
Senegal demite treinador Pape Thiaw após eliminação nos 16 avos do Mundial
A Federação Senegalesa oficializa a saída do técnico, que acumulava polémicas desde a conquista da CAN 2025, anulada posteriormente por abandono de campo.
A Federação Senegalesa de Futebol (FSF) anunciou, na madrugada de domingo, o despedimento do selecionador Pape Thiaw e de toda a sua equipa técnica, na sequência da eliminação da equipa nos 16 avos de final do Mundial de 2026. O desfecho, decidido após reunião do comité executivo, será detalhado em conferência de imprensa esta segunda-feira, mas a nota oficial fala em “avaliação aprofundada dos resultados desportivos e das perspetivas da seleção”, considerando a medida “no interesse do futebol senegalês”. Thiaw, de 45 anos e antigo internacional, pagou o preço de uma campanha mundialista que contrastou com as ambições de uma geração talentosa.
No Mundial, os Leões de Teranga perderam na fase de grupos com França (3–1) e Noruega (3–2), antes de golear o Iraque (5–0) para seguir em frente como um dos melhores terceiros classificados. O confronto com a Bélgica nos 16 avos de final condensou as frustrações: Senegal vencia por 2–0 até aos 86 minutos, mas consentiu dois golos no final do tempo regulamentar e sofreu o terceiro, de penálti, nos descontos do prolongamento, saindo derrotado por 3–2. O revés expôs divisões no plantel, evidenciadas pela declaração do médio Pape Gueye, que anunciou não voltar a representar a seleção enquanto Thiaw fosse o técnico.
A eliminação no torneio americano foi apenas o último capítulo de um mandato agitado. Em janeiro, Senegal ergueu o troféu da CAN 2025 no relvado de Rabat, após vencer Marrocos por 1–0 no prolongamento. Contudo, a CAF retirou o título aos senegaleses dois meses depois, atribuindo a vitória por 3–0 a Marrocos por abandono de campo na final. A decisão, que Dakar recorreu para o Tribunal Arbitral do Desporto, foi justificada pela confederação como aplicação do regulamento após a ordem de Thiaw para que os jogadores deixassem o relvado na sequência de um penálti marcado a favor de Marrocos. Na imprensa marroquina, o desfecho foi saudado como uma defesa da disciplina; no Senegal, foi recebido como uma afronta.
A turbulência prolongou-se na preparação e durante o Mundial. Imagens divulgadas nas redes sociais e relatadas pela imprensa latino-americana mostravam jogadores a comprar fast-food à porta do hotel, e circularam relatos de festas noturnas em Nova Iorque. Thiaw enfrentou também críticas públicas de jogadores, como a declaração de Gueye, e a FSF inicia agora um processo de reconstrução, enquanto o presidente Abdoulaye Fall promete revelar os contornos da decisão. Senegal entra no próximo ciclo de competições com a missão de sarar feridas e reencontrar a estabilidade que o levou, no passado, a dois quartos de final consecutivos.
| Imprensa africana subsaariana | −0.30 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa russa e CEI | 0.00 | neutral |
| Imprensa do Sudeste Asiático | −0.30 | critical |
Senegal sacked Thiaw for failing to deliver on the promise of the AFCON title, but this decision alone cannot fix deeper issues in the team.
Justifies the sacking as a logical consequence of sporting failure while implicitly questioning the federation's broader responsibility.
Omitted the context of Thiaw's protest and upcoming ban, which could have offered an alternative explanation for his performance.
Thiaw's dismissal is a routine technical change, part of a broader trend among World Cup teams making coaching changes post-tournament.
Normalizes the firing by framing it as a statistical occurrence, reducing the event to a quantifiable data point.
Omits the context of Senegal's recent AFCON victory, which made the early exit more surprising and the sacking more significant.
Thiaw's dismissal was not just due to poor results but also to his indiscipline during the AFCON final, which made him a liability.
Links sporting failure to personal conduct, delegitimizing the coach on both fronts without exploring the context of his protest.
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