
Trump ameaça Irã com mil mísseis e destruição total em caso de atentado
Presidente dos EUA diz que deixou instruções para bombardear Teerão ‘a níveis nunca vistos’ se for assassinado, enquanto cessar-fogo colapsa e tensões no Golfo Pérsico se agravam.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado que mil mísseis estão “prontos e apontados” para a República Islâmica do Irão e que as Forças Armadas norte-americanas receberam ordens para, durante um período de um ano prorrogável, “dizimar e destruir completamente todas as áreas do Irão” caso Teerão execute ou tente executar um atentado contra a sua vida. A declaração, publicada na rede Truth Social e reforçada em entrevista ao New York Post, surge depois de o funeral do antigo líder supremo iraniano, Ali Khamenei — morto em bombardeamentos conjuntos dos EUA e de Israel no final de fevereiro — ter sido palco de apelos públicos ao assassinato de Trump, com cartazes e cânticos de “morte à América”.
Na perspetiva de Washington, a ameaça presidencial insere-se numa escalada mais ampla: a administração Trump declarou terminado o cessar-fogo bilateral, embora tenha aceitado prosseguir conversações a pedido de Teerão, e exige que o Irão garanta publicamente a livre navegação no Estreito de Ormuz, depois de ataques iranianos a três navios mercantes terem desencadeado uma nova vaga de bombardeamentos norte-americanos contra infraestruturas militares iranianas e retaliações de Teerão contra o Bahrein, a Jordânia, o Kuwait e o Qatar. Fontes dos serviços de informação israelitas, citadas por meios norte-americanos, indicam que Israel partilhou com os EUA informações sobre um alegado novo plano iraniano para matar Trump; contudo, agências de inteligência dos EUA mantêm ceticismo quanto à materialidade da ameaça, e alguns analistas em Telavive e Washington avaliam que a divulgação pode ter como objetivo influenciar a decisão de Trump sobre a intensificação da ação militar contra o Irão.
Do lado iraniano, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, afirmou que o país “manteve a sua palavra” no acordo de cessar-fogo e acusou os EUA de violarem o memorando de entendimento assinado em junho, que previa a manutenção do statu quo nuclear e a não imposição de novas sanções. A retórica oficial em Teerão, amplificada durante as cerimónias fúnebres de Khamenei, insiste no direito à vingança pela morte do general Qasem Soleimani em 2020 e do próprio líder supremo, ao mesmo tempo que o novo comandante da Guarda Revolucionária, Ahmad Vahidi, é apontado como um dos defensores da linha dura que preconiza atingir Trump. O Irão rejeita ainda a exigência de declarar o Estreito de Ormuz uma via internacional, reivindicando o controlo da passagem e o direito de cobrar taxas aos navios, o que contraria décadas de precedentes.
A crise tem implicações diretas para a segurança marítima e os mercados energéticos globais. Analistas em Lisboa e em Brasília alertam que a perturbação do tráfego no Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de um quinto do petróleo mundial, pode gerar volatilidade nos preços dos combustíveis e afetar economias exportadoras como a angolana e a brasileira, além de pressionar os custos de importação na Europa. A fragilidade do memorando de entendimento, que previa um caminho de 60 dias para um acordo definitivo, é agravada pela proximidade das eleições intercalares nos EUA, que, segundo observadores em Bruxelas, reduz a margem para compromissos diplomáticos de longo prazo.
Enquanto mediadores do Qatar se deslocam a Teerão para tentar salvar o diálogo, o dossiê permanece em aberto. A administração Trump condiciona a desescalada a uma garantia pública iraniana sobre Ormuz, e Teerão insiste no cumprimento mútuo do memorando. A próxima ronda de contactos indiretos, ainda sem data confirmada, será decisiva para evitar que a troca de ameaças se transforme num conflito regional alargado.
| Imprensa iraniana e afins | −0.70 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | 0.00 | neutral |
| Imprensa russa e CEI | 0.00 | neutral |
Iran dismisses Trump's accusations as baseless and denounces his bellicose rhetoric as a dangerous provocation.
It uses the technique of discrediting: Trump's statements are labeled as 'claims' and 'rhetoric', denying them any factual basis and reducing them to mere propaganda.
The context of the Iranian threat to Trump, including previous attacks and tensions after the killing of Soleimani, which could justify his concerns, is omitted.
The Arab world takes note of Trump's threats but highlights his denial of Israeli intelligence, maintaining a cautious and skeptical stance.
It adopts a skeptical balancing: reporting both the threat and the denial, creating ambiguity about the plot's credibility and downplaying the alarm.
The detail that Trump left specific instructions for an unprecedented attack is omitted, focusing instead on the denial of the plot.
Russia reports the facts without taking a stance, merely quoting Trump's words and mentioning his security concerns.
It uses detached reporting: the account lacks evaluative adjectives, relies on direct quotes, and refrains from any interpretation.
Any analysis of geopolitical implications or Iranian reactions is omitted, keeping the focus solely on Trump's statements.
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