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Crime e Desastresquarta-feira, 15 de julho de 2026

Queda de homicídios no México e no Brasil contrasta com novos desafios de segurança

Enquanto o Estado do México e Jacareí (SP) registam reduções expressivas de homicídios, autoridades mexicanas alertam para o aumento de extorsões no trânsito e do roubo de autocarros.

O número de homicídios dolosos no Estado do México caiu 58% nos últimos 21 meses, passando de uma média diária de 6,6 para 2,8 casos, de acordo com dados do Secretariado Executivo do Sistema Nacional de Segurança Pública do México. No mesmo período, o município paulista de Jacareí, no Vale do Paraíba, registou apenas três assassinatos entre janeiro e maio de 2026, o menor número em dez anos, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Em Cundinamarca, na Colômbia, o governo departamental reportou uma redução de 9,7% nas mortes violentas, tornando-se o único departamento colombiano a conter este indicador em 2026.

As quedas são atribuídas, pelas respetivas autoridades, a estratégias de coordenação interinstitucional e ao uso intensivo de tecnologia. No México, as Mesas de Coordenação para a Construção da Paz, lideradas pela governadora Delfina Gómez, articulam forças federais, estaduais e municipais, resultando também na detenção de Alberto “N”, apontado como líder de uma organização criminosa com atuação na capital e no estado vizinho. Em Jacareí, a integração entre a Guarda Civil Municipal e as polícias Militar, Civil e Técnico-Científica, somada à ampliação do sistema de câmaras do Centro de Operações Integradas, é apontada como fator central para a redução de furtos e roubos de veículos, que recuaram entre 20% e 43% no município.

Contudo, o panorama de segurança na região apresenta novas pressões. A Associação Mexicana de Instituições de Seguros (AMIS) detetou um aumento de 5% a 10% nos casos de “montachoques” — extorsão em que criminosos provocam colisões para exigir dinheiro — no Vale do México, com foco em condutores sem seguro. A mesma associação alertou para um crescimento no roubo de autocarros de passageiros, que passou de 68 para 162 unidades no último ano, veículos frequentemente reutilizados noutros crimes. Em contraste, o roubo de automóveis segurados no México caiu 16,2%, atingindo o nível mais baixo em cinco anos, com destaque para a redução no Estado do México (-22,5%) e na Cidade do México (-17,8%).

Na perspetiva do setor privado, a Mapfre México advertiu que apenas 17% das pequenas e médias empresas do país possuem algum tipo de seguro, expondo-as a riscos crescentes como inundações e ciberataques. A seguradora observa um aumento de sinistros relacionados com fenómenos meteorológicos e a disseminação de ataques informáticos a negócios de menor dimensão. As autoridades mexicanas mantêm operações como a Estratégia BALAM, da Guarda Nacional, para combater o roubo ao autotransporte em 938 quilómetros de estradas, enquanto em Cundinamarca o “Plano Candado” reforça o controlo de corredores viários. Os dados disponíveis indicam tendências díspares: a criminalidade violenta cede em territórios específicos, mas a criminalidade organizada adapta-se, migrando para modalidades como a extorsão e o roubo de veículos pesados.

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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Queda de homicídios no México e no Brasil contrasta com novos desafios de segurança

Enquanto o Estado do México e Jacareí (SP) registam reduções expressivas de homicídios, autoridades mexicanas alertam para o aumento de extorsões no trânsito e do roubo de autocarros.

O número de homicídios dolosos no Estado do México caiu 58% nos últimos 21 meses, passando de uma média diária de 6,6 para 2,8 casos, de acordo com dados do Secretariado Executivo do Sistema Nacional de Segurança Pública do México. No mesmo período, o município paulista de Jacareí, no Vale do Paraíba, registou apenas três assassinatos entre janeiro e maio de 2026, o menor número em dez anos, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Em Cundinamarca, na Colômbia, o governo departamental reportou uma redução de 9,7% nas mortes violentas, tornando-se o único departamento colombiano a conter este indicador em 2026.

As quedas são atribuídas, pelas respetivas autoridades, a estratégias de coordenação interinstitucional e ao uso intensivo de tecnologia. No México, as Mesas de Coordenação para a Construção da Paz, lideradas pela governadora Delfina Gómez, articulam forças federais, estaduais e municipais, resultando também na detenção de Alberto “N”, apontado como líder de uma organização criminosa com atuação na capital e no estado vizinho. Em Jacareí, a integração entre a Guarda Civil Municipal e as polícias Militar, Civil e Técnico-Científica, somada à ampliação do sistema de câmaras do Centro de Operações Integradas, é apontada como fator central para a redução de furtos e roubos de veículos, que recuaram entre 20% e 43% no município.

Contudo, o panorama de segurança na região apresenta novas pressões. A Associação Mexicana de Instituições de Seguros (AMIS) detetou um aumento de 5% a 10% nos casos de “montachoques” — extorsão em que criminosos provocam colisões para exigir dinheiro — no Vale do México, com foco em condutores sem seguro. A mesma associação alertou para um crescimento no roubo de autocarros de passageiros, que passou de 68 para 162 unidades no último ano, veículos frequentemente reutilizados noutros crimes. Em contraste, o roubo de automóveis segurados no México caiu 16,2%, atingindo o nível mais baixo em cinco anos, com destaque para a redução no Estado do México (-22,5%) e na Cidade do México (-17,8%).

Na perspetiva do setor privado, a Mapfre México advertiu que apenas 17% das pequenas e médias empresas do país possuem algum tipo de seguro, expondo-as a riscos crescentes como inundações e ciberataques. A seguradora observa um aumento de sinistros relacionados com fenómenos meteorológicos e a disseminação de ataques informáticos a negócios de menor dimensão. As autoridades mexicanas mantêm operações como a Estratégia BALAM, da Guarda Nacional, para combater o roubo ao autotransporte em 938 quilómetros de estradas, enquanto em Cundinamarca o “Plano Candado” reforça o controlo de corredores viários. Os dados disponíveis indicam tendências díspares: a criminalidade violenta cede em territórios específicos, mas a criminalidade organizada adapta-se, migrando para modalidades como a extorsão e o roubo de veículos pesados.

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