
Ucrânia ataca novamente armazéns da 'Amazon russa' e amplia campanha de drones de longo alcance
Pela segunda vez em uma semana, drones ucranianos atingiram centros logísticos da Wildberries, que Kiev acusa de abastecer o exército russo, enquanto Moscovo denuncia ataques a civis.
A Ucrânia realizou na madrugada de quarta-feira, 22 de julho de 2026, uma nova vaga de ataques com drones contra armazéns da Wildberries, a maior plataforma de comércio eletrónico da Rússia, frequentemente comparada à Amazon. As autoridades russas confirmaram que os centros logísticos em Krasnodar e Nevinnomyssk, no sul do país, foram atingidos, provocando pelo menos um morto e 15 feridos, além de grandes incêndios. O ataque ocorre quatro dias depois de uma ofensiva semelhante contra instalações da empresa em Elektrostal e Kotovsk, que matou oito trabalhadores noturnos e destruiu parcialmente as estruturas. A governadora da região de Krasnodar, Veniamin Kondratiev, reportou ainda a morte de um funcionário em Armavir devido à queda de destroços de um drone, enquanto o Ministério da Defesa russo afirmou ter abatido dezenas de aparelhos.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, justificou os ataques afirmando que os centros logísticos da Wildberries estão “envolvidos no fornecimento de componentes para drones, equipamentos de navegação e outro material” ao exército russo. Kiev sustenta que a empresa, que opera como marketplace e armazena produtos de vendedores independentes, é utilizada para adquirir bens de uso dual, como proteções balísticas e cabos de fibra ótica para pilotagem de drones. A diretora-executiva da Wildberries, Tatyana Kim, condenou os ataques, descrevendo-os como “ataques a pessoas comuns, aos nossos funcionários”, e anunciou a evacuação dos locais. O Comité de Investigação russo abriu um inquérito por “atentado terrorista”. Na perspetiva de Moscovo, os bombardeamentos deliberados a infraestruturas civis configuram uma escalada que visa semear o pânico na população.
Analistas em Bruxelas e Washington interpretam a ofensiva como um alargamento da estratégia ucraniana de golpear a retaguarda logística e económica da Rússia, forçando o Kremlin a desviar recursos e a sentir o custo da guerra no quotidiano dos cidadãos. A Wildberries representa cerca de 8,5% do PIB russo em vendas digitais, segundo o vice-primeiro-ministro Alexander Novak, e os ataques recentes terão comprometido 7% da capacidade logística do grupo, com prejuízos estimados em centenas de milhões de euros. Fontes próximas do Kremlin indicaram à agência Bloomberg que Moscovo abandonou a disposição de devolver territórios ocupados nas regiões de Sumy e Kharkiv como parte de um eventual acordo de paz, endurecendo a sua posição após o colapso de entendimentos informais alcançados na cimeira de Anchorage com os EUA. A Rússia planeia agora manter essas áreas como zonas-tampão, ao mesmo tempo que prossegue a ofensiva para controlar totalmente a região de Donetsk.
O dossier insere-se numa intensificação mais ampla das hostilidades. No mesmo dia, Zelenskyy anunciou ataques a um depósito de petróleo, a um navio-tanque e a quatro cargueiros da “frota sombra” russa nos mares Negro e de Azov, enquanto Moscovo bombardeou infraestruturas portuárias em Odessa e Chornomorsk. A ONU reportou um aumento de 37% nas vítimas civis no primeiro semestre de 2026. Em paralelo, os Estados Unidos aprofundam a cooperação na produção de drones navais: a empresa norte-americana ReconCraft assinou um memorando com a ucraniana Uforce para fabricar centenas de embarcações Magura em solo americano. A Ucrânia substituiu ainda o comandante-chefe das Forças Armadas, nomeando o major-general Mykhailo Drapatyi, conhecido pela aposta na inovação tecnológica. Não há sinal de negociações iminentes, e são esperados novos ataques de parte a parte.
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.20 | neutral |
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| Imprensa israelense | 0.00 | neutral |
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
Ukraine legitimately strikes Wildberries warehouses because they supply the Russian army, disrupting the enemy war machine.
The bloc normalizes targeting civilian infrastructure by presenting the retailer as an integral part of the military supply chain, thus justifying civilian casualties as unintended but acceptable.
The bloc omits any doubt about the accuracy of Ukraine's claim that Wildberries supplies the army, and does not explore the possibility that the attacks may be indiscriminate or violate international law.
The attack on Wildberries warehouses is a Ukrainian strategic move to hit Russian logistics, to be evaluated in terms of effectiveness and costs.
The bloc adopts a clinical, cost-benefit analysis frame, treating the attack as a rational act of war, thereby sidestepping emotional or moral arguments.
The bloc omits the humanitarian perspective of the civilian workers and the broader impact on Russian consumers, focusing solely on strategic calculus.
Huge fires and smoke columns mark the Ukrainian attack on Wildberries warehouses, a hard blow to the Russian economy.
The bloc uses vivid imagery and eyewitness footage to create a sense of immediate danger and destruction, making the event more visceral than analytical.
The bloc omits detailed discussion of the military rationale or the legal implications, prioritizing the spectacle of the fire over the context.
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