
Espanha vence Argentina na prorrogação e conquista o Mundial 2026, marcado por inédito show de intervalo
A final no MetLife Stadium teve o primeiro espetáculo musical da história das Copas, com Madonna, BTS, Shakira e Justin Bieber, enquanto a Espanha garantiu o título com gol de Ferran Torres.
A Espanha conquistou o seu segundo título mundial ao derrotar a Argentina por 1-0 na final do Mundial 2026, disputada no MetLife Stadium, em Nova Jérsia. O golo solitário foi apontado por Ferran Torres aos 106 minutos, já no prolongamento, quebrando um empate sem golos que persistira durante o tempo regulamentar. A seleção espanhola, orientada por Luis de la Fuente, dominou a posse de bola e criou as melhores oportunidades, enquanto a campeã em título argentina, liderada por Lionel Messi, resistiu com uma defesa aguerrida até ao desfecho. A vitória impede que a Argentina se tornasse a primeira seleção a repetir o título desde o Brasil em 1962 e encerra um ciclo de quatro anos sob a hegemonia albiceleste.
O jogo ficou igualmente marcado pelo primeiro espetáculo de intervalo da história dos Mundiais. A pausa prolongou-se por 27 minutos, muito além dos 15 regulamentares, para acomodar uma atuação de 11 minutos com curadoria de Chris Martin, vocalista dos Coldplay. Madonna abriu o espetáculo ao som de 'Music', conduzida num veículo pelas lendas brasileiras Ronaldo e Ronaldinho. Seguiram-se os BTS com 'Dynamite', Justin Bieber numa versão acústica de 'Everything Hallelujah', e Shakira com Burna Boy a interpretar 'Dai Dai', o hino oficial do torneio. Os Marretas, o maestro Gustavo Dudamel e um coro infantil completaram um alinhamento que incluiu ainda uma homenagem a Pelé nos ecrãs do estádio.
As reações ao espetáculo dividiram-se. Na imprensa britânica, o antigo internacional Wayne Rooney classificou-o como "uma porcaria", enquanto comentadores europeus questionaram o impacto da pausa alargada no rendimento dos jogadores. Já os meios de comunicação social brasileiros realçaram a presença de Ronaldo e Ronaldinho e a evocação de Pelé, lida como um tributo à primeira Copa disputada após a morte do Rei. Na Ásia, a participação dos BTS dominou as manchetes, com destaque para o facto de o grupo ter atuado poucas horas depois de um concerto em Paris. Nos Estados Unidos, a comparação com o espetáculo do Super Bowl foi recorrente, com analistas a notarem que a FIFA procurava captar novas audiências.
Antes do pontapé de saída, a cerimónia de encerramento contou com as atuações de IShowSpeed, Post Malone e Swae Lee, além de um discurso do ator Tom Cruise sobre o poder unificador do futebol. Jennifer Hudson interpretou o hino norte-americano, e Robbie Williams, Nicole Scherzinger e Laura Pausini cantaram o tema oficial da FIFA. A produção, a cargo da Global Citizen, destinou as receitas ao Fundo de Educação da FIFA, com a meta de angariar 100 milhões de dólares para projetos educativos e desportivos infantis.
O Mundial de 2026, o primeiro com 48 seleções e organizado por três países, introduziu pausas para hidratação e este espetáculo de intervalo, gestos vistos por observadores europeus como um passo na "americanização" do futebol. A Espanha sucede à Argentina no trono e encerra um torneio que, dentro e fora do relvado, redefiniu as fronteiras entre o desporto e o entretenimento global.
| Imprensa latino-americana | +0.10 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.80 | aligned |
| Imprensa africana subsaariana | +0.70 | aligned |
O show de intervalo é histórico, mas o prolongamento do descanso prejudica o ritmo do jogo.
Contrapõe-se o feito histórico com o inconveniente concreto, tornando a crítica palatável.
Omite-se o propósito filantrópico do Global Citizen e a visão estratégica da FIFA.
This is a new era for football entertainment, uniting music and sport for a higher purpose of education.
They present the show as a natural evolution and a win-win for all stakeholders, universalizing the event's significance.
They omit the rule violation and the extended halftime, as well as any regional pride aspects.
This show proves African music belongs on the biggest global stages.
They personify the continent, making Burna Boy's success a collective achievement for Africa.
They omit the rule violation, the other major artists, and the Global Citizen partnership.
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