
Trump defende nova Copa nos EUA sem México e Canadá, e Infantino classifica Mundial de 2026 como 'maior evento da humanidade'
Em receção na Trump Tower, presidente dos EUA sugere candidatura solo para 2038 e revela ideia de coorganização com a China; dirigente da FIFA atribui sucesso do torneio à administração Trump.
A poucas horas da final entre Espanha e Argentina, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, protagonizaram uma receção na Trump Tower, em Nova Iorque, na qual foram lançadas as bases para uma eventual nova candidatura norte-americana à organização do Campeonato do Mundo. Trump afirmou que os EUA deveriam voltar a acolher o torneio, mas "desta vez sem o México e o Canadá", e revelou que Infantino lhe sugeriu uma coorganização com a China, com "voos curtos entre os jogos". O dirigente da FIFA, por seu lado, classificou o Mundial de 2026 como "o maior evento humano, social e cultural que a humanidade alguma vez testemunhou" e atribuiu o êxito diretamente à administração Trump.
As declarações foram recebidas com leituras distintas consoante a região. Na perspetiva de analistas europeus, a sugestão de excluir os coparceiros norte-americanos é vista como um gesto de afirmação unilateral que ecoa a retórica da administração Trump em matéria de política externa. Observadores latino-americanos, em particular no México, interpretaram a proposta como um sinal de desconsideração pelos compromissos tripartidos que viabilizaram a edição de 2026. Já a imprensa do Médio Oriente destacou a menção à China como um possível aceno a uma nova geometria de poder no desporto global, ainda que a ideia tenha sido apresentada em tom de brincadeira.
O evento reavivou ainda a controvérsia em torno da suspensão do cartão vermelho ao avançado norte-americano Folarin Balogun. Trump confirmou ter telefonado a Infantino para manifestar o seu desacordo com a expulsão, após o que a FIFA suspendeu a pena disciplinar, permitindo ao jogador alinhar nos oitavos de final. A decisão, considerada invulgar por juristas desportivos, gerou críticas em várias capitais e levou o Comité Olímpico Internacional a pronunciar-se sobre a neutralidade política da FIFA, embora sem sanções. Fontes diplomáticas em Washington sublinham que a presença de Trump na final e a sua intervenção no caso Balogun se inserem numa estratégia de utilização dos grandes eventos desportivos como palco político, num momento de queda nas sondagens.
O Mundial de 2026, o primeiro com 48 seleções e organizado a três, bateu recordes de assistência, com mais de 6,6 milhões de espetadores nos estádios e uma ocupação de 99,7%. A próxima edição disponível para candidatura é a de 2038, uma vez que 2030 já foi atribuída a Espanha, Portugal e Marrocos (com jogos inaugurais na Argentina, Paraguai e Uruguai) e 2034 à Arábia Saudita. Pelas regras de rotação da FIFA, a América do Norte estará elegível para 2038, mas a concorrência deverá ser intensa. A final de domingo, com Trump a entregar o troféu, encerrará um torneio que, segundo Infantino, "uniu o mundo", mas que deixa em aberto a questão sobre o grau de interferência política no futebol global.
| Imprensa latino-americana | −0.40 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | 0.00 | neutral |
| Imprensa europeia continental | −0.20 | neutral |
| Imprensa do Sudeste Asiático | 0.00 | neutral |
A América Latina denuncia a exclusão do México e do Canadá como um ato de arrogância dos EUA.
Ao enfatizar a exclusão do México e do Canadá, apela à identidade regional e a um sentimento de queixa.
Omite a referência a uma possível Copa do Mundo conjunta com a China, que aparece em outros blocos.
O Irã vê a proposta de Trump com ceticismo, considerando-a mais um sinal da hegemonia dos EUA.
Ao relatar a proposta sem comentários diretos, mas em um contexto de outras notícias críticas, insinua a natureza unilateral da ação.
Não menciona a sugestão de uma Copa do Mundo conjunta com a China, que aparece em outros blocos.
A Europa analisa a proposta de Trump como um movimento político que pode desestabilizar a cooperação internacional no futebol.
Ao contextualizar a proposta na geopolítica do futebol, apresenta-a como um risco para a governança global do esporte.
Não menciona a possibilidade de uma Copa do Mundo conjunta com a China, que aparece na imprensa do sudeste asiático.
O Sudeste Asiático leva a proposta de Trump com humor, destacando sua natureza informal e pouco séria.
Ao destacar o tom brincalhão de Trump, minimiza a seriedade da proposta e evita uma análise aprofundada.
Omite qualquer reação crítica da América Latina ou análise geopolítica, focando apenas no aspecto leve.
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