva: “Disse-me para jogar o meu jogo natural, para não pensar demasiado”. Sooryavanshi admitiu que não sentiu pressão e, no final, fez questão de lembrar ao entrevistador que tem “muita experiência em 50 overs”, corrigindo a perceção de que seria apenas um fenómeno do T20. Observadores em Lisboa notam que a declaração, viral nas redes, soou como um recado direto aos selecionadores seniores.
A trajetória do jovem de Bihar, filho de um agricultor que vendeu as terras da família para financiar a sua formação, é uma sucessão de precocidades. Estreou-se no Ranji Trophy aos 12 anos, foi contratado pelo Rajasthan Royals na IPL aos 13 e, aos 14, tornou-se o centurião mais novo da liga. Na temporada de 2026, conquistou a Orange Cap com 776 corridas e 72 seis — superando o recorde de Chris Gayle —, além de cinco prémios individuais. Na final do Mundial Sub-19, assinou 175 corridas em 80 bolas. Analistas brasileiros sublinham que a sua ascensão comprime uma década de desenvolvimento em três anos.
A reação das franquias da IPL ao recorde foi imediata e irónica. Rajasthan Royals, Royal Challengers Bengaluru e Delhi Capitals recuperaram a frase “isto não é a IPL” nas redes sociais, celebrando a resposta do adolescente. A convocatória para a seleção principal de T20I já estava garantida, com estreia prevista para 26 de junho frente à Irlanda. Contudo, a federação indiana anunciou no mesmo dia a lista para a série de ODIs contra a Inglaterra, a partir de 14 de julho, e Sooryavanshi não foi incluído. Na perspetiva de Mumbai, a ausência surpreendeu, mas reflete a vontade de gerir a exposição de um talento ainda em formação.
O próximo capítulo está marcado para esta sexta-feira, quando Sooryavanshi poderá tornar-se o mais jovem estreante da Índia em T20I, superando Sachin Tendulkar. A exibição em Dambulla, porém, já redefiniu o que se espera de um adolescente no críquete de elite. Resta saber se o silêncio dos selecionadores de ODIs será temporário ou se o rapaz de Tajpur terá de esperar mais algum tempo para vestir a camisola azul também nos 50 overs.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O prodígio de 15 anos Vaibhav Sooryavanshi destruiu o recorde do meio século mais rápido da história do List A, chegando aos 50 em apenas 11 bolas. O feito foi celebrado como um recado aos selecionadores: o garoto não é apenas um fenômeno do T20, mas tem um sólido histórico no formato de 50 overs. As franquias da IPL reagiram com provocações irônicas, e o próprio jogador admitiu com um sorriso maroto que muitos desconhecem sua experiência em ODI.
Um perfil traçado com calma conta a ascensão do garoto de 15 anos do Bihar rural que agora torna os recordes quase banais. Seu meio século em 11 bolas, o mais rápido da história do List A, é apresentado como o capítulo mais recente de uma carreira já notável, com admiração comedida pela jornada, sem exageros.
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