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Esportesexta-feira, 19 de junho de 2026

Brasil sob pressão, EUA e Austrália em duelo direto: a sexta-feira que define grupos no Mundial

A segunda jornada dos Grupos C e D coloca o Brasil perante a obrigação de vencer o Haiti, enquanto Estados Unidos e Austrália disputam a liderança e a Escócia persegue um feito histórico.

A nona jornada do Mundial de 2026, disputada entre Estados Unidos, México e Canadá, concentra as atenções em quatro duelos que podem começar a desenhar os classificados para os dezasseis-avos de final. O Brasil entra em campo às 21h30 (de Brasília) no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, com a missão de apagar a imagem deixada no empate a um golo com Marrocos. No mesmo Grupo C, a Escócia, líder com três pontos, mede forças com os marroquinos às 19h, em Boston. Pelo Grupo D, o anfitrião Estados Unidos recebe a Austrália às 16h em Seattle, num confronto entre duas equipas que venceram na estreia, enquanto Turquia e Paraguai, ambos derrotados, fecham o programa à 0h em Santa Clara.

Na perspetiva de Brasília, a pressão sobre Carlo Ancelotti é o pano de fundo dominante. O treinador italiano admitiu mudanças na equipa – Danilo, Fabinho e Matheus Cunha devem ser titulares – e Neymar, ainda em recuperação de uma lesão na panturrilha, nem viajou para a Filadélfia. O adversário, o Haiti, regressou a um Mundial após 52 anos e, apesar de ocupar a 85.ª posição no ranking da FIFA, mostrou organização defensiva na derrota por 1-0 diante da Escócia. O histórico favorece largamente a Seleção: três vitórias brasileiras em três encontros, com 17 golos marcados, incluindo o 7-1 na Copa América Centenário de 2016 e o simbólico “Jogo da Paz” de 2004, disputado em Porto Príncipe durante a missão de estabilização liderada pelo Brasil. Hoje, cerca de 200 mil haitianos vivem em território brasileiro, o que acrescenta uma camada de significado ao confronto. Para o Brasil, além dos três pontos, um saldo de golos robusto é visto como essencial para disputar a liderança do grupo com a Escócia na última ronda.

O duelo entre escoceses e marroquinos carrega ambições distintas. A Escócia, que nunca superou a fase de grupos em nove participações, pode garantir a classificação inédita se vencer e o Brasil não golear o Haiti. O capitão Andrew Robertson resumiu o sentimento: “Queremos ser a primeira equipa a conseguir isso pelo nosso país”. Marrocos, semifinalista em 2022 e atual sétimo colocado no ranking mundial, chega embalado pelo empate com o Brasil e, na leitura de observadores africanos, já não é visto como surpresa, mas como uma potência consolidada, capaz de controlar o jogo e impor o seu ritmo. A presença massiva de adeptos marroquinos em Boston, com cânticos e fumo colorido, reforça a confiança de uma seleção que conta com Achraf Hakimi, Brahim Díaz e o goleiro Bono.

Em Seattle, o embate entre Estados Unidos e Austrália opõe dois líderes do Grupo D com três pontos. Os norte-americanos golearam o Paraguai por 4-1, com dois golos de Folarin Balogun, mas a dúvida recai sobre Christian Pulisic, que saiu ao intervalo da estreia com uma lesão na panturrilha esquerda e treinou de forma condicionada. A Austrália, que surpreendeu a Turquia por 2-0, alimenta a narrativa de equipa resiliente: o selecionador Tony Popovic falou em “ganhar respeito através das exibições” e o guarda-redes Patrick Beach, com nove defesas na estreia, personifica a solidez defensiva. Na análise norte-americana, o favoritismo é claro, mas o discurso de Mauricio Pochettino sublinha o perigo de uma Austrália que “acredita profundamente no que faz”. Quem vencer ficará muito próximo dos dezasseis-avos de final.

O encerramento da jornada, entre Turquia e Paraguai, coloca frente a frente duas equipas sem margem para novo deslize. Os turcos, apesar de dominarem a posse e o número de remates, caíram perante a Austrália; os paraguaios foram amplamente batidos pelos anfitriões. Uma derrota deixará qualquer um deles dependente de combinações complexas para aspirar a um lugar entre os oito melhores terceiros. A segunda ronda dos Grupos C e D promete, assim, clarificar o tabuleiro antes da jornada final, com o Brasil a tentar reencontrar o rumo, a Escócia a sonhar com a história e os coanfitriões a quererem selar a passagem em casa.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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O México já carimbou a vaga para as oitavas, mas agora as atenções se voltam para o Brasil, que após o empate frustrante com Marrocos precisa vencer o Haiti para não complicar a trajetória. Os anfitriões Estados Unidos também podem garantir a classificação com mais uma vitória.

Stampa europea continentale/ mediterranea
distaccopragmatismo

A programação de hoje da Copa do Mundo tem Estados Unidos x Austrália e Brasil x Haiti. Os americanos podem garantir a vaga com uma vitória, enquanto o Brasil busca o primeiro triunfo após o empate na estreia. As partidas serão transmitidas ao vivo em várias plataformas.

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Atualizado 16:331 idioma · 4 veículos
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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Brasil sob pressão, EUA e Austrália em duelo direto: a sexta-feira que define grupos no Mundial

A segunda jornada dos Grupos C e D coloca o Brasil perante a obrigação de vencer o Haiti, enquanto Estados Unidos e Austrália disputam a liderança e a Escócia persegue um feito histórico.

A nona jornada do Mundial de 2026, disputada entre Estados Unidos, México e Canadá, concentra as atenções em quatro duelos que podem começar a desenhar os classificados para os dezasseis-avos de final. O Brasil entra em campo às 21h30 (de Brasília) no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, com a missão de apagar a imagem deixada no empate a um golo com Marrocos. No mesmo Grupo C, a Escócia, líder com três pontos, mede forças com os marroquinos às 19h, em Boston. Pelo Grupo D, o anfitrião Estados Unidos recebe a Austrália às 16h em Seattle, num confronto entre duas equipas que venceram na estreia, enquanto Turquia e Paraguai, ambos derrotados, fecham o programa à 0h em Santa Clara.

Na perspetiva de Brasília, a pressão sobre Carlo Ancelotti é o pano de fundo dominante. O treinador italiano admitiu mudanças na equipa – Danilo, Fabinho e Matheus Cunha devem ser titulares – e Neymar, ainda em recuperação de uma lesão na panturrilha, nem viajou para a Filadélfia. O adversário, o Haiti, regressou a um Mundial após 52 anos e, apesar de ocupar a 85.ª posição no ranking da FIFA, mostrou organização defensiva na derrota por 1-0 diante da Escócia. O histórico favorece largamente a Seleção: três vitórias brasileiras em três encontros, com 17 golos marcados, incluindo o 7-1 na Copa América Centenário de 2016 e o simbólico “Jogo da Paz” de 2004, disputado em Porto Príncipe durante a missão de estabilização liderada pelo Brasil. Hoje, cerca de 200 mil haitianos vivem em território brasileiro, o que acrescenta uma camada de significado ao confronto. Para o Brasil, além dos três pontos, um saldo de golos robusto é visto como essencial para disputar a liderança do grupo com a Escócia na última ronda.

O duelo entre escoceses e marroquinos carrega ambições distintas. A Escócia, que nunca superou a fase de grupos em nove participações, pode garantir a classificação inédita se vencer e o Brasil não golear o Haiti. O capitão Andrew Robertson resumiu o sentimento: “Queremos ser a primeira equipa a conseguir isso pelo nosso país”. Marrocos, semifinalista em 2022 e atual sétimo colocado no ranking mundial, chega embalado pelo empate com o Brasil e, na leitura de observadores africanos, já não é visto como surpresa, mas como uma potência consolidada, capaz de controlar o jogo e impor o seu ritmo. A presença massiva de adeptos marroquinos em Boston, com cânticos e fumo colorido, reforça a confiança de uma seleção que conta com Achraf Hakimi, Brahim Díaz e o goleiro Bono.

Em Seattle, o embate entre Estados Unidos e Austrália opõe dois líderes do Grupo D com três pontos. Os norte-americanos golearam o Paraguai por 4-1, com dois golos de Folarin Balogun, mas a dúvida recai sobre Christian Pulisic, que saiu ao intervalo da estreia com uma lesão na panturrilha esquerda e treinou de forma condicionada. A Austrália, que surpreendeu a Turquia por 2-0, alimenta a narrativa de equipa resiliente: o selecionador Tony Popovic falou em “ganhar respeito através das exibições” e o guarda-redes Patrick Beach, com nove defesas na estreia, personifica a solidez defensiva. Na análise norte-americana, o favoritismo é claro, mas o discurso de Mauricio Pochettino sublinha o perigo de uma Austrália que “acredita profundamente no que faz”. Quem vencer ficará muito próximo dos dezasseis-avos de final.

O encerramento da jornada, entre Turquia e Paraguai, coloca frente a frente duas equipas sem margem para novo deslize. Os turcos, apesar de dominarem a posse e o número de remates, caíram perante a Austrália; os paraguaios foram amplamente batidos pelos anfitriões. Uma derrota deixará qualquer um deles dependente de combinações complexas para aspirar a um lugar entre os oito melhores terceiros. A segunda ronda dos Grupos C e D promete, assim, clarificar o tabuleiro antes da jornada final, com o Brasil a tentar reencontrar o rumo, a Escócia a sonhar com a história e os coanfitriões a quererem selar a passagem em casa.

Divergência das fontes

Esporte · 4 veículos · 1 idioma

15%Baixa

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Favorável92%
Neutro8%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 1 idiomas

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O México já carimbou a vaga para as oitavas, mas agora as atenções se voltam para o Brasil, que após o empate frustrante com Marrocos precisa vencer o Haiti para não complicar a trajetória. Os anfitriões Estados Unidos também podem garantir a classificação com mais uma vitória.

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A programação de hoje da Copa do Mundo tem Estados Unidos x Austrália e Brasil x Haiti. Os americanos podem garantir a vaga com uma vitória, enquanto o Brasil busca o primeiro triunfo após o empate na estreia. As partidas serão transmitidas ao vivo em várias plataformas.

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