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Defesa e Segurançadomingo, 28 de junho de 2026

Putin reconhece escassez de combustível após ataques ucranianos a refinarias

Presidente russo admite crise de abastecimento e anuncia medidas, enquanto Kiev intensifica campanha de drones para enfraquecer esforço de guerra de Moscovo.

O presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu publicamente que o país enfrenta uma escassez de combustível, com filas em postos de gasolina e indisponibilidade de alguns tipos de gasolina, em consequência dos repetidos ataques de drones ucranianos contra refinarias e infraestruturas energéticas. Em reunião do Conselho de Ministros transmitida pela televisão estatal, Putin afirmou que a situação “não é crítica”, mas admitiu que as reservas de gasolina estão a ser utilizadas e que o governo estuda a proibição total da exportação de gasóleo para estabilizar o mercado interno. A península da Crimeia, anexada em 2014, foi colocada em situação de emergência na sexta-feira devido a cortes de eletricidade e à suspensão da venda de combustível a particulares.

A ofensiva ucraniana com drones de longo alcance intensificou-se nos últimos meses e, segundo Kiev, visa reduzir os recursos que financiam a máquina de guerra russa. O presidente Volodymyr Zelensky reivindicou ataques noturnos a duas refinarias — uma em Slaviansk-do-Kuban, na região de Krasnodar, a cerca de 300 quilómetros da linha da frente, e outra em Iaroslavl, a aproximadamente 700 quilómetros da fronteira ucraniana. Na perspetiva de analistas ocidentais, a campanha tem perturbado a logística militar e o abastecimento de combustível da Rússia, aumentando a pressão sobre o Kremlin para negociar. Moscovo, por sua vez, classificou as ações como “ataques terroristas” e prometeu reforçar a defesa antiaérea, ao mesmo tempo que assegura que as instalações danificadas estão a ser reparadas rapidamente.

A crise de abastecimento coincide com um momento de volatilidade nos mercados globais de energia, agravada, segundo observadores em Estocolmo, pelos efeitos do conflito no Irão sobre as cadeias de distribuição. A Rússia, um dos maiores produtores mundiais de petróleo, viu-se forçada a impor limites à venda de combustível em pelo menos 17 regiões e a adiar manutenções programadas nas refinarias para aumentar a produção. Putin garantiu que as necessidades do setor agrícola serão salvaguardadas, dada a proximidade da colheita, e que a produção de combustíveis primários em julho deverá superar a de junho. O vice-primeiro-ministro Alexander Novak, contudo, minimizou a necessidade de uma proibição total das exportações de gasóleo, sinalizando divisões internas sobre a resposta.

No plano diplomático, Putin afirmou esperar a chegada de negociadores norte-americanos a Moscovo assim que Washington estiver “menos ocupado com o Irão”, retomando contactos que já ocorreram anteriormente. A Ucrânia condiciona qualquer cessar-fogo à retirada das tropas russas, enquanto o Kremlin insiste na “libertação total do Donbass e da Novorossia” como objetivo principal. As negociações mediadas pelos Estados Unidos permanecem paralisadas, e as eleições legislativas russas de setembro decorrerão, segundo Putin, dentro do calendário previsto, com o partido Rússia Unida a apostar numa renovação geracional das listas de candidatos.

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domingo, 28 de junho de 2026

Putin reconhece escassez de combustível após ataques ucranianos a refinarias

Presidente russo admite crise de abastecimento e anuncia medidas, enquanto Kiev intensifica campanha de drones para enfraquecer esforço de guerra de Moscovo.

O presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu publicamente que o país enfrenta uma escassez de combustível, com filas em postos de gasolina e indisponibilidade de alguns tipos de gasolina, em consequência dos repetidos ataques de drones ucranianos contra refinarias e infraestruturas energéticas. Em reunião do Conselho de Ministros transmitida pela televisão estatal, Putin afirmou que a situação “não é crítica”, mas admitiu que as reservas de gasolina estão a ser utilizadas e que o governo estuda a proibição total da exportação de gasóleo para estabilizar o mercado interno. A península da Crimeia, anexada em 2014, foi colocada em situação de emergência na sexta-feira devido a cortes de eletricidade e à suspensão da venda de combustível a particulares.

A ofensiva ucraniana com drones de longo alcance intensificou-se nos últimos meses e, segundo Kiev, visa reduzir os recursos que financiam a máquina de guerra russa. O presidente Volodymyr Zelensky reivindicou ataques noturnos a duas refinarias — uma em Slaviansk-do-Kuban, na região de Krasnodar, a cerca de 300 quilómetros da linha da frente, e outra em Iaroslavl, a aproximadamente 700 quilómetros da fronteira ucraniana. Na perspetiva de analistas ocidentais, a campanha tem perturbado a logística militar e o abastecimento de combustível da Rússia, aumentando a pressão sobre o Kremlin para negociar. Moscovo, por sua vez, classificou as ações como “ataques terroristas” e prometeu reforçar a defesa antiaérea, ao mesmo tempo que assegura que as instalações danificadas estão a ser reparadas rapidamente.

A crise de abastecimento coincide com um momento de volatilidade nos mercados globais de energia, agravada, segundo observadores em Estocolmo, pelos efeitos do conflito no Irão sobre as cadeias de distribuição. A Rússia, um dos maiores produtores mundiais de petróleo, viu-se forçada a impor limites à venda de combustível em pelo menos 17 regiões e a adiar manutenções programadas nas refinarias para aumentar a produção. Putin garantiu que as necessidades do setor agrícola serão salvaguardadas, dada a proximidade da colheita, e que a produção de combustíveis primários em julho deverá superar a de junho. O vice-primeiro-ministro Alexander Novak, contudo, minimizou a necessidade de uma proibição total das exportações de gasóleo, sinalizando divisões internas sobre a resposta.

No plano diplomático, Putin afirmou esperar a chegada de negociadores norte-americanos a Moscovo assim que Washington estiver “menos ocupado com o Irão”, retomando contactos que já ocorreram anteriormente. A Ucrânia condiciona qualquer cessar-fogo à retirada das tropas russas, enquanto o Kremlin insiste na “libertação total do Donbass e da Novorossia” como objetivo principal. As negociações mediadas pelos Estados Unidos permanecem paralisadas, e as eleições legislativas russas de setembro decorrerão, segundo Putin, dentro do calendário previsto, com o partido Rússia Unida a apostar numa renovação geracional das listas de candidatos.

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