
UE anuncia novas sanções contra Rússia após ataque a Kiev
Kaja Kallas propõe medidas contra entidades ligadas ao complexo militar russo, enquanto Moscou reafirma que intensificará pressão sobre a Ucrânia.
A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, anunciou que apresentará uma proposta de novas sanções contra entidades que apoiam o complexo militar-industrial russo, em resposta ao ataque de grande escala que atingiu Kiev na madrugada de quinta-feira. O bombardeamento, que segundo o Ministério da Defesa russo visou infraestruturas militares e logísticas ucranianas, provocou pelo menos 13 mortos e dezenas de feridos, de acordo com relatos da imprensa internacional. Kallas assegurou que o pessoal da União Europeia na capital ucraniana está em segurança.
Na perspetiva de Bruxelas, a nova ronda de sanções é um instrumento para aumentar o custo da guerra para Moscovo. “Só palavras de condenação não travam os ataques a Kiev”, escreveu Kallas na rede social X, sublinhando que a única via para os deter passa por “apoio militar constante à Ucrânia e pressão acrescida sobre a Rússia”. A responsável europeia recordou que, esta semana, o bloco começou a desembolsar 6 mil milhões de euros de um empréstimo de 90 mil milhões destinado a reforçar a capacidade de defesa ucraniana. A proposta de novas sanções, a ser formalizada na sexta-feira, visa alargar a lista de organizações ligadas ao setor militar-industrial russo.
Moscovo, por sua vez, enquadra a ofensiva como uma operação legítima contra alvos estratégicos. O Ministério da Defesa russo detalhou que o ataque noturno atingiu empresas do complexo industrial de defesa ucraniano, centros logísticos e instalações energéticas que alimentam a produção de armamento e drones, incluindo a fábrica “Radioniks”, responsável por sistemas de orientação de mísseis. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, reagiu ao anúncio de Kallas afirmando que a Rússia continuará a intensificar a pressão sobre o “regime de Kiev” para alcançar os seus objetivos. Na perspetiva de Moscovo, as sanções ocidentais não alterarão o curso da operação militar.
O episódio insere-se numa escalada de ataques de longo alcance e de respostas diplomáticas que, para observadores em Lisboa, evidencia o impasse negocial. Enquanto a União Europeia procura manter a pressão económica e sustentar o esforço de guerra ucraniano, capitais como Brasília têm sublinhado a necessidade de canais de diálogo, num contexto em que o ciclo de sanções e contraofensivas militares se aprofunda. A proposta de Kallas será discutida nos próximos dias pelos Estados-membros, num processo que poderá resultar na adoção de novas medidas restritivas antes do final do mês.
| Imprensa russa e CEI | −0.80 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | +0.30 | aligned |
| Imprensa iraniana e afins | −0.50 | critical |
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | −0.20 | neutral |
Russia condemns the sanctions as illegitimate and provocative, defending its right to security.
The bloc constructs a victim narrative, reversing responsibility for the strike onto Kyiv and presenting sanctions as an unjustified attack.
The bloc omits mentioning the Russian missile that struck Kyiv, focusing instead on the Western threat.
Europe acts with determination and responsibility, sanctioning those who threaten peace.
The bloc presents sanctions as a logical and proportionate response, normalizing the EU's action as defender of international order.
The bloc omits discussing economic consequences for Europe or internal criticism of sanctions' effectiveness.
Iran denounces Western double standards and stands against unilateral sanctions.
The bloc equates sanctions on Russia with US sanctions on other countries, creating a narrative of systemic hypocrisy.
The bloc omits mentioning the Russian attack on Kyiv, focusing instead on Western actions.
The Arab world looks at the Ukraine crisis from afar, focusing on its own regional priorities.
The bloc minimizes the importance of sanctions by placing them in a context of multiple crises, reducing relevance for its audience.
The bloc omits taking a stance on the Russian attack, maintaining de facto neutrality.
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