
Steve Clarke deixa Escócia após queda no Mundial
Treinador que recolocou os escoceses numa Copa do Mundo após 28 anos renuncia horas depois de confirmada a eliminação; federação elogia o seu legado.
A eliminação da Escócia do Mundial de 2026 foi selada na madrugada de domingo, quando a Croácia venceu Gana por 2-1 e sepultou as remotas hipóteses de classificação escocesa. Horas depois, a Federação Escocesa anunciou a saída de Steve Clarke, o treinador que reergueu a seleção ao longo de sete anos. A decisão surpreendeu: em maio, Clarke renovara o contrato até 2030, mas o fracasso em alcançar os oitavos-de-final precipitou o fim do ciclo.
A campanha no Grupo C começara com um triunfo suado por 1-0 sobre o Haiti, golo de John McGinn. Seguiram-se uma derrota por 1-0 frente a Marrocos e uma goleada de 3-0 imposta pelo Brasil, em Miami. Com três pontos e saldo de golos de -3, os escoceses ainda sonhavam com uma vaga entre os oito melhores terceiros classificados, mas as combinações de resultados noutros grupos não ajudaram. O desfecho confirmou a despedida precoce da equipa britânica, cuja única vitória em fases finais de grandes torneios, sob o comando de Clarke, acontecera diante do Haiti.
Clarke, de 62 anos, assumiu a seleção em 2019, quando a Escócia ocupava o quarto pote do ranking europeu. Sob a sua liderança, o país qualificou-se para duas Eurocopas consecutivas (2020 e 2024) e regressou a um Mundial após 28 anos de ausência. Apesar do sucesso nas eliminatórias, o rendimento nas fases finais ficou aquém do esperado. A Federação Escocesa, contudo, reconheceu os avanços “inegáveis” e a contribuição “recorde” do treinador, que deixa o cargo como o mais bem-sucedido da história da seleção.
Na carta aberta de despedida, Clarke foi emotivo: “A parte mais emocionante deste adeus é para os meus jogadores, sem os quais não teríamos as memórias que acumulámos de 2019 até agora. Eles merecem todos os elogios e a admiração que recebem, e foi uma verdadeira honra ser chamado de chefe por eles”. O presidente da federação, Ian Maxwell, agradeceu e sublinhou que os milhares de adeptos escoceses que viajaram para os Estados Unidos foram “embaixadores excecionais do nosso país e do nosso jogo”.
Para a seleção brasileira, a goleada sobre a Escócia consolidou a liderança do Grupo C e reforçou a imagem de uma equipa sólida na busca pelo hexa. Em África, a derrota de Gana frente à Croácia – que ditou a sorte escocesa – também eliminou mais um representante do continente. Em Lisboa, analistas assinalam o gesto de Clarke como um raro exemplo de responsabilidade, ao abandonar um projeto de longo prazo após um insucesso pontual. A Escócia inicia agora a procura de um sucessor, com o desafio de manter o legado construído e preparar o Europeu de 2028, coorganizado pelo Reino Unido e pela Irlanda.
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