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Geopolítica & Políticasábado, 4 de julho de 2026

Trump afirma que Netanyahu 'sabe quem manda' e suspende conversas com Irão por funeral de Khamenei

Visita de Netanyahu à Casa Branca está prevista para breve, enquanto Washington e Teerão suspendem as conversações durante as cerimónias fúnebres de Khamenei.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou no sábado que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, lhe pediu um encontro na Casa Branca e que este “sabe quem é o patrão”. A declaração, feita numa entrevista ao site Axios, surgiu horas depois de os dois líderes terem acordado uma reunião “em breve”, num telefonema em que Netanyahu felicitou Trump pelos 250 anos da independência norte-americana. Segundo fontes israelitas, o encontro poderá ocorrer após a cimeira da NATO na Turquia, nos dias 7 e 8 de julho, embora ainda não haja data confirmada. Em paralelo, Trump anunciou que Washington e Teerão suspenderam as negociações por uma semana, durante as cerimónias fúnebres do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, morto numa operação militar conjunta EUA-Israel no início do ano.

Apesar do tom cordial, o relacionamento entre os dois aliados tem sido marcado por atritos nos bastidores. Conselheiros próximos de Trump consideram que Netanyahu “estava errado em tudo”, de acordo com um responsável norte-americano citado pelo Axios. No mês passado, durante uma conversa telefónica, Trump classificou o líder israelita como “louco” e “ingrato”, criticando a escalada militar israelita no Líbano, que ameaçava as negociações com o Irão. A tensão reflete divergências estratégicas: enquanto a administração Trump procura concluir um acordo com Teerão para estabilizar a região e baixar os preços dos combustíveis antes das eleições legislativas, o governo de Netanyahu enfrenta pressões internas para demonstrar uma vitória militar contra o Irão e o Hezbollah.

Sobre as negociações com o Irão, Trump afirmou que os iranianos “estão a implorar por um acordo” e que ambas as partes concordaram com um cessar-fogo temporário. “Eles estão todos lá. Um tiro e podemos acabar com eles, mas não o faremos porque depois não teríamos com quem negociar”, disse. O presidente norte-americano admitiu ainda ter ficado surpreendido com as multidões em luto durante o funeral de Khamenei, pois acreditava que a população odiava o regime. Fontes da imprensa iraniana, como o Donya-e Eqtesad, ecoam a notícia da suspensão das conversações e sublinham que uma nova ronda de negociações está prevista para 11 de julho no Paquistão, onde serão discutidos o programa nuclear, sanções e fundos iranianos congelados.

Em Brasília, o governo acompanha com atenção os desdobramentos, que podem influenciar o mercado energético global e a estabilidade do Médio Oriente. Lisboa, enquanto membro da NATO, observa a cimeira na Turquia e o papel de Trump na aliança. Para Netanyahu, o encontro na Casa Branca tem ainda uma dimensão eleitoral: as sondagens mostram-no atrás dos adversários para as legislativas de outubro, e a reaproximação com Washington pode reforçar a sua imagem de estadista. A próxima etapa conhecida é a ronda negocial de 11 de julho, que testará a capacidade de Washington e Teerão retomarem o diálogo após o luto oficial iraniano.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Israeli media report Trump's statement in a measured tone, noting that Netanyahu requested the meeting but that the timing is uncertain. Some articles recall recent tensions between the two leaders, without openly condemning Trump's words. The emphasis is on the possible visit and bilateral relations.

Imprensa iraniana e afins/ Regime
IndignaçãoVitimismo

Iranian media portray Trump's statement as an act of arrogance, placing it within the context of the funeral ceremonies for the supreme leader. The tone is condemnatory, with references to the 'Zionist regime' and American manipulation. The grief of the Iranian people and the suspension of talks as a sign of respect are highlighted.

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sábado, 4 de julho de 2026

Trump afirma que Netanyahu 'sabe quem manda' e suspende conversas com Irão por funeral de Khamenei

Visita de Netanyahu à Casa Branca está prevista para breve, enquanto Washington e Teerão suspendem as conversações durante as cerimónias fúnebres de Khamenei.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou no sábado que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, lhe pediu um encontro na Casa Branca e que este “sabe quem é o patrão”. A declaração, feita numa entrevista ao site Axios, surgiu horas depois de os dois líderes terem acordado uma reunião “em breve”, num telefonema em que Netanyahu felicitou Trump pelos 250 anos da independência norte-americana. Segundo fontes israelitas, o encontro poderá ocorrer após a cimeira da NATO na Turquia, nos dias 7 e 8 de julho, embora ainda não haja data confirmada. Em paralelo, Trump anunciou que Washington e Teerão suspenderam as negociações por uma semana, durante as cerimónias fúnebres do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, morto numa operação militar conjunta EUA-Israel no início do ano.

Apesar do tom cordial, o relacionamento entre os dois aliados tem sido marcado por atritos nos bastidores. Conselheiros próximos de Trump consideram que Netanyahu “estava errado em tudo”, de acordo com um responsável norte-americano citado pelo Axios. No mês passado, durante uma conversa telefónica, Trump classificou o líder israelita como “louco” e “ingrato”, criticando a escalada militar israelita no Líbano, que ameaçava as negociações com o Irão. A tensão reflete divergências estratégicas: enquanto a administração Trump procura concluir um acordo com Teerão para estabilizar a região e baixar os preços dos combustíveis antes das eleições legislativas, o governo de Netanyahu enfrenta pressões internas para demonstrar uma vitória militar contra o Irão e o Hezbollah.

Sobre as negociações com o Irão, Trump afirmou que os iranianos “estão a implorar por um acordo” e que ambas as partes concordaram com um cessar-fogo temporário. “Eles estão todos lá. Um tiro e podemos acabar com eles, mas não o faremos porque depois não teríamos com quem negociar”, disse. O presidente norte-americano admitiu ainda ter ficado surpreendido com as multidões em luto durante o funeral de Khamenei, pois acreditava que a população odiava o regime. Fontes da imprensa iraniana, como o Donya-e Eqtesad, ecoam a notícia da suspensão das conversações e sublinham que uma nova ronda de negociações está prevista para 11 de julho no Paquistão, onde serão discutidos o programa nuclear, sanções e fundos iranianos congelados.

Em Brasília, o governo acompanha com atenção os desdobramentos, que podem influenciar o mercado energético global e a estabilidade do Médio Oriente. Lisboa, enquanto membro da NATO, observa a cimeira na Turquia e o papel de Trump na aliança. Para Netanyahu, o encontro na Casa Branca tem ainda uma dimensão eleitoral: as sondagens mostram-no atrás dos adversários para as legislativas de outubro, e a reaproximação com Washington pode reforçar a sua imagem de estadista. A próxima etapa conhecida é a ronda negocial de 11 de julho, que testará a capacidade de Washington e Teerão retomarem o diálogo após o luto oficial iraniano.

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Israeli media report Trump's statement in a measured tone, noting that Netanyahu requested the meeting but that the timing is uncertain. Some articles recall recent tensions between the two leaders, without openly condemning Trump's words. The emphasis is on the possible visit and bilateral relations.

Imprensa iraniana e afins/ Regime
IndignaçãoVitimismo

Iranian media portray Trump's statement as an act of arrogance, placing it within the context of the funeral ceremonies for the supreme leader. The tone is condemnatory, with references to the 'Zionist regime' and American manipulation. The grief of the Iranian people and the suspension of talks as a sign of respect are highlighted.

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