
Tráfego aéreo dispara em Marrocos e na América Latina; diásporas ganham novos instrumentos financeiros
Marrocos regista quase 19 milhões de passageiros no semestre, Argentina atinge recorde e Brasil consolida polo logístico offshore, enquanto Índia e Marrocos lançam mecanismos para captar poupança das suas comunidades no exterior.
O movimento comercial nos aeroportos marroquinos atingiu 18,83 milhões de passageiros no primeiro semestre de 2026, uma subida homóloga de 8,83%, segundo o gabinete nacional de aeroportos (ONDA). O tráfego internacional, que representa 89% do total, cresceu 8,86%, impulsionado pelo mercado europeu, que superou os 14 milhões de viajantes. Casablanca-Mohammed V manteve a liderança com 5,76 milhões de passageiros, seguida de perto por Marraquexe-Menara, que registou um avanço de 10,41% para 5,64 milhões. As ligações com a América do Sul dispararam 34,3%, ainda que a partir de uma base reduzida, enquanto o tráfego com o Médio e Extremo Oriente recuou 5,66%.
Na América Latina, o transporte aéreo também acelerou. A Argentina contabilizou 24,57 milhões de passageiros no semestre, um máximo histórico, com um crescimento de 1% face a 2025, sustentado pela política de Céus Abertos do governo Milei e pela expansão de rotas low-cost. Dados da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA) mostram que, em maio, o tráfego regional subiu 2,7% para 38,7 milhões de passageiros, com destaque para o Panamá (+15,7%) e a Colômbia (+5,5%). No Brasil, o mercado doméstico ajudou a compensar a retração nas rotas para os EUA, enquanto o tráfego internacional argentino cresceu 8,1%, contrastando com a queda de 12,1% no segmento interno.
A aviação também serve de suporte a cadeias industriais estratégicas. No estado do Rio de Janeiro, o aeroporto de Maricá consolidou-se como novo polo logístico do pré-sal, transportando 69 mil trabalhadores offshore em 2024, um salto de 396% em dois anos. O heliporto Farol de São Tomé, principal base do setor, movimentou 980 mil passageiros no período, 90% deles vinculados à indústria de petróleo e gás. O programa macrorregional que monitoriza estes fluxos, conduzido pelo Ibama, revela uma reorganização das rotas operacionais, com Macaé a perder 19% do movimento, enquanto Maricá ganha protagonismo.
Paralelamente à mobilidade física, governos lançam instrumentos para captar a poupança das diásporas. O banco central da Índia (RBI) autorizou depósitos em moeda estrangeira para não residentes (FCNR-B) com taxas até 7,5% em dólares, ao cobrir os custos de cobertura cambial dos bancos. A medida visa reforçar as reservas externas num momento de pressão sobre a rupia. Em Marrocos, as remessas dos emigrantes ultrapassaram 122 mil milhões de dirhams em 2025, mas apenas 10% se dirigem ao investimento produtivo. Observadores em Rabat assinalam que o reino estuda mecanismos para canalizar estes fluxos para setores além do imobiliário, num contexto de debate sobre a liberalização efetiva dos preços e a concorrência interna.
O próximo marco a acompanhar será a divulgação dos dados consolidados do segundo semestre pela ONDA e pela ANAC, que permitirão avaliar se a trajetória de crescimento se mantém perante a desaceleração pontual em algumas rotas extrarregionais. No plano financeiro, a adesão aos novos depósitos em moeda estrangeira e a eventual criação de veículos de investimento para a diáspora marroquina darão indicações sobre a eficácia destas políticas de atração de capital.
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | +0.80 | aligned |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | +0.70 | aligned |
Marrocos celebra o seu recorde de tráfego aéreo nacional, com quase 19 milhões de passageiros em seis meses, impulsionado pelos aeroportos de Casablanca e Marrakech.
O bloco constrói credibilidade ao focar exclusivamente em dados nacionais, apresentando o crescimento como um sucesso isolado sem comparações internacionais.
Omite os números da Argentina, que superam os de Marrocos, para manter a ênfase na conquista nacional.
A Argentina reivindica um recorde de 24,5 milhões de passageiros no primeiro semestre, enquanto a América Latina mostra uma recuperação de 2,7% em maio.
O bloco legitima sua narrativa combinando o recorde nacional argentino com dados regionais, criando uma imagem de liderança continental.
Não menciona Marrocos, o outro país destacado como ponta de lança, para focar na primazia argentina e regional.
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