
Tráfego em Ormuz desaba após EUA e Irã retomarem ataques; trégua colapsa
Apenas dois petroleiros cruzaram o estreito na manhã de quinta-feira, enquanto Washington e Teerã trocavam novas ofensivas e mediadores tentavam reativar o diálogo.
O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz sofreu uma redução drástica nesta quinta-feira, com apenas dois navios-tanque a cruzar a via estratégica nas primeiras horas do dia, segundo dados das plataformas Kpler e LSEG. A paralisação ocorre após dois dias consecutivos de bombardeios dos Estados Unidos contra alvos militares iranianos — cerca de 170 no total — e da retaliação de Teerã com ataques a infraestruturas americanas no Golfo Pérsico e mísseis balísticos contra a Jordânia. O movimento representa o colapso da trégua firmada em meados de junho e inverte a recuperação parcial observada nas últimas semanas, quando a média diária de travessias chegou a 40 embarcações, ainda muito abaixo das 125 a 140 registadas antes do conflito.
A perspetiva de Washington, expressa por um oficial sob anonimato ao site Axios, é de que a ofensiva serve como uma “pequena lição” e continuará até que o Irã cesse os ataques a navios comerciais. O Comando Central dos EUA afirmou que as ações visam degradar a capacidade iraniana de ameaçar a navegação civil. Do lado iraniano, a Marinha da Guarda Revolucionária declarou que os bombardeios americanos interromperam a reabertura gradual do estreito e advertiu que qualquer nova intervenção provocará uma “resposta esmagadora”. A força sustenta que o trânsito havia recuperado para cerca de 50% dos níveis pré-guerra e que a travessia só será permitida a embarcações autorizadas pelas autoridades iranianas. O negociador-chefe do Irã, Mohammad Ghalibaf, afirmou que Ormuz será “reaberto” nos termos de Teerã.
A queda abrupta do tráfego reflete uma perceção de risco elevada entre armadores e seguradoras. Corretoras marítimas como a Clarksons e analistas da Rystad Energy apontam que a confiança na rota se desfez com a nova escalada. O preço do barril de petróleo Brent disparou mais de 7%, ultrapassando os 79 dólares, e as principais bolsas europeias e asiáticas registaram perdas. A Organização Marítima Internacional instou os operadores a não exporem os cerca de 6 mil marítimos ainda retidos no Golfo a perigos desnecessários. Muitos navios desligaram os transponders, dificultando o rastreamento, e a rota ao largo de Omã, usada por embarcações sem vínculo com o Irã, foi praticamente abandonada após os ataques a três petroleiros no início da semana.
O Estreito de Ormuz, por onde transitava cerca de 20% do petróleo e gás comercializados globalmente antes da guerra iniciada em 28 de fevereiro, permanece no centro de uma disputa de soberania. O Irã controla a costa norte e exige reconhecimento internacional da sua autoridade sobre a via. Mediadores do Paquistão e do Catar tentam reconduzir as partes à mesa de negociações, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, decretou o fim do cessar-fogo mas manteve a porta aberta a novas conversas. Observadores em Lisboa e Brasília acompanham com preocupação o impacto sobre os preços dos combustíveis e a estabilidade dos mercados emergentes. A expectativa, segundo analistas do setor marítimo, é de volatilidade prolongada até que um entendimento concreto entre Washington e Teerã seja alcançado.
| Imprensa latino-americana | −0.10 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa do Golfo árabe | −0.20 | neutral |
| Imprensa indiana e sul-asiática | −0.30 | critical |
Iran accuses the United States of sabotaging the reopening of the Strait, while Washington promises to strike until Tehran desists. Traffic has collapsed, but Tehran claims control.
Presents the opposing statements of Iran and the US without independent verification, creating an apparent balance that favors the Iranian narrative of traffic control.
Does not mention that shipping data contradict Iranian claims of restored control.
The Arab Gulf sounds the alarm: the collapse of Hormuz traffic threatens the global economy and route security. Shipowners and insurers are on alert.
Uses data from monitoring firms and quotes from economic sources to amplify the sense of urgency and systemic impact, without taking sides in the conflict.
India and South Asia expose Iranian propaganda: data show the Strait is effectively blocked, despite Tehran's statements.
Directly compares official Iranian statements with objective shipping data, creating an unmasking effect that undermines Tehran's credibility.
Does not report US threats to intensify attacks, which would provide context for Iranian actions.
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