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Defesa e Segurançasábado, 4 de julho de 2026

Reino Unido, Itália e Japão avançam com contrato de 4,6 mil milhões de libras para caça de sexta geração

Acordo com a joint venture Edgewing impulsiona o programa GCAP, enquanto a Índia aprova compras de 6,3 mil milhões de dólares e militares colombianos recorrem a coletas para adquirir drones.

O Reino Unido, a Itália e o Japão formalizaram um contrato de 4,6 mil milhões de libras (6,14 mil milhões de dólares) com a joint venture Edgewing para a próxima fase de desenvolvimento do caça de sexta geração no âmbito do Programa Global de Combate Aéreo (GCAP). O acordo, anunciado pelo governo britânico a 3 de julho, destina-se a concluir a conceção avançada e a avaliação do conceito da aeronave, permitindo a transição para o projeto detalhado. Os três parceiros mantêm o objetivo de colocar o caça furtivo em operação até 2035.

O compromisso financeiro do Reino Unido, que na terça-feira anterior garantiu 8,6 mil milhões de libras ao longo de quatro anos para o GCAP, dissipou receios em Tóquio quanto a uma eventual redução da contribuição britânica. Segundo fontes do Ministério da Defesa japonês, o montante é considerado adequado às necessidades do programa. A assinatura ocorre num momento de incerteza para a cooperação europeia em defesa: o projeto concorrente FCAS, liderado por França, Alemanha e Espanha, colapsou em junho, e o presidente executivo da Airbus, Guillaume Faury, afirmou não estar otimista quanto ao futuro da colaboração no setor, alertando para o risco de “soluções nacionais fragmentadas”. Em contraste, o consórcio GCAP sinaliza abertura a novos membros — a Itália já defendeu a entrada de parceiros adicionais para partilhar custos, e a Leonardo identificou a Alemanha como potencial candidata, dada a sua experiência industrial.

O movimento insere-se num contexto mais amplo de aceleração dos investimentos em defesa. Na Índia, o Conselho de Aquisições de Defesa aprovou um pacote de 6,3 mil milhões de dólares para mísseis, sistemas de guerra eletrónica e drones kamikaze, num esforço para reduzir a dependência de material russo e modernizar as forças armadas face à rivalidade com o Paquistão e à presença chinesa no Índico. Já na Colômbia, relatos de militares indicam que pelotões têm organizado coletas entre os soldados para comprar drones comerciais de reconhecimento, devido a limitações orçamentais e à eficácia reduzida dos sistemas antidrones fornecidos. O Exército colombiano reconheceu a prática, sublinhando que não se trata de uma orientação institucional, mas de iniciativas individuais.

O GCAP, que sucederá aos caças F-2 japoneses e complementará a frota europeia, prevê a realização de um voo de demonstração em 2030. A estrutura da joint venture Edgewing — com sede no Reino Unido, liderança italiana e participação da BAE Systems, Leonardo e Japan Aircraft Industrial Enhancement — permite diferentes níveis de adesão futura. Arábia Saudita e Canadá já manifestaram interesse, e qualquer alargamento exigirá o consenso dos três fundadores. O contrato agora assinado tem a duração de 18 meses, devendo ser seguido por novas fases de contratação à medida que o projeto avança para a produção.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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The signing of the sixth-generation fighter contract raises doubts about European cohesion, with partners struggling to reach an agreement. The lack of a common strategy risks weakening Europe's position in defense.

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sábado, 4 de julho de 2026

Reino Unido, Itália e Japão avançam com contrato de 4,6 mil milhões de libras para caça de sexta geração

Acordo com a joint venture Edgewing impulsiona o programa GCAP, enquanto a Índia aprova compras de 6,3 mil milhões de dólares e militares colombianos recorrem a coletas para adquirir drones.

O Reino Unido, a Itália e o Japão formalizaram um contrato de 4,6 mil milhões de libras (6,14 mil milhões de dólares) com a joint venture Edgewing para a próxima fase de desenvolvimento do caça de sexta geração no âmbito do Programa Global de Combate Aéreo (GCAP). O acordo, anunciado pelo governo britânico a 3 de julho, destina-se a concluir a conceção avançada e a avaliação do conceito da aeronave, permitindo a transição para o projeto detalhado. Os três parceiros mantêm o objetivo de colocar o caça furtivo em operação até 2035.

O compromisso financeiro do Reino Unido, que na terça-feira anterior garantiu 8,6 mil milhões de libras ao longo de quatro anos para o GCAP, dissipou receios em Tóquio quanto a uma eventual redução da contribuição britânica. Segundo fontes do Ministério da Defesa japonês, o montante é considerado adequado às necessidades do programa. A assinatura ocorre num momento de incerteza para a cooperação europeia em defesa: o projeto concorrente FCAS, liderado por França, Alemanha e Espanha, colapsou em junho, e o presidente executivo da Airbus, Guillaume Faury, afirmou não estar otimista quanto ao futuro da colaboração no setor, alertando para o risco de “soluções nacionais fragmentadas”. Em contraste, o consórcio GCAP sinaliza abertura a novos membros — a Itália já defendeu a entrada de parceiros adicionais para partilhar custos, e a Leonardo identificou a Alemanha como potencial candidata, dada a sua experiência industrial.

O movimento insere-se num contexto mais amplo de aceleração dos investimentos em defesa. Na Índia, o Conselho de Aquisições de Defesa aprovou um pacote de 6,3 mil milhões de dólares para mísseis, sistemas de guerra eletrónica e drones kamikaze, num esforço para reduzir a dependência de material russo e modernizar as forças armadas face à rivalidade com o Paquistão e à presença chinesa no Índico. Já na Colômbia, relatos de militares indicam que pelotões têm organizado coletas entre os soldados para comprar drones comerciais de reconhecimento, devido a limitações orçamentais e à eficácia reduzida dos sistemas antidrones fornecidos. O Exército colombiano reconheceu a prática, sublinhando que não se trata de uma orientação institucional, mas de iniciativas individuais.

O GCAP, que sucederá aos caças F-2 japoneses e complementará a frota europeia, prevê a realização de um voo de demonstração em 2030. A estrutura da joint venture Edgewing — com sede no Reino Unido, liderança italiana e participação da BAE Systems, Leonardo e Japan Aircraft Industrial Enhancement — permite diferentes níveis de adesão futura. Arábia Saudita e Canadá já manifestaram interesse, e qualquer alargamento exigirá o consenso dos três fundadores. O contrato agora assinado tem a duração de 18 meses, devendo ser seguido por novas fases de contratação à medida que o projeto avança para a produção.

Divergência das fontes

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