
Swiatek e Zverev impõem-se na relva; Eala faz história e Fonseca luta
A polaca Iga Swiatek e o alemão Alexander Zverev garantiram vaga na terceira ronda com exibições dominadoras, enquanto a filipina Alexandra Eala se tornou a primeira do seu país a atingir essa fase de um Grand Slam.
A campeã em título, Iga Swiatek, respondeu às lágrimas da estreia com uma atuação de autoridade: despachou a checa Karolina Pliskova por 6-1 e 6-3 em 70 minutos, num encontro que definiu como “mais um dia de trabalho”. A polaca, que não caía antes da terceira ronda de um major desde o US Open de 2019, reencontra agora a filipina Alexandra Eala, responsável pelo momento mais simbólico da jornada. Eala, 21.ª cabeça de série, superou Maya Joint por 3-6, 6-2 e 6-0 e tornou-se a primeira tenista das Filipinas a chegar à terceira eliminatória de um Grand Slam. Em Manila, a proeza é celebrada como um marco para o ténis do arquipélago, que vê na esquerdina de jogo disruptivo uma embaixadora capaz de mobilizar multidões — os adeptos filipinos fizeram filas durante a noite em Wimbledon para garantir um lugar no Court 3.
No quadro masculino, Alexander Zverev confirmou o momento de confiança que lhe deu o título em Roland Garros. O alemão, segundo favorito, cedeu apenas um tie-break a Valentin Royer (6-1, 6-3, 7-6) e assumiu a ambição de conquistar o torneio, sublinhando que “no ténis é preciso ter memória curta”. Zverev beneficia de um sorteio que o coloca na metade oposta a Jannik Sinner e Novak Djokovic, ambos em ação esta sexta-feira. Ainda na quinta-feira, o búlgaro Grigor Dimitrov, convidado e atual 146.º do ranking, reviveu os tempos de top-10 ao eliminar o checo Jakub Mensik em quatro sets, marcando um duelo de terceira ronda com o italiano Matteo Berrettini. Na Bulgária, a vitória reacendeu a esperança numa campanha profunda, doze anos depois da meia-final de 2014.
A participação britânica em singulares ficou reduzida a Arthur Fery, que derrotou Otto Virtanen e é o único representante local ainda em prova. Emma Raducanu e Jack Draper retiraram-se antes do torneio, enquanto Katie Boulter, Cameron Norrie e Katie Swan caíram nas rondas iniciais. A imprensa britânica lamenta a debandada precoce, agravada pela derrota de Swan frente a Madison Keys, e deposita em Fery a responsabilidade de evitar uma eliminação total antes da segunda semana.
Esta sexta-feira, o italiano Jannik Sinner, número um mundial, enfrenta o norte-americano Jenson Brooksby no Campo 1, depois de ter sofrido para ultrapassar Miomir Kecmanovic em cinco sets. A imprensa italiana nota a mudança do Court Central para o Campo 1 e recorda o único confronto entre ambos, vencido por Sinner em Washington, em 2021. Brooksby, 81.º do ranking, carrega uma história de superação: diagnosticado com autismo na infância, só falou aos quatro anos e cumpriu uma suspensão por doping reduzida por se ter esquecido de um controlo devido a dificuldades de concentração. No Court 2, o brasileiro João Fonseca entrou em campo pressionado: perdia por 6-3 e 6-3 para o russo Roman Safiullin, vindo do qualifying, e via ameaçada a reedição do duelo de Roland Garros com Djokovic. O sérvio, que despachou Stefanos Tsitsipas em três sets, defronta o francês Arthur Rinderknech no Court Central, enquanto Aryna Sabalenka e Naomi Osaka também procuram um lugar nos oitavos.
A jornada de sábado reserva o reencontro entre Swiatek e Eala, que em Miami 2025 protagonizaram uma das surpresas da temporada, com vitória da filipina. Para Sinner e Djokovic, o objetivo imediato é evitar sobressaltos e manter o rumo de colisão nas meias-finais. Em Brasília, a atenção divide-se entre a recuperação de Fonseca e a possibilidade de um novo capítulo na rivalidade geracional com o sérvio, caso o brasileiro consiga inverter a desvantagem.
| Imprensa latino-americana | +0.60 | aligned |
|---|---|---|
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